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| Seminarista Jesús Alirio Toro Santiago (1977-2003) |
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| Por A Redacção de “Da Casa Madre” | |
| 12 de March de 2006 | |
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Filho de Trinidad e Ramona Santiago, nasceu a 9 de Abril de 1977 em Teorama, Colômbia. Entrou no Instituto em 1998 pelo Seminário de Bucaramanga, vindo a frequentar o curso de filosofia na Pontifícia Universidade Bolivariana de Medellín. Em seguida, fez o Noviciado na Argentina, professou e deu início ao curso teológico no Seminário Internacional de Bogotá. Jesus Alirio encontrava-se a fazer serviço pastoral na Paróquia de Marialabaja. Na Quinta-feira, dia 3 de Julho, voltava de mota da aldeia de San Pablo com outro colega quando o veículo, talvez por falta de visibilidade, embateu numa vaca. Ambos os viajantes ficaram feridos. Mas os médicos de Cartagena diagnosticaram grave trauma craniano em Alirio e, após uma longa operação, viram a sua condição piorar para crítica, acabando ele por falecer no Domingo, dia 6 de Julho, aos 26 anos. Os testemunhos dos formadores e dos colegas retratam Jesús Alirio como jovem completamente convencido da sua vocação missionária e desejoso de gastar a sua vida pelos irmãos. Tinha um carácter forte e defendia com toda a força as suas convicções, por vezes reagindo explosivamente, para depois ser o primeiro a procurar a reconciliação. A sua caminhada vocacional deu-se sem dificuldades; mas pouco a pouco foi-se identificando profundamente com o carisma do IMC e cultivava o desejo de cumprir a sua vocação missionária na África. Oferecia-se de boamente para fazer os trabalhos que a casa exigia e colaborava na animação missionária, empenhando-se na difusão da revista “Dimensión Misionera”. No seu compromisso de jovem missionário, dedicava-se ao apostolado dos pobres com a catequese, com a celebração da Palavra e com a distribuição das ofertas que recolhia das pessoas. Conseguiu juntar um grupo de 60 a 70 pessoas, que ajudava com generosidade e entusiasmo. Pelo Natal, pela Páscoa e durante as férias, trabalhava nas nossas paróquias em contexto missionário, dando mais atenção em servir as pessoas que em atender a realizações. O seu desejo era promover as pessoas a partir de dentro, ajudando-as a encontrarem-se com o Evangelho. Herdara de sua mãe uma espiritualidade mariana profunda, que exprimia no seu amor a Nossa Senhora da Consolata, a Quem rezava o terço todos os dias, ora em comunidade ora privadamente. A sua humanidade transparecia numa amizade sincera, que era reconhecida e apreciada por todos os colegas: «Jesús Alirio foi um bom amigo para mim e para muitos Missionários da Consolata. No Seminário, interessava-se pelos pormenores e dava atenção às necessidades dos outros. Foi maravilhoso viver com ele a experiência missionária em Marialabaja: vi-o partilhar com entusiasmo e alegria a sua vocação missionária com os grupos de oração da paróquia. Várias vezes lhe ouvi dizer que o maior acontecimento da sua vida era pertencer à comunidade dos Missionários da Consolata, identificar-se com o seu carisma e partilhar o seu ideal. Prova disso era o seu sorriso sem par» (testemunho de um colega). «A tua amizade ensinou-me uma coisa muito importante: ser fiel e livre nas decisões radicais e saber ser realmente o próximo das outras pessoas (outro colega)». O Padre Sandro Carminati, Superior Regional, relatou as cerimónias fúnebres nestes termos: «Pela noite de terça-feira de 8 de Julho, celebrámos uma missa na sua terra natal, que contou com grande participação do povo. Foi um tempo de fé e de acção de graças pelo dom da vida de Alirio. Rezámos em conjunto para que a sua morte produza frutos de consolação, esperança e animação missionária. Os seus restos mortais chegaram à sua terra na Quarta-feira, 19 de Julho. O funeral foi na tarde desse mesmo dia. Comigo estavam: os Padres Benjamín Martínez, Paul Maina, outros sacerdotes e todo o pessoal do Seminário Teológico de Bogotá. Foi enorme e exemplar a participação do povo. No cemitério, perante a sua sepultura, toda a nossa comunidade se reuniu à volta da família de Alirio, principalmente da sua mãe, para lhe fazer sentir que o vazio que o seu filho deixara seria agora colmatado por tantos outros filhos e irmãos da comunidade dos Missionários da Consolata». A Redacção de “Da Casa Madre” |
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