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Portugal: Missão com sabor PDF Imprimir E-mail
Por Lucília Oliveira | FÁTIMA MISSIONÁRIA   
01 de Novembro de 2007
IV Congresso da Família Missionária da Consolata

Nesta grande Família Missionária da Consolata (FMC) são muitos os talentos colocados ao serviço da missão

Além dos trabalhos específicos que cada grupo realizou neste IV Congresso que reuniu 350 participantes, houve ainda a possibilidade de de conhecer quais as actividades que cada um desenvolve. As Mulheres Missionárias da Consolata apresentaram os seus bordados além de outros artigos. Cada comunidade, a do Cacém e de Águas Santas apresentaram, através de cartazes, com diversas imagens e informações, as actividades que desenvolvem.

Os Jovens Missionáris da Consolata optaram por um vídeo com fotos de vários momentos dos campos de trabalho, caminhada, entre outras. Os Leigos Missionários da Consolata marcam presença com um cartaz de apresentação: quem são, o que são, o que fazem.

A comunidade de Águas Santas apresentou ainda umas pequenas broas, simbolizando “Missão com Sabor do Norte” enquanto que os Solidários Amigos da Consolata foram responsáveis pela venda de artesanato e artigos relacionados com a missão.

O Grupo de reflexão, elemento mais novo desta Família apresentou-se através de um pequeno vídeo. Desta FMC fazem ainda parte os Amigos Missionários da Consolata, os Leigos Peregrinos da Missão, zeladoras e colaboradores da FÁTIMA MISSIONÁRIA, além dos amigos e benfeitores que exercem várias actividades.

Ser cristão é estar ao serviço dos outros

"Ser cristão sem estar ao serviço dos outros e com os outros não é ser cristão", afirmou José Dias da Silva, durante os trabalhos do painel dedicado à temática do Trabalho

O professor aposentado defendeu perante os congressistas do IV Congresso da Família Missionária da Consolata que “um cristão que não está preocupado com os outros, não é um verdadeiro cristão”.

Dias da Silva refutou o conceito de fé, reduzido à ida à missa ao domingo, à catequese. “Isso tem muito pouco de Cristianismo”, apontou. Por outro lado, o homem não é só trabalhador, “é cidadão e crente”.

O professor e leigo ao serviço na diocese de Coimbra referiu que a sua opção por um trabalho social verificou-se pois “sentia que tínhamos um deficit de cidadania, também na Igreja”. Aliás “os cristãos não são construtores de Igreja”, apontou criticando o acomodamento dos fiéis em vez de como comunidade arranjar soluções, em conjunto.

Em matéria de desemprego, Dias da Silva frisou a necessidade das comunidades ajudarem e apoiarem aqueles que passam por estas situações. Os conselhos são três: “Ajudar o desempregado a manter a auto-estima”, “Acreditar que há dias melhores” e “estimular” o que cada um tem de bom, os “seus talentos”.
Última Atualização ( 30 de Outubro de 2007 )

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