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| IV Domingo da Páscoa |
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| Por Pe. Patrick Silva, imc | |
| 29 de April de 2007 | |
O quarto domingo após a Páscoa é conhecido como o “Domingo do Bom Pastor”. A imagem do “Bom Pastor” é usada pelos cristãos desde o III século para representar Jesus Cristo, muitos séculos antes de usarem o crucifixo, como imagem para falar de Jesus. A razão de ser desta “imagem” está na nos textos bíblicos do Antigo Testamento que usam esta imagem do Pastor (cfr. Êxodo, Ezequiel, Salmos, etc). Jesus se identificou com esta imagem do pastor e o evangelista João releu os textos que usam a imagem do pastor numa chave messiânica. No evangelho que escutamos, Jesus se apresenta como o “Bom Pastor”, melhor ainda, como o verdadeiro pastor do seu povo. No evangelho de Lucas, Jesus é o pastor que vai à procura da ovelha perdida, que a carrega nos ombros e que faz festa quando encontra aquela ovelha perdida, poderíamos concluir que é um pastor misericordioso. Para o evangelista João, Jesus é o pastor atento e enérgico que se apressa a defender as ovelhas dos ladrões e animais ferozes. Um pastor disposto e decidido a lutar até dar a própria vida pelo seu rebanho. “As minhas ovelhas escutam a minha voz...” A primeira coisa que deveríamos ser é “auditores”, escutar a voz do pastor. A fonte da fé é o escutar. O escutar da nossa sede profunda de bem e de luz. O escutar da palavra que Jesus nos dirige, revelando o Pai. Este escutar nos permite de escutar a nossa vida de uma maneira diferente, de colocar o evangelho como alicerce das nossas escolhas. “...eu as conheço ...” O Mestre nos conhece, conhece os nossos limites, as nossas franquezas, mas também conhece a nossa constância e alegria que temos de o amar. E Jesus, hoje, nos dá uma alegria maior ainda: nada nos separará do seu abraço. Nem a dor, nem a doença, nem o ódio, nem a fragilidade, nem o pecado, nem a indiferença, nem as nossas contradições, nem a morte. Nada mesmo! Somos de Cristo. Talvez para nós hoje, esta imagem é um pouco distante da nossa realidade, sobretudo para aqueles que viveram toda a sua vida em ambientes citadinos, longe do ambiente rural. Por isso, precisamos de atualizar esta imagem para os nossos dias. Não sei como é para vocês, mas pessoalmente, não é que sinta muito gosto quando alguém me chama de ovelha! Hoje fica difícil entender esta imagem do Bom Pastor. Pessoalmente, me resulta mais fácil usar a imagem do Pai ou da Mãe. Jesus seria o Bom Pai ou a Boa Mãe ou até um Bom Amigo. Aquele Pai ou aquela mãe, que tudo fazem pelo seu filho ou filha. Aqueles que se levantam cedo para ir trabalhar, regressam a casa cansados do dia de trabalho, mas ainda têm tempo para abraçar seus filhos, para brincarem com eles. Aqueles que em todos os momentos sabem entender os filhos, sabem orientá-los, sabem repreende-los, no fundo sabem amá-los de todo o coração. Hoje vivemos “oprimidos” pelas muitas exigências da nossa sociedade, a competição a todos os níveis, que nos fazem sentir, muitas vezes, perdidos. A imagem do evangelho deste domingo, é a de um Deus, que vem para nos reunir, que se preocupa com cada um, não deixa ninguém para trás, mas ao contrário, vai ao nosso encontro. Para você, que talvez se esteja sentindo sozinho: recorda estas palavras: ninguém vai te tirar das mãos do teu Senhor. Este domingo somos convidados a rezar, de modo especial, pelos pastores, pelas vocações sacerdotais e religiosas. Isto é, por aqueles que se dedicam ao anúncio a tempo inteiro. Pobres padres, categoria em vias de extinção! É tão difícil falar do “padre”: idealizado por uma teologia que o “separou” da gente comum, ou então “pregado” às suas incoerências, ou ainda catalogado, confrontado, contestado. O padre hoje se questiona, muitas vezes, quem é e o que deve fazer. Se escutássemos todos e quiséssemos satisfazer a todos, teríamos que ter mil olhos, mil vidas e ser super heróis. Gostaria de recordar que o padre é apenas um irmão que dedica a sua vida ao anúncio do Reino a tempo inteiro, tentando, com dificuldade, de viver aquilo que anuncia. O Senhor chama, precisa de homens e mulheres que se dediquem a tempo inteiro ao anúncio da Boa Nova. Por que não ficar disponível para Deus? |
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| Última Atualização ( 29 de April de 2007 ) |
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