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| Padre Sílvio Trucchi |
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| 31 de October de 2006 | |
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PADRE SÍLVIO TRUCCHI 1921-2006
Era filho de Mário e Chiarella Iride e nasceu a 18.06.1921 em Ponte dell’Olio (PC). Entrou para o Instituto vindo do seminário teológico de Génova e consagrou-se a Deus com a profissão religiosa em 1944, tendo sido ordenado sacerdote em 1947. Foi destinado à Tanzânia, onde passou toda a sua vida missionária – que foi de 58 anos dedicados ao trabalho pastoral nas paróquias, primeiro como coadjutor de pároco em Nyabula (1948-1951); e depois como pároco de Kaning’ombe (1952-1967); depois em Chosi por dez anos; em Kilolo desde 1979 a 1991; e ainda em Igwachaia (10 anos). Em 1996 dedicou-se à pastoral paroquial em Tosamaganga; um ano mais tarde, também em Iringa. Há cerca de três anos que residia em Mtandika, onde era capelão das Irmãs Teresianas. Tendo adoecido, foram as Irmãs que trataram dele até à morte. De súbito, uns três dias antes de morrer, queixou-se de mal-estar, recebendo tratamento da malária que lhe foi diagnosticada. No Domingo, 7 de Maio, de manhã, já só falava em voz baixa. Recebeu a unção dos doentes e a eucaristia, enquanto a sua situação se foi agravando até que, pela tarde, expirou depois de ter beijado várias vezes o quadro do Beato Allamano, o da Consolata e o Crucifixo. O padre Trucchi tinha 85 anos, 58 de sacerdote e de trabalho missionário na Tanzânia, pelo que manifestou o desejo de ali ficar até ao fim. Dissera-me mais de uma vez que é conveniente que um missionário acabe os seus dias e seja sepultado no meio do povo com que trabalhou. Ficar até ao fim e ser sepultado aqui na Tanzânia era um testemunho e um sinal do seu amor por este povo. E Deus ouviu-o. O padre Trucchi foi o operário típico do Evangelho que, ao ter lançado mãos ao arado, nunca olhou para trás. Tudo gastou pela missão e pela Igreja. No seu coração e na sua mente, estavam sempre a paróquia ou a missão que servia. E fazia de tudo: obras materiais, trabalho pastoral, visitava as “jumurya ndogo ndogo” continuamente. Tudo isso para construir o reino de Deus e da Igreja. O funeral realizou-se na Terça-feira, dia 9 de Maio, pelas 10 da manhã. Dom Tarcisius, bispo de Iringa, presidiu à Eucaristia de sufrágio, acompanhado de 45 sacerdotes, 20 dos quais eram missionários da Consolata. Muitas Irmãs, Teresianas e de outras ordens, jovens e cristãos estiveram presentes. O padre Sílvio foi sepultado no cemitério de Tosamaganga, ao lado de muitos outros missionários e missionárias da Consolata. P. Giacomo Baccanelli
TESTEMUNHOS
Conheci o padre Sílvio Trucchi no remoto ano de 1954 e trabalhei com ele. Posso dar testemunho de que viveu a sua consagração a Deus até ao fim numa vida de oração, de trabalho santificado pela recta intenção e, nos últimos anos, pelo sofrimento que aceitou como vontade de Deus. O padre Trucchi gastou a sua vida de missionário pelo povo; amava este povo e, através da amizade e da caridade, procurava elevar a sua condição material e espiritual. No dia 7 de Junho, participei na missa de sufrágio que foi celebrada na sua primeira missão de Kaning’ombe que trazia no coração, com grande participação do povo. Foram numerosos os sucessivos testemunhos dos representantes das comunidades onde trabalhou, especialmente Kilolo e Chosi. P. Giovanni Giorda
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| Última Atualização ( 31 de October de 2006 ) |
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