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X Conferência da Região do Brasil PDF Imprimir E-mail
Por P. Aquiléo Fiorentini, IMC - P. José Luis Ponce de León, IMC   
16 de May de 2007
X CONFERÊNCIA DA REGIÃO DO BRASIL
Aprovação das Actas

Ofício n.º 254/06

Caríssimos Missionários da Região do Brasil:

Ao aprovarmos as Actas da X Conferência Regional, também queremos agradecer-vos fraternamente pelo bom trabalho que fizestes. A reflexão e a programação comunitária são espaços de fraternidade e de procura para especializarmos ainda mais o nosso carisma de Missionários na Igreja Brasileira. A missão é a nossa vida, alimenta a nossa caminhada, as nossas opções, e exige a coragem de correr riscos. Nesta caminhada somo sempre iluminados e fortalecidos pelo Espírito Santo.

É em espírito de partilha que, assim, vos apresentamos algumas pistas para reflexão durante este mandato de seis anos. De entre elas, realçamos a concretização dum programa de redimensionamento.

- Fidelidade criativa à missão: O Brasil é um país católico na sua maioria, apesar da crescente presença de outros movimentos religiosos. Há grande esforço de empenho e de participação; mas também está latente a tentação de nos fecharmos e pararmos. A crise de valores a nível mundial também ataca a sociedade brasileira. Por esta razão, achamos importante dar início a um diálogo aberto com todas as forças vivas que estão a trabalhar por uma sociedade mais justa, pela inculturação do Evangelho, e por uma missão entendida como empenho ministerial de serviço e partida para além de quaisquer fronteiras.

- Dimensão missionária das nossas fundações:

a. Abertura aos jovens: evangelizar é vocação específica da Igreja e constitui a sua identidade mais autêntica. A Igreja está sempre em tensão para a evangelização (EN 14) num empenho que toca toda a comunidade e todas as comunidades (RM 27). Animados por este espírito, convidamos todos os missionários a assumirem a obrigação da realidade dos jovens e, apoiados pelos CAM regionais, abrirem as nossas comunidades a uma verdadeira pastoral dos jovens, vocacional e missionária.

b. Assumir com coragem os desafios missionários de hoje: fomos chamados a construir uma verdadeira espiritualidade missionária, “de consolação”, que se manifesta na proximidade com as pessoas, na disponibilidade para ouvir, e na capacidade de tornar nossos os seus problemas, as suas esperanças e as suas utopias. Não tenhamos medo de participar na vida quotidiana das pessoas. Colaboremos na construção dum mundo mais justo, no empenho pelos direitos humanos, e pela ecologia, etc..

c. Redimensionamento e especialização: O objectivo aqui é sermos uma presença missionária relevante. A dinâmica da contemplação (da realidade) ajuda a cumpri-lo, tal como a do discernimento (à luz da Palavra) e da actuação (em toda a nossa vida). Olhemos para a experiência das CEBs e assumamos o seu método pastoral na realização do nosso ministério a serviço das comunidades que nos estão confiadas. As pequenas comunidades de base “são sinal da vitalidade da Igreja, instrumento de formação e de evangelização, ponto de partida para uma nova sociedade baseada na civilização do amor (RM 51). Estas comunidades são escolas de fé, lugares de fraternidade e solidariedade e alternativa credível a uma sociedade baseada no egoísmo.

d. Viver com ardor o nosso carisma missionário: pensar e desenvolver numa dimensão missionária a nossa pastoral, a nossa espiritualidade, a nossa formação e animação para renovar a comunhão e a pertença ao Instituto em todos os aspectos do nosso trabalho e da nossa vida.

Entregamos a Região do Brasil e a vossa missionariedade à Virgem Aparecida. Que a Sua intercessão vos torne verdadeiros discípulos do Seu Filho para serdes testemunhas cada vez mais credíveis do Seu Evangelho no meio dos irmãos.

Roma, 30 de Novembro de 2006

P. Aquiléo Fiorentini, IMC- Superior Geral
P. José Luís Ponce de Léon, IMC – Secretário Geral
Última Atualização ( 15 de May de 2007 )

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