Narrow screen resolution Wide screen resolution
Padre Manuel Collado Granados PDF Imprimir E-mail
Por P. Giano Benedetti   
10 de March de 2006

(1952-2004)

Filho de Miguel Collado e Constância Granados, o Manuel nasceu a 19.02.1952 em Alcaudete (Espanha) e entrou para o Instituto em 1978 pela casa de Zaragoza. Professou em 1981 e foi ordenado sacerdote em 1985.
Pouco antes de ser ordenado, escreveu ao p. Giuseppe Inverardi a exprimir os sentimentos que enchiam a sua alma de jovem que olhava para a sua futura missão com entusiasmo mas também com alguma apreensão: «Preocupa-me muito a minha responsabilidade, a de ser missionário no Brasil. Peço a Deus que me dê a força, a luz e a capacidade de viver e ser aquilo a que sou chamado, quer dizer, ser testemunha viva do Evangelho, que é sinal real da presença salvadora de Jesus como único enviado do Pai. Procuro, cada dia, pôr-me nas mãos de Deus e peço-lhe para saber viver esta missão dia a dia, a cada momento, em qualquer circunstância. Abro-te o meu coração com sinceridade: não penses que tudo me seja fácil ou leve, porque, de facto, é difícil, mas eu confio plenamente n’Aquele que, pelo nome, me chamou a segui-Lo».
Em Aurora, Jaguarí e Monte Santo… pouco depois da chegada, enquanto aprendia a língua em Brasília, escreveu ao p. Giovanni Zinni, superior regional, estas palavras: «Estou a começar o meu sacerdócio, a minha caminhada, a nível sacerdotal e missionário, e vejo que preciso de viver a minha vocação em profundidade, dando-me sempre com alegria… Não tenho projectos; só desejo e procuro ser fermento de renovação. Confio em Deus e rezo para que guie a minha vida pelos Seus caminhos» (28.04.1986).
Viveu intensamente os problemas especiais do Nordeste, principalmente o estado de abandono das autoridades, a falta de água e de serviços; interrogava-se seriamente sobre se, enquanto Igreja, podia e devia fazer mais. Solidarizou-se com a causa dos últimos e animou as actividades da Comissão Pastoral Diocesana da terra.
Em 1990 voltou à Espanha, onde colocou as suas energias ao serviço da animação missionária e vocacional em Valladolid e Zaragoza. Em 1996 retomou a caminhada da missão, desta vez na Venezuela, onde ficou três anos a trabalhar em Paraguaipoa e Guarero, entre os índios da Guajíra.
Ao escrever ao p. Trabucco, superior geral, dizia: «A exemplo daquele que foi o maior pedagogo de todos os tempos, Jesus de Nazaré, e da Igreja em cujo nome fui enviado, procuro vigiar-me com descrição admirando esta cultura tão original, tal como o índio wayú que a vive. Faço-o com serenidade, sem fazer violência ao seu modo de ser como se quisesse que eles fossem como eu, para aumentar o número de conversões. Procuro vê-los na sua realidade de índios wayú, caminhando com eles na estepe, sofrendo falta de água, de electricidade, de serviços de saúde, consolando as pessoas perante os caixões de vidas truncadas, por vezes, pela lei implacável da vingança e, por vezes, pelas armas daqueles que defendem “a economia do país”. Sinto necessidade de conhecer e amar o indígena guajiíru….As grandes dificuldades e estes imensos desafios exigem todo o meu empenho. Perante este presente cheio de incertezas e perante um futuro cheio de perguntas, enquanto homens e mulheres da Igreja, somos chamados a utilizar as nossas capacidades com imaginação e generosidade, confiando mais que nunca no mistério da ressurreição. E nele vemos como Deus continua a amar o ser humano. Que a experiência pascal ilumine as nossas vidas para podermos ser, realmente, portadores da luz».
Em 1996 foi nomeado superior delegado da Venezuela, cargo a que acabou por renunciar no ano seguinte por razões de saúde cardíacas e pulmonares.
Foi então destinado à Espanha, vindo residir para Madrid como director da revista “Antena Misionera” e, ao mesmo tempo, como agente das campanhas de animação missionária promovidas pela Região. Recentemente, o p. Manuel participara na campanha contra a fome, que tinha sido organizada pela associação “Mãos Unidas”. Voltara com uma bronquite que, por não ter sido bem curada, degenerou em pneumonia. Fora internado no hospital e estava reagindo bem às atenções dos médicos, senão quando, na manhã de 7 de Março, foi encontrado morto na cama. O relatório médico apontou como causa de morte uma insuficiência respiratória global com enfarte cardíaco.
O p. Manolo tinha um coração pastoral, aberto ao contacto com todas as pessoas. De temperamento espontâneo e alegre, era amado pela sua simplicidade e pelo seu estilo delicado. Estava sempre disponível para qualquer iniciativa que tivesse a ver com a missão e, como religioso, acreditava na comunidade e na amizade dos confrades.
O funeral realizou-se na segunda-feira, 8 de Março, na sua terra natal. Presidiu à celebração o vigário do Bispo de Jaén, acompanhado de todos os confrades da Espanha e de muitos padres diocesanos. Eu próprio fiz a homilia fúnebre. Terminada a celebração, os próprios missionários levaram o corpo até ao cemitério envolvendo os familiares com o seu afecto.
P. Álvaro Palácios
e Redacção de”Da Casa Madre”


