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| VI Domingo de Páscoa |
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| Por Pe. Patrick Silva, imc | |
| 13 de May de 2007 | |
Domingo passado o evangelho nos falava de amor, do amor que devemos ter uns pelos outros, de amar como Jesus amou, de que seremos reconhecidos pelo amor que teremos uns pelos outros. Mas o que é o amor? O Amor hoje é um conceito, por vezes, vago, ligado quase sempre e somente à emotividade, à a experiência nos diz que o amar encarna muitas dimensões: da vontade ao sacrifício, da atração física às escolhas fundamentais. Jesus é muito concreto: o amor significa viver as suas palavras, os seus ensinamentos. Que abismo existe entre a fé que dizemos professar e a fé que vivemos. Quanta diferença entre o nosso ser católicos e a nossa vida tão pouco evangélica. A palavra de Jesus tem que estar no centro, no coração, tem que ser a bussola da navegação da nossa vida. A palavra tem que ser acolhida. Deixemos que o evangelho contagie nossas escolhas, as nossas cidades, as nossas economias, etc. Deixo-vos a paz, a minha paz vou dou No caminho da conversão à alegria da ressurreição, a reflexão de Jesus neste domingo se estende à presença do discípulo no mundo, à dificuldade de viver junto com o Senhor quando à sua volta sopra ventos contrários. Neste difícil percurso de conversão à alegria, encontramos o sofrimento de Tomé, a desilusão de Pedro, a confiança no Pastor, a quem devemos agarrar pela mão, e o amor entre os discípulos, fonte da alegria. Neste domingo, a alegria vem da Paz, que Jesus específica ser diferente da paz do mundo. Hoje a palavra paz está na boca de todo o mundo, é um desejo universal. Porém, nos basta ligar a televisão para vermos imagens catastróficas, uma paz que está longe, são guerras, são raptos, são violências, etc. Tudo isto nos faz entender que o confim entre o bem e o mal está no nosso coração, por vezes, o inimigo está dentro de nós. A primeira autêntica pacificação deve acontecer no nosso íntimo, conosco mesmo, contra a paz violência, a nossas revoltas. Falemos então de paz. Muitas vezes, nós cristãos, quando falamos de paz... pensamos no cemitério! É aí que vemos a paz, os nossos defuntos “repousam em paz”. Mas essa não é a paz que Jesus nos fala. A paz, segundo a palavra de Jesus, é o primeiro dom do Ressuscitado. Um coração pacificado é um coração que sabe viver no mundo, mesmo não sendo do mundo, não se assusta com as adversidades, não se desespera na dor, não se desencoraja nas dificuldades. A descoberta de Deus, na própria vida, o encontro alegre com ele, a percepção da sua beleza, a conversão ao Senhor Jesus reconhecido como Deus, suscita no coração das pessoas uma alegria mais profunda, desconhecida, diferente de todas as outras alegrias. É a alegria de saber-se conhecidos, amados e preciosos. A descoberta do amor de Deus abre-nos para novos cenários, cenários inesperados: o mundo tem um destino de bem, uma caminhada que, apesar das dificuldades, vai verso Deus. E nesta caminhada, cada um de nós tem, se o desejarmos aceitar, um papel determinante e único. Somos parte integrante desse projeto. Descobrir o próprio destino, o chamado de Deus, a própria vocação provoca em nós uma clara mudança. Apesar dos nossos limites, das nossas fragilidades, dos nossos medos, podemos amar, e amando mudaremos o mundo à nossa volta. Eis então a paz: saber que somos parte integrante da vontade salvífica de Deus, descobrir-se dento do mistério escondido do mundo. Acreditar nisto, aderir com todo o coração a esta fé, nos dá a paz no coração. Somos amadas, cada um de nós é amado por este Deus maravilhoso, se quisermos poderemos mudar este mundo em que vivemos. Jesus nos deixa a sua paz, a paz que tem que estar no nosso coração, para que a possamos partilhar com outros. Paz que não é simples ausência de guerra ou violência, mas uma paz que é o amor deste Deus que vem ao nosso encontro para fazer morada dentro de nós. É bom saber que cada um de nós é morada deste Deus, de que vive dentro de nós. Quando temos a paz de Jesus dentro de nós, somos capazes de superar todas as adversidades da nossa vida, a doença, o medo, as desilusões, os fracassos, as rejeições, etc. Tudo é superável, quando temos Cristo dentro de nós. Porém, manter-se na paz não é fácil, por vezes, fraquejamos! Jesus, que bem nos conhece, nos manda um Defensor, o Espírito Santo, é ele que terá como missão nos defender, nos consolar, interceder por nós. Esta é uma certeza, não estamos sozinhos em nossa caminhada. Boa caminhada! |
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| Última Atualização ( 12 de May de 2007 ) |
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