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VIII Conferência da Região da Argentina PDF Imprimir E-mail
Por P. Aquiléo Fiorentini, IMC - P. José Luis Ponce de León, IMC   
16 de May de 2007
VIII CONFERÊNCIA DA REGIÃO DA ARGENTINA
Aprovação das Actas

Ofício n.º 253/06

Caríssimos Confrades:

Com sentimentos de gratidão e alegria, vimos aprovar as Actas da VIII Conferência Regional. É um tempo de graça para a vossa Região e para o Instituto. Porque vos ajuda a discernir a vossa consagração à missão e a entrever a presença de Deus na história, apesar de todas as dificuldades.

Agradecemo-vos pelo trabalho que fizestes e acompanhamo-vos na caminhada que estais a fazer. Importa que leveis por diante a vossa missão “ad gentes” no contexto argentino, tal como manifestastes nas Actas da vossa Conferência. Propomo-vos alguns pontos de referência, como segue:

1. Realidade, incarnação, discernimento e evangelização: A leitura da situação do país está bem feita e revela os grandes desafios com que vos deveis defrontar na qualidade de Missionários da Consolata. A realidade quotidiana, o nosso trabalho, a nossa história e, de modo especial, a vida dos pobres, são contextos em que nos devemos interrogar e encontrar com o Senhor (GS, 1, 4). A revelação confirma que se trata de momentos de provação. Por isso, analisar a realidade nos seus aspectos mais relevantes é parte integrante do nosso trabalho missionário. Convidamo-vos, assim a que interpreteis continuamente tanto a realidade como a história, o passado como o presente, para que possais responder de forma adequada às necessidades das pessoas e ao chamamento divino.

2. Viver a missão “ad extra” e “ad intra”, com as respectivas implicações:

a. Anúncio “ad extra”: A procura da criatividade e da ampliação do olhar e do coração missionário para “sair” ao serviço das grandes causas da humanidade: a justiça, a paz, a ecologia e os direitos humanos.

b. Anúncio “ad intra”: Ser testemunhas do amor de Deus no seio das nossas comunidades. Valorizar as pessoas, os talentos, os recursos pessoais e comunitários. A interculturalidade é uma realidade que nos empurra para novas fronteiras e para o reconhecimento profundo da riqueza da nossa família missionária.

c. Melhorar o nosso relacionamento e a nossa comunhão: Os vários sectores em que hoje em dia desenvolvemos a nossa obra de evangelização precisam de maior articulação e cooperação no seio das nossas comunidades tanto a nível local como continental.

d. Dar atenção ao fomento dos ministérios leigos e dos ministérios suscitados pelo Espírito: Nos vários desafios que as comunidades vivem, o Senhor dá-nos, às pessoas e às comunidades, vários ministérios leigos e recursos para lhes dar resposta. É nosso dever e nossa obrigação ajudá-los com uma boa preparação e com o acompanhamento (Mc 10, 43-45).

e. Trabalhar para o futuro e dar continuidade à nossa missão enquanto Missionários da Consolata: A vocação é um dom de Deus; porém Ele quer a nossa colaboração – é um Deus connosco. Não tenhais receio de fazer a proposta do ideal missionário aos jovens e de os acolher onde quer que estejais presentes.

3. A presença do Superior Regional nas comunidades: Fazer visitas periódicas para fazer acompanhamento e avaliação dos vários projectos (PPV/PCV) e dos programas pastorais. É fundamental para se poderem concretizar as orientações dadas pela Conferência.

4. Elaboração do PCV e da missão nas várias comunidades: Elaborar, acompanhar e avaliar os vários projectos é fundamental para que se possam realizar as várias conclusões apresentadas pela Conferência. Na formulação desses projectos, também tem importância a presença e o acompanhamento da Direcção Regional.

A VIII Conferência mencionou amiúde estes temas: alguns poderiam perder a coragem; outros poderiam tornar-se vítimas do pessimismo ou da tentação do “deixa andar”. Partindo do Evangelho de Lucas e a Carta de S. Pedro, convidamo-vos a olhar para o alto (cfr. Lc 5, 4) e a dar sempre razão à nossa esperança ( 1 Pd 3,15), tanto a nível pessoal como a nível comunitário.

A nossa vocação e a nossa missão levam-nos a olhar em frente sem medo algum, sempre confiantes na presença contínua de Deus na nossa vida.

Que a Virgem da Consolata e o pai Fundador nos iluminem e nos protejam na caminhada que todos os dias recomeçamos na construção da missão.

Roma, 30 de Novembro de 2006

P. Aquiléo Fiorentini, Superior Geral
P. José Luís Ponce de León, Secretário Geral
Última Atualização ( 15 de May de 2007 )

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