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VI Conferência da Região do Congo PDF Imprimir E-mail
Por P. Aquiléo Fiorentini, IMC - P. José Luis Ponce de León, IMC   
16 de May de 2007
VI CONFERÊNCIA DA REGIÃO DO CONGO
Aprovação das Actas

Ofício n.º 255/06

“Transmiti o que recebestes” (1 Cor 15, 3)

Caríssimos Confrades:

Vós sois missionários de “lâmpadas acesas”! (Mt 25, 1-13) para poderdes aproveitar o momento e não o deixar escapar; continuais a ser sinal de consolação, embora com recursos humildes e pobres, como é próprio de missionários do Evangelho.

Esta Conferência tem significado “histórico” - de graça e de dom. Depois de tanta separação, conseguistes finalmente realizá-la todos juntos. A participação da totalidade dos membros da Região é sinal eloquente, que diz muito para além das palavras pronunciadas ou das decisões que tomastes. Dai graças a Deus por isso e louvai-O com a vossa vida e a vossa missão.

Partilhamos a seguir alguns aspectos que requerem atenção e discernimento:

1. As Actas revelam um grande desejo de organização. As dificuldades de comunicação, as distâncias, os desafios que cada fundação aí traz consigo, justificam e confirmam essa aspiração. Mas deveis prestar atenção para que se não perca o “espírito” daquilo que quereis viver e do projecto a realizar. É o “espírito de...” que nos especializa e nos põe em movimento. É a comunhão entre vós que motiva a missão. É o esforço de ser testemunhas e evangelizadores “ad gentes”, “ad extra”, “ad pauperes” que marca a vossa essência de Missionários da Consolata.

2. As Actas da Conferência detêm-se longamente sobre a economia da comunhão. E mais que apontarem para a inspiração, dão realce a um “directório” da vida económica. As dificuldades económicas são reais e a preocupação com a sua organização sadia é mais que legítima. Sem dúvida que o respeito pelas regras da vida dá estabilidade e solidez ao projecto missionário. Conseguir utilizar os recursos económicos em proveito da missão, respeitando os valores evangélicos, é uma preocupação fundamental que mexe com a vossa identidade e com o testemunho que dareis. Apreciamos e encorajamos o esforço que fizestes no sentido de dar orientações e normas exactas para que a gestão económica esteja ligada à missão e a qualifique. Além disso, convidamo-vos a que se proponha ainda uma reflexão a todos os níveis sobre estes temas e sobre as suas implicações práticas. Nesta caminhada, a via da transparência e da informação são indispensáveis para se poder gerir e partilhar correctamente os recursos.

3. Queremos também fazer-vos um convite fraterno: o de pensardes em redimensionar o vosso projecto missionário como uma opção de valor e como preparação realista para o futuro. A situação do país, que é incerta e precária, o número reduzido de missionários, as muitas dificuldades de cada dia, devem incitar-vos a um “realismo sadio”. Não para vos colocardes na ala dos pessimistas, mas para dinamizardes a vossa caminhada, fazer-vos ao largo com maior empenho, renovardes o entusiasmo e passardes do “fazer” missão para o “ser” missão.

Olhando para a história e para a geografia das nossas fundações aí, cremos que elas deverão ser “repensadas”, reorientadas, para que se não gastem nem esgotem demasiado as forças presentes. Em concreto e fraternamente, cremos que a comunidade Procuradoria de Isiro deva ser reanalisada: vemos demasiado poucos missionários para muitas, demasiadas, actividades. O mesmo se diga da comunidade de Mbengu: ela continua a ser um desafio demasiado grande para a vossa missão.

Deixai-vos interrogar pelos desafios, mas sede ousados, com realismo, e com os recursos que a Providência vos entrega.

4. Um último assunto que queremos partilhar convosco refere-se à formação. Antes de mais, aceitai o nosso agradecimento sincero pelo empenho que dedicais à formação de jovens para o futuro de toda a nossa família missionária. O Senhor abençoa-nos com muitos jovens que batem à nossa porta. Damos-Lhe graças também por vós, que acreditais nestas coisas. E recomendamos que cuideis ao máximo os assuntos do discernimento e do acompanhamento vocacional. Trata-se dum grande contributo para o amanhã da nossa família e da Igreja, e até dum sinal de honestidade e respeito para com os jovens que nos foram confiados. O tempo e o empenho sério nesta área dão qualidade e sentido ao vosso empenho vocacional e formativo.

Caríssimos: “Coragem in Domino!”. É com estas palavras tão queridas ao nosso Fundador que aprovamos as Actas da vossa Conferência Regional e vos incitamos ao futuro – a que vades em frente com a certeza de que a vossa “força” está presente ao Senhor, que nos consola para que possamos consolar. Que a Virgem da Consolata e a Beata madre Teresa de Calcutá, nossa protectora deste ano, acompanhe a vossa vida missionária.

Roma, 30 de Novembro de 2006

P. Aquiléo Fiorentini, IMC – Superior Geral
P. José Luís Ponce de León, IMC – Secretário Geral
Última Atualização ( 15 de May de 2007 )

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