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| Padre Giovanni Merlo |
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| Por Giovanni Tebaldi | |
| 12 de March de 2006 | |
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(1924-2004) Giovanni Merlo tinha 23 anos quando entrou para o Instituto a 14 de Outubro de Ao chegar à Certosa, o Giovanni apresentou a carta de bons antecedentes passada pelo pároco de San Francesco da Paola em Turim, o doutor Sílvio Valperga. «Já o conheço há dez anos – registava o padre – foi nosso colaborador como assistente das crianças do Oratório e Catequista no Sagrado Coração de Maria. Sempre cultivou a vocação religiosa». O Merlo Giovanni tinha nascido Em 1960 foi enviado para as missões de Moçambique, onde trabalhou desde Setembro de 1962 até 1964, nas missões de Maimelane, Massinga e Mapinhane. A saúde começou a dar de si e as preocupações com a sua mãe já avançada em idade levaram-no a escrever ao superior geral, padre Domenico Fiorina, a que levasse em conta essa situação. Passaram 4 anos e, aconselhado pelo superior regional, padre Aldo Mongiano, voltou a escrever ao superior geral, com estas palavras: «Trata-se da minha mãe, agora velha e sem companhia. Nos meses passados teve problemas do coração a pontos de levantar sérias preocupações aos vizinhos que lhe acudiram. Como não tenho outros irmãos ou irmãs, peço para ser chamado para o seu lado para o que der e vier». Com o agravamento da saúde e da situação da sua mãe, foi chamado para a Itália em 1970, onde recebeu tratamentos e prestou serviços de assistência e de ministério até à morte. O padre Giovanni Merlo viveu no silêncio e na solidão, levando às costas uma cruz mais pesada que o que as suas forças permitiam. Quem o conheceu nos primeiros anos ficou com uma recordação agradável e inesquecível do optimismo que transmitia a mãos cheias, ora cantando a alegrar os momentos de convívio ora pela fé simples, bem enraizada e bem vivida. Os seus formadores descreveram as várias fases e os vários aspectos do seu carácter, defeitos incluídos: «Tem bom carácter mas por vezes sujeito à depressão. Revela poder ser um bom missionário» (Junho de 1949); «Entrou para o Instituto depois de ter andado na guerra e ter sido prisioneiro na Alemanha. Haverá de ter sucesso na sua vocação porque revela grande seriedade em tudo. É um bocadinho ingénuo…É muito humilde e muito sincero» (Setembro de 1951); «Podemos ter certeza da sua seriedade…É inimigo sincero de toda a forma de modernismo…É rígido e ‘quadrado’ nas suas ideias» (Setembro de 1955); «Não tem talentos especiais, mas tem grande generosidade» (Julho de 1957); «Custa-lhe um tanto a vida comunitária, mas esforça-se…Não faz exigências especiais. Tem óptima saúde…Obviamente, a sua idade e a sua índole recomendam que vá para as missões» (Janeiro de 1958). O padre Giovanni Merlo passou os seus últimos três anos de vida na comunidade de Alpignano. Foi ali que morreu no dia 16 de Janeiro de 2004. Está sepultado no cemitério de Alpignano. Giovanni Tebaldi
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