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| A propósito de ongs, associações, “fundações”, etc. |
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| Por Direcção Geral | |
| 16 de May de 2007 | |
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A PROPÓSITO DE ONGs, ASSOCIAÇÕES, “FUNDAÇÕES”, ETC.
“A palavra de Deus ia-se espalhando cada vez mais;
o número dos discípulos aumentava consideravelmente” (Actos 6,7) Caríssimos Missionários: Entre as numerosas formas de compromisso missionário do nosso Instituto, contam-se as que têm a ver com o nosso envolvimento em várias ONGs (ou Organizações Não Governamentais, associações, “fundações”, movimentos, etc.), que estão ligados ao nosso serviço de Animação Missionária, promoção humana e evangelização. Perante a diversidade de abordagens levadas a cabo por missionários individualmente ou por cada Região, e em resposta ao desejo, aliás manifestado frequentemente, e de vários lados, de que houvesse uma intervenção orientada para uma comunhão mais profunda e para um testemunho geral mais forte, vimos partilhar convosco algumas reflexões e apresentar critérios que encaminhem tudo isto para um procedimento unitário e para um projecto missionário que corresponda ao nosso estilo de sermos família no IMC. Antes de mais, queremos exprimir o nosso apreço pelas ONGs, pelas Associações e “Fundações” de todo o género que, quanto a nós, não são apenas instrumentos de pura estratégia mas sim um dom do Espírito e “força que vem do alto”, pois que propõem novas maneiras de actualizarmos e renovarmos a nossa fidelidade à vocação que recebemos. Estes novos “fermentos” e respectivas iniciativas, que aliás surgem como forma de oposição ao neoliberalismo, ao proteccionismo, à violência e à guerra - e propõem uma economia baseada num consumo crítico, num comércio justo, em finanças éticas, em orçamentos justos e em economias solidárias - estão a dizer-nos, afinal, que “é possível um mundo diferente” e que querem dar um contributo pessoal para o concretizar. As razões para o nosso envolvimento estão estritamente ligadas à missão e a um comportamento em que as nossas comunidades deveriam brilhar, e que vai pela designação de “novos estilos de vida”. Também estão a aparecer, actualmente, organizações sociais e instituições de voluntariado no Sul do globo, possuidoras de características novas que merecem ser levadas em consideração, sobretudo por nós. Estas ONGs e movimentos afins querem, no fundo: • salvaguardar a autonomia: seja ela política, económica ou cultural;
• promover alternativas à mentalidade dominante; • suscitar um confronto sério com os desafios do mundo actual; • envolver os jovens e os profissionais dos vários ramos em projectos sociais e religiosos; • suscitar um serviço autêntico nas várias áreas do compromisso missionário e da evangelização – JPIC, reconciliação e perdão, a nível tanto local como global; • envolver, no modo “trabalho em rede” (mas numa rede cada vez mais ampla, cujo tecido se forma de grupos envolvidos e deliberadamente operantes no seio de um vasto e partilhado projecto em ordem a um futuro sustentável, partilhando dos mesmos valores e cumprindo, cada qual, o que lhe compete). Estas características das ONGs, Associações, Fundações, etc., têm que ser defendidas, sem cedermos à retórica das simples “boas acções” aleatórias, mas sim abrindo-nos àquele “bem fazer” sem o qual não será possível atingir o “bem viver” de todos. Viver e agir de mãos dadas com estes grupos e associações torna-se um estímulo à especialização da nossa formação e animação missionárias, superando assim a vaga “genericidade” e tornando-nos mais relevantes e mais credíveis. Caminhar juntos facultar-nos-á a vivência de formas inovadoras de participação; favorecerá a troca de experiências; e estimular-nos-á a descobrir formas alternativas de comunhão e cooperação com todas as forças vivas deste mundo. Para melhor nos guiarmos por estes novos caminhos, salva sempre a criatividade e a originalidade de cada situação, queremos indicar-vos alguns critérios capazes de orientar o nosso serviço de fazer e ser missão, enquanto família IMC. Enquanto Instituto, apoiamos e encorajamos a colaboração, participação e envolvimento nas iniciativas das ONGs, Associações e Movimentos.
Levando em conta o princípio do nosso Fundador, sobre a “unidade de intentos” e o “espírito de família”, entendemos que nenhum missionário, a título pessoal, poderá ser presidente ou responsável numa ONG. Eventualmente, será sempre a Direcção Regional a definir qualquer envolvimento e a assumir a responsabilidade jurídica, pastoral e organizacional duma ONG, Associação ou Movimento já existente. Se por acaso a Direcção Regional decidir fazê-lo, ou mesmo decidir avançar para a criação duma ONG, deve informar disso a Direcção Geral, para efeitos de apoio e certificação do seu projecto missionário para um dado território ou para a totalidade da Região. Ao ser-nos dirigido um convite para colaborar com uma ONG, a Direcção Regional, se o achar conveniente, poderá comissionar um missionário para o efeito, mas sem fazer compromissos ou assumir responsabilidades de tipo directivo ou administrativo, e por um período de tempo bem determinado e negociado entre as partes. Convidamos todos os missionários já envolvidos em ONGs, Associações ou Fundações…a submeterem-se a estas instruções, possivelmente revendo, se necessário, a posição que ocupam no interior das mesmas e encetando um diálogo de discernimento com as respectivas Direcções Regionais para que este serviço venha inserido no projecto missionário regional. Também convidamos os Conselhos de Circunscrição a se disponibilizarem para estas situações no sentido de favorecer a colaboração e os planos de serviço com elas. Finalmente, lembramos a todos tudo o que já foi afirmado pelo XI Capítulo Geral: “As nossas comunidades são chamadas a tornar-se “casas e escolas de comunhão, de colaboração e de missão”. “A missão de hoje conta com nova gente, que também é chamada a trabalhar em comunhão e em colaboração…Viver a missão na comunhão e na colaboração dá-nos o ensejo de superar o individualismo e o protagonismo proveniente duma concepção já ultrapassada do papel dos institutos missionários, levando a que não nos sintamos donos mas sim humildes servos da Igreja e da missão” (XI CG nn. 68-69). Com a esperança de que estas instruções contribuam para o esclarecimento e a garantia do empenho comunitário, saudamo-vos a todos fraternamente, mas de forma muito especial, a todos os confrades que já nos abriram caminho neste campo. Que a Virgem da Consolata e o nosso Fundador nos guiem nesta senda para que possamos responder cada vez melhor à nossa vocação de termos “A missão na cabeça, nos lábios e no coração”. P. Aquiléo Fiorentini, imc P. Stefano Camerlengo, imc P. Francisco López, imc P. António Fernandes, imc P. Matthew Ouma, imc |
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| Última Atualização ( 15 de May de 2007 ) |
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