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III Conferência da Região da América do Norte PDF Imprimir E-mail
Por P. Aquiléo Fiorentini, IMC - P. José Luis Ponce de León, IMC   
16 de May de 2007
III CONFERÊNCIA DA REGIÃO DA AMÉRICA DO NORTE
Aprovação das Actas

Ofício n.º 252/06

“Trazemos, porém, esse tesouro em vasos de barro,
para que tão excelso poder se reconheça
vir de Deus e não de nós”
(2 Cor. 4,7)

Caríssimos Missionários:

A vossa Região está a passar por uma época difícil. A vossa história está marcada por acontecimentos que têm atormentado a presença do Instituto nos Estados Unidos e no Canadá devido às transformações sociais que por aí aconteceram - os novos desafios que a situação impõe, e o sentimento de impotência e pequenez perante tantas mudanças. Encontrais-vos a gerir e a viver tempos de profunda desilusão. Também temos consciência do sofrimento causado pela longa doença e morte do saudoso Padre Crespi. Esta Conferência foi vivida num clima de grande fraternidade e na vontade de reflectir e deixar-se interrogar pela realidade tanto externa como interna, embora por motivos vários se não tenha chegado a produzir um documento completo.

Queremos, com esta nossa carta recordar-vos alguns critérios e valores de fundo a que vos possais referir na vossa caminhada para que não percais o norte, continueis a funcionar, a reagir com alegria e a fazer com que tudo o que escrevestes no documento anexo às Actas da Conferência do ano 2000 possa ter concretização enquanto missão nossa.

1. Fidelidade ao Carisma: O nosso serviço à Igreja local consiste e continua a consistir em dirigirmo-nos aos povos, sermos sinal e instrumento de vida missionária. É um serviço vitalício, expressão da continuidade no tempo e da totalidade na doação. Esta nossa forma de sermos missionários exprime-se na presença que temos nestes dois países. Não estamos aí como que entre parêntesis ou à espera de algo; estamos aí porque fomos “enviados” a contribuir para tornar missionária a Igreja inteira. O nosso horizonte, a nossa prioridade, está na AMV e em tornarmo-nos a voz dos povos e das necessidades da humanidade.

O mandato missionário exige de nós um grande esforço de incarnação e de inculturação para que não fiquemos alheios à sociedade e à Igreja. Partindo desta convicção surge outra exigência: não basta “narrar a missão”, é preciso anunciá-la com a nossa vida. Não basta sermos mestres: temos que nos tornar testemunhas de vida missionária.

2. Modos de presença: Fomos chamados a escolher e a propor um estilo específico coerente, quer dizer:

a. a missão na fraqueza – alicerçada na redescoberta da centralidade da Palavra, na abertura às fronteiras, tal como Jesus, que fez do caminho da cruz a sua vida. Fraqueza que, se for aceite e vivida com as pessoas, testemunhando a justiça e a paz, leva ao verdadeiro anúncio do Senhor.

b. A missão na pobreza, mediante uma opção corajosa pelos pobres e uma proximidade contínua com eles, reexaminando as nossas obras e as nossas instalações.

c. A missão no martírio, por força da nossa seriedade e coerência em ser e em agir, por força duma caridade que se torna partilha e dom da própria vida.

3. União de intentos: o nosso serviço missionário deve situar-se “dentro” da caminhada da Igreja, para que possamos dar o nosso contributo específico de anúncio missionário, em conformidade com os ditames da nossa Tradição de Instituto. Antes de mais, atenda-se a: viver e trabalhar em comunhão, que exige trabalhar em “união de intentos”, disso dando testemunho; empenhar-se para que todas as nossas comunidades, Centros Missionários e Paróquias se abram de facto à missão “ad gentes”; colaborar fraternamente com todas as forças vivas, evitando assumir serviços a título pessoal.

Desejamo-vos, a todos, uma boa caminhada por esta senda da missão em situações desafiantes e prenhes de futuro, tal como afinal é a vossa. Que esta “provocação”vos ajude a retomar a nossa presença, seja uma “graça” para a vossa missão e celebração de tudo o que tem sido feito, além de suporte para tudo o que vos propusestes fazer com a vossa Conferência.

Roma, 30 de Novembro de 2006

P. Aquiléo Fiorentini, IMC – Superior Geral
P. José Luís Ponce de León, IMC –Secretário Geral
Última Atualização ( 15 de May de 2007 )

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