TESTEMUNHO

«La procesión va por dentro»
Antes de nos voltarmos a ver na Venezuela, o p. Manolo e eu tínhamo-nos encontrado e conhecido na Espanha em duas ocasiões diferentes: em 1977, quando ele ainda estava a fazer discernimento vocacional e eu era noviço; e seis anos mais tarde, quando ele era animador em Zaragoza e eu era formador no seminário teológico de Madrid. Foram encontros raros e rápidos, mas foram o bastante para conseguirmos criar um apreço mútuo de confrades, ainda que muito diferentes em termos de carácter, experiências de vida missionária e até de ideias.
Com remates simples, um conseguia descrever bastante bem o estado de espírito do outro com grande pontaria, sem a pretensão de rotular ou tudo dizer do outro e sobretudo com liberdade e sem ofender. Claro que não se tratava ainda duma amizade, pois que nem nos conhecíamos a fundo. Mesmo assim, com poucas pinceladas, cada um de nós conseguia descrever algo no outro com toda a verdade. Tanto mais para uma pessoa como eu, que tinha gosto em aprender a língua ouvindo-o falar, o p. Manolo era sem dúvida uma das fontes mais ricas de expressões típicas e proverbiais da língua de Cervantes e dos seus compatriotas.
Eu estava em Madrid quando ele recebeu a sua destinação à Venezuela. Daqueles meses que precederam a sua partida para a terra de Simón Bolívar, eu recordo muito bem a sua trasbordante felicidade por ter conseguido viver duas experiências relevantes naquela etapa da sua vida – um período de retiro na Certosa di Pesio e, depois, os meses que passou na Terra Santa, refazendo a caminhada de Jesus. Alguns anos mais tarde, voltaria frequentemente e com prazer a descrever aqueles momentos. As suas recordações e as suas emoções, para além dos locais que visitara, levavam-no sempre ao sentimento de gratidão ao Instituto e especialmente ao Padre Geral por lhe terem dado a oportunidade de viver aquelas experiências de renovação e para seu bem: «Imagina. O Padre Geral disse que tomariam conta das minhas despesas na Terra Santa…!»
Ora aí está: o p. Manolo apreciava tudo aquilo que de qualquer forma revelasse reconhecimento pelo seu trabalho; e isso transmitia-lhe afecto e confiança, dando asas às suas aspirações de missionário e de homem que queria mostrar e dar o seu melhor. Penso que não estou a banalizar as coisas ao acentuar este aspecto; nem estou certamente a revelar uma necessidade ou uma carência do p. Manolo. Ao contrário, tenho a sensação de que tudo aquilo que pudesse abri-lo aos horizontes da missão vivida com força animava-o e incendiava o seu entusiasmo.
Na meninice, ele passara tempo imobilizado numa cama em consequência duma cardiopatia – um defeito congénito que o não largaria. Por causa da morte prematura do seu pai, teve de ir fazer de servente num armazém de ferragens. Mas conseguiu encontrar-se com a missão quando já era um jovem maduro e tinha namorada, vindo a descobrir na missão a aventura mais linda e rica de sentido. No entanto, há pormenores e matizes que só se esclarecem com o tempo, através da convivência e do amor em momentos de provação.
Voltámos a encontrar-nos, desta vez para trabalhar juntos, em Paraguaipoa. Era o mês de Março de 1997. Também fazia parte da comunidade um leigo missionário de nome José Francisco Jimeno. O p. Manolo chegara à Guajíra venezuelana um ano antes de mim e tinha começado a fazer o seu apostolado na qualidade de pároco de Guarero. Eu vinha substituí-lo, pois que – finalmente! – chegara a altura de tomar conta de Paraguaipoa.
