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Dom Servilio não queria ser Padre e ficou Bispo PDF Imprimir E-mail
Por Hilário Cristofolini   
30 de Outubro de 2009
Aniversário - dia de rece- ber presente. Em 19 de outubro, Dom Servílio veio a Borborema para dar aos ami- gos daqui, o mais sublime e di- vino dos presentes: a missa da celebração da vida de seu ani- versário. Local: apartamento do casal Hilário e Rosane. Trouxeram-no duas generosas colaboradoras: Virley e Ro- géria. Mons Enedir, de Bauru, trouxe-lhe o apressado abraço. Padre Fontana, de Arealva,dos mais ardentes pregadores da região, chegou para con- celebrar e deixar sua emocio- nada palavra de admiraçãopelo permanente testemunho de vida sacerdotal deste bispo.

E que vida! Mereceu a gostosa e alegre biografia, num livro de Hilário, com pesquisa de Rosane e capa do artista gráfico Ed Carlos. Chamado por Jesus para ser sacerdote, jovem de18 anos, Servílio se apresentou no seminário dizendo que era velho demais para estudar latim e que, portanto, ao invés de padre, queria ser apenas irmão missionário, o que viria a ser uma espécie de... soldado raso.


Convenceram-no a começar o estudo e decidir isso mais tarde. Botaram o garotão no meio da meninada e ele provou ser tão esforçado e bom que, logo mais, mandaram o humil- de estudante para uma famosa Universidade de Roma! Quando ficou padre, disse que ser pároco era muita areia para seu caminhãozinho. Queria ser apenas coadjutor. Man- daram-no para a paróquia mais importante da diocese: o se- minário. Isso, primeiro na Itália, depois no Brasil! Após uns anos, mandaram-no para o Amazonas. Padre Servílio lou- vou a Deus e exclamou: Enfim, serei quem sempre quis: missionário!

Mas fizeram-no Vigário Geral da capital Boa Vista, de- pois, Bispo de Roraima! As meias vermelhas de bispo não conseguiram fazê-lo es- quecer as botinas de missi- onário. Nos anos que se seguiram os 230.000 km2 (!) de sua diocese não es- gotaram seu zelo apostóli- co. Ao atingir a idade limi- te (75 anos), pediu dispen- sa do cargo e inspirando-se em Jesus que se serviu dum burrinho para entrar em Jerusalém, disse: "Eu também estive ao serviço de Cristo, como o burrinho. Gostaria de ter sido dispo- nível e humilde como ele"...

Dentre tantos traba-lhos de Servílio, consta a admirável obra "O SANTO DO DIA", das mais procuradas no gênero pelas igrejas católi- cas. Já atingiu 11 edições, com tradução em espanhol.

Como bispo emérito, foi dedicar-se a atividades de menor responsabilidade e explicou: "Devo preparar-me para o encontro com o Supremo Juiz. Se Ele acha culpas também nos justos e sombras até nos anjos, muito mais me devo penitenciar, dedicando-me à oração e mortificação". Faz isso em São Manuel (SP), onde é coadjutor do pároco da cidade. Lá, agora pode deixar a sacola de lado (você já viu pobre sem sacola?), pois já não é mais mandado de cá para lá, mas mesmo assim, não pára: segue pela cidade e capelas, cele- brando missa, visitando doentes, com seu marca-passo, bengalinha, diabete e achaques da idade. Disso são teste- munhas também uns amigos de Borborema que o visitaram naquela cidade: João Gordo, Luiz Stucchi, Iracy Seisdedos, Francisco Orsi, Genô, Zita, etc.

No 3º domingo de Outubro, Dia das Missões, 18, foi o celebrante e pregador da missa que a REDEVIDA DE TE- LEVISÃO transmitiu para todo o Brasil. Essa missa de seus 93 anos de idade a celebrou como se fosse a primeira e a última. Das muitas que celebrou em catedrais, periferias e malocas é a de n° 30.000. E para quem dela participou com toda fé, foi de incontável número de graças.
Última Atualização ( 29 de Outubro de 2009 )

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