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Coreia do Sul: Mudam-se os tempos mudam-se as vontades PDF Imprimir E-mail
Por p. Álvaro Pacheco, imc   
17 de April de 2008
Na Coreia do Sul ter um primogénito do sexo masculino era, em tempos passados, motivo de orgulho para muitas mães. Hoje não é assim. Pelo contrário

A condição da mulher na Coreia do Sul tem sofrido muitas alterações. Quando Park He-ran era jovem, as mulheres perguntavam-lhe, com alguma inveja, qual era o segredo dela. Tinha dado à luz três filhos. Hoje, com 61 anos, é confrontada com uma reacção bem diferente. Consideram-na uma mulher de pouca sorte.

A tradicional preferência pelos primogénitos masculinos tem decrescido ultimamente. A consequência é que o número de abortos realizados por causa do sexo feminino do feto começou a diminuir. Perante o aumento significativo do número de crianças do sexo masculino, as autoridades lançaram campanhas de sensibilização, a partir dos anos 70. Deste modo começaram a valorizar o sexo feminino.


Um slogan famoso dizia: “Uma menina que receba uma boa educação vale mais do que 10 filhos!”. Mas só nas últimas duas décadas a mudança de mentalidade começou a ganhar dimensões significativas. De acordo com um estudo do Banco Mundial, publicado em Outubro do ano passado, a Coreia do Sul é o primeiro de vários países asiáticos onde a acentuada desproporção entre os sexos tem tendência a corrigir-se.

Em 2007, nasceram 107 rapazes para cada 100 raparigas, ao passo que em 1990 eram 116 para cada 100. A mudança deve-se sobretudo ao factor económico. Ou seja, as mulheres começaram a tirar cursos universitários e a entrar em força no mundo do trabalho. Tornaram-se mais independentes económica e emocionalmente. A mudança não deixa de ter consequências negativas. Provocou o aumento significativo do número de divórcios, mas não há dúvida que os elementos positivos são bem mais significativos, tanto em qualidade como em quantidade.
Última Atualização ( 16 de April de 2008 )

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