A dizer a verdade, as nossas probabilidades naquela tira de território que demarca a fronteira com a Colômbia não eram nada boas, porque três meses antes o Instituto tinha proposto ao arcebispo de Maracaíbo a entrega das nossas três paróquias, quer dizer, a de Sinamaica, a de Guarero e a de Paraguaipoa. À minha chegada estava a fazer-se a entrega de Sinamaica, ao passo que, quanto a Guarero e Paraguaipoa, o acordo determinava que se esperasse ainda um ano. Se por um lado sentíamos que o nosso papel era semelhante à areia empurrada pelas rajadas da árida Guajíra, pelo outro vivíamos juntos com bom espírito e alegria, partilhando entre nós e com o povo sonhos de solidariedade evangélica com os mais pobres e a rocha da nossa fé.
O vento do dinheiro e da vida fácil, resultado da corrupção e do contrabando, tinha causado a erosão de boa parte dos alicerces daquela sociedade e até mesmo um missionário poderia deixar-se levar com facilidade. A fé partilhada ajudou-nos a desmascarar – e até a gozar – de tantas mensagens e tantas propostas que, se não fosse ela, teriam podido transformar-se em tentações irresistíveis, já que estavam à mão de semear e eram normais naquele contexto.
O p. Manolo não viveu muito tempo na Guajíra, mas naqueles dois anos ele veio a pagar muito caro pela sua dedicação em termos de saúde, e até irremediavelmente. Ao lançar-se nesta ou naquela iniciativa, fazia-o sempre de maneira impetuosa, apaixonada, arrastando consigo as pessoas, sem se dar conta de que, com as suas limitações de saúde, tanto poderia conseguir como não. Recordo bem que, em pelo menos três ocasiões, teve problemas físicos graves, a pontos de nos trazer preocupados, bem como aos seus médicos, que não conseguiam controlá-lo. Durante esse período, embora eu continuasse como pároco de Guarero, também funcionava como Superior da Delegação. Ao visitar a comunidade de Paraguaipoa, tive por vezes que ser peremptório em lhe mandar cuidar do seu ritmo de vida e dos tratamentos que andava a fazer, impondo-lhe até controlo médico em Maracaíbo ou em Caracas, para dar remédio às sérias consequências que a fraca assistência médica local – aonde gostava de ir para evitar perda de tempo e despesas – já lhe tinha causado.
Bastava sentir algum pequeno sinal de melhoria, tal como a fiel e eficiente ajuda de José Francisco, para se lançar al pié del cañón, na vanguarda. O p. Manolo nunca retrocedeu em Guarero e em Paraguaipoa quando se tratava de suar e trabalhar com as suas próprias mãos: e fazia-o freneticamente, até não poder mais. Estava sempre entre os primeiros quando era preciso estar ao lado das organizações populares de base na defesa dos direitos que os políticos e as autoridades desprezavam, para denunciar a corrupção, ou para promover campanhas de sensibilização. Não hesitava em se juntar às pessoas para as ouvir quando havia dificuldades, para lhes dar abanões quando incorriam em desonestidades, ou para partilhar os momentos de alegria ou de sofrimento.
Havia muita gente que se apoiava na Igreja e participava nas celebrações que ele organizava até ao pormenor e a que presidia com solenidade, tratando nos seus sermões os problemas e as contradições do ambiente, propondo respostas inspiradas no Evangelho. Era assíduo nas suas visitas aos caserios (ou aldeias) do interior, mesmo aos mais afastados, por vezes convencendo as autoridades militares a viajar com eles de helicóptero ou então com escolta, visto que a Guajíra era uma zona de grande contrabando e de lutas entre bandos rivais.
