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Coreia do Sul: Um País obcecado PDF Imprimir E-mail
Por p. Alvaro Pacheco, imc   
01 de March de 2007
ImageUm inquérito recente confirma a obsessão dos coreanos pela beleza física. Operações plásticas e produtos cosméticos são indústrias florescentes. É caso para dizer: mostra-me como és e dir-te-ei quem és

Oito em dez mulheres com mais de 18 anos sentem que precisam de fazer uma operação plástica. Uma em cada duas já se submeteu a uma tal operação, pelo menos uma vez. São dados do inquérito levado a cabo por um professor da Universidade de Kyung Hee (Seúl).

Na sua tese de doutoramento, do departamento de Vestuário e Têxteis daquela universidade, o professor Um Hyun-shin revela que, num inquérito a 810 mulheres com mais de 18 anos, da área de Seúl e Kyonggi-Do (onde reside metade da população coreana), cerca de 69.9 por cento disseram sofrer de ansiedade e stress por causa da sua aparência física.


Para 26 por cento, a face é a parte mais importante da pessoa. Segue-se a forma do corpo (19 por cento), ambas bem acima da personalidade ou carácter (13.5 por cento). Confirmando a tendência da sociedade coreana em valorizar a beleza exterior, 55 por cento concordavam que a definição de beleza depende mais da aparência física que da beleza interior. Os homens também não escapam a esta visão de beleza. O mercado de produtos de beleza masculina está a crescer cada vez mais e aumenta o número dos que “vão à faca” para retocarem o seu visual.

Lembro-me que, um dia, estando eu na secretaria de uma paróquia, várias senhoras “crucificaram verbalmente” outra só pelo simples facto de ter aparecido na paróquia sem estar devidamente maquilhada. O que para mim parecia uma coisa banal era para elas algo fundamental. Não é fácil falar da beleza interior. Salva-me o facto de dizerem que não sou feio!
Última Atualização ( 27 de February de 2007 )

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