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Coreia do Sul: Desaparece um dos maiores símbolos da democracia PDF Imprimir E-mail
Por p. Álvaro Pacheco, imc   
21 de Agosto de 2009
Morreu na passada 3ª feira o antigo presidente Kim Dae-jung, um dos símbolos da luta contra a ditadura e prémio Nobel da Paz em 2000.

Kim Dae-jung ficará na história da Coreia do Sul como um dos símbolos maiores da democracia. Durante o período da ditadura, foi preso durante 6 anos, viveu 3 anos no exílio e passou 10 anos em prisão domiciliária por ter recusado cooperar com os líderes militares.

Em 1973, foi raptado por agentes secretos sul-coreanos num hotel em Tóquio. Sobreviveu a vários atentados de assassínio e foi condenado à morte em 1980 por traição. A sentença foi depois mudada para prisão perpétua, sendo depois reduzida para 20 anos. A sentença acabou por ser suspendida em 1982.


Foi eleito presidente da República em Dezembro de 1997. O momento mais alto do seu mandato (1997-2003) aconteceu no verão de 2000, quando visitou a Coreia do Norte e se encontrou com o líder Kim Jong-il. Era a primeira vez que os líderes das duas Coreias se encontravam, desde que este país ficou dividido. Este encontro valeu a Kim Dae-jung o prémio Nobel da Paz, um motivo de orgulho muito grande para todos os sul-coreanos.

Foi também com Kim Dae-jung que as relações entre as duas Coreias começaram a melhorar, graças à sua “Sunshine Policy” (Política dos raios do Sol). Esta política possibilitou e facilitou o aumento da ajuda humanitária por parte do Sul para com o Norte pobre, bem como o início de incitativas especiais, nomeadamente o encontro das famílias separadas e o projecto turístico da cadeia montanhosa de KumGang, que possibilitou a milhares de Sul-coreanos visitar o Norte.
Última Atualização ( 20 de Agosto de 2009 )

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