Custou-lhe imenso deixar o povo Wayúu. Foi uma ferida que continuou aberta no seu espírito missionário. Manteve sempre o contacto e a comunicação com a Guajíra, porque aqueles que lhe tinham aberto os corações e mostrado as contradições das suas vidas e do seu ambiente continuaram a telefonar-lhe e a escrever-lhe tanto em Caracas como, a seguir, na Espanha.
O seu modo de fazer e de ser conquistava muita gente, mas também causava problemas ou descontentamento noutras. Posso dizer, porém, que como tinha conhecimento do seu carácter, confessava as suas limitações e os seus erros, sempre com a intenção de, duma ou doutra forma, os ultrapassar, remediar e, se preciso, até pedir perdão. Não havia falta de discussões entre nós dois; mas em vez de gerarem desentendimentos ou amuos, elas eram sempre ocasião de mútua manifestação em profundidade pessoal e de fortalecimento da amizade e da compreensão um do outro.
Depois da entrega da paróquia de Paraguaipoa voltámos a encontrar-nos na sede da Delegação em Caracas. Tinha a tarefa de dirigir a casa e fazer AMV naquela grande capital. Mas os seus problemas físicos começaram a aumentar e a tirar-lhe a força, embora sem nunca o impedirem de se mexer, fazer animação e lidar com as pessoas. Depois do Capítulo de 1999, foi indicado para Superior da Delegação, mas teve que renunciar quase logo por degradação da sua saúde. Os médicos recomendaram o regresso imediato à Espanha e, servindo-nos duma viagem que eu ia fazer pela América Latina, voltámos ambos a Madrid pelo dia 8 de Abril de 2000.
Conservo como se fosse um tesouro uma das suas expressões que passou a usar com maior frequência: la procesión va por dentro. Do lado de fora, nós revelamo-nos duma certa maneira, talvez até brilhantes, seguros e decididos, mas lá por dentro talvez não seja bem assim. E ele repetia esta expressão amiúde, sobretudo quando, na sua exuberância, dava a impressão de estar bem e sereno, ou quando parecia que as suas iniciativas estavam a dar bons resultados: «Pois, pois. Mas la procesión va por dentro». Lá por dentro ele sentia-se marcado pelas limitações do seu corpo adoentado, pelo seu carácter um tanto repelente que o impedia de se dar aos outros como realmente queria, pela necessidade de ser reconhecido e amado pelo que valia. A saúde da sua mãe Constância também o preocupava e queria ajudar a sua irmã Fuensanta a assisti-la.
Durante aqueles primeiros meses que passou em Madrid para exames médicos e para começar os exigentes tratamentos ainda nos escrevemos várias vezes, trocando mensagens e cartas. Revelava sentimentos de gratidão por ter encontrado nos confrades de Espanha muita solidariedade e por ter vivido uma Quaresma (no ano do grande jubileu) cheia de graças: «Numa palavra, dou graças a Deus por Ele estar a deixar-me viver em paz numa comunidade que me acolheu bem…e porque estou a experienciar nestes santos dias da Quaresma-Páscoa jubilar de 2000 aquilo que São Paulo escreveu: Posso tudo n’Aquele que me conforta. Telefonam-me da Venezuela, mandam-me e-mails; as pessoas fazem demonstração de muito afecto, que não mereço assim tanto. Sinto que estou a viver uma vida nova, uma experiência toda singular. A Quaresma de 2000 fez-me subir à cruz, tocá-la e senti-la em toda a sua crueza. Cada vez tenho mais esperança e convicção de que ela me levará à Páscoa».
Depois, faz uma espécie de crónica pela lista dos confrades que passaram e encontrou em Madrid, marcando sobre cada um os seus motivos de admiração. No mês de Setembro do mesmo ano ainda conseguiu escrever-me: «Continuam a telefonar-me e a mandar e-mails da Venezuela, da Guajíra, de Moçambique e do Brasil…São pequenas consolações. Embora viva tudo isto de maneira diferente. Esta experiência da doença marcou-me profundamente. Diria que há aqui OUTRO MANOLO! Dou graças a Deus por continuar a estar junto de mim, sempre bom e misericordioso, CONSOLADOR. Neste momento, a minha única aspiração ou projecto é VIVER até Ele querer que eu viva. Mas viver numa experiência íntima e gratuita. Entrego-me nas Suas mãos a todo o instante e seja para o que for…O José Francisco Jimeno casou-se…com uma celebração toda “consolatina”. Falei com ele…não fui lá, preferindo viver a festa no silêncio escondido e no recolhimento…e ele compreendeu».
Pediram-lhe para dirigir a casa regional de Madrid e para pegar na nossa revista Antena Misionera na qualidade de director. Aceitou os cargos, disse-me depois, apesar de conhecer as suas limitações e de se definir como ‘analfabeto’.
A última vez que nos encontrámos foi em Madrid, no princípio deste ano. Sem escondermos um ao outro as dificuldades da ocasião, dei-lhe os parabéns por ainda conseguir cumprir as suas obrigações de superior da comunidade e director da revista, mas…«la procesión va por dentro». Estava sereno, mas sentia o peso das suas limitações face às responsabilidades. A morte da mãe, que acontecera havia poucos meses, entristeceu-o mas deu-lhe a sentir que Deus o ouvira, precisamente porque ela fora adiante dele e estaria à sua espera. Teria gostado de se mexer pelo país a pregar jornadas missionárias, a falar da missão, da justiça e da solidariedade. E de facto conseguiu fazê-lo no mês de Fevereiro. Em resposta aos parabéns que lhe enviei pelos seus 52 anos, escreveu-me: «Em nome das Mãos Juntas, estive em três dioceses a pregar por tudo quanto é lado; foi na imprensa, na rádio, nas televisões locais, em Jerez, em Huelva e em Cádiz: foi uma experiência interessante embora esgotante…Quem diria há quatro anos que eu ainda estaria vivo…É tudo graça do Senhor da missão…Obrigado e Paz, muita Paz». Poucos dias depois foi internado e, silenciosamente, de repente, chegou a morte.
“La procesión va por dentro”. Este ditado popular tornara-se a chave que abria os nossos corações às nossas confidências e nos revelava, francamente, como andavam as coisas. Chegando à substância daquilo que somos: peregrinos que caminham na tentativa de nos superarmos, sem nos deixarmos vencer ou redimensionar nas nossas melhores aspirações pelos erros cometidos, sem nos deixarmos enganar por conquistas ou por realizações parciais, sem renunciarmos ao desejo duma missão de horizontes cada vez mais largos, sem ofuscar a beleza do nosso ideal, o porto ambicionado, o Senhor. “La procesión va por dentro” : ao recordar o p. Manolo, guardo com afecto esta expressão como um pequeno tesouro inalienável que me dá coragem e me alumia. Há já vários anos que rezo a oração ao Anjo da Guarda trazendo à memória os nomes e os semblantes de alguns missionários que me amaram, me fizeram bem, e me servem hoje de anjos na missão. Entre eles está sempre presente também o seu.

P. Giano Benedetti

Fundador

Quem são...

Biênio de Reflexão

Santidade