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O X Capítulo: Uma visão de conjunto na ótica do Ad Gentes e da Evangelização PDF Imprimir E-mail
Por P. Antonio Bellagamba, imc   
10 de Abril de 2006

Ao término da cada Capítulo repetem-se frequentemente duas frases: o Capítulo terminou (fator histórico), o Capítulo começa (fator psicológico). Ou então: o Capítulo acabou (fator histórico e psicológico). Há substancial diferença de sentido entre as duas frases.
A primeira, embora acentuando um dado de fato (a conclusão do Capítulo como acontecimento histórico), constitui um convite a todos os confrades a perceberem sua influência na vida e no trabalho de cada um e do Instituto. A sentença diz efetivãmente: encerrou-se um fato histórico, cujos efeitos começam a ser percebidos. É um convite a mantermos viva aquela atmosfera de pesquisa e de criatividade desenvolvida pela preparação e realização do Capítulo mesmo, e a fazer crescer em nós os valores e atitudes propostas por aquele evento.
A segunda sentença, ao invés, afirma: tanto o fato histórico como sua influência morreram ainda antes de nascer. É um convite a considerar letra-morta tudo aquilo que o evento foi, tudo aquilo que ele gerou e poderia ainda gerar nos missionários.
Penso que, de maneira mais ou menos clara, estas sentenças podem ser ouvidas quando os confrades se encontram e falam do Capítulo. "Foi maravilhoso!" "Levou o Instituto a fazer uma mudança radical!" "Finalmente voltamos às origens sem esquecer o presente!" Ou então: "Tudo ficou na mesma!" "É melhor esquecer o Capítulo!"
Pessoalmente, coloco-me do lado dos que acreditaram no Capítulo, na sua preparação e nas suas diretrizes, e me empenho para que o seu influxo impregne o nosso conceito e prática da missão numa vida religiosa renovada, de acordo com o carisma redescoberto e historicizado pelo Capítulo mesmo. Eis a razão deste artigo e de outros, que pretendo escrever, se Deus me ajudar, exatamente para fazer do Capítulo o fulcro de nossa renovação como Missionários da Consolata.
Padre Tebaldi, no seu recente livro La Missione Racconta, apresenta uma breve síntese dos nove Capítulos do Instituto e lembra de passagem que cada Capítulo teve um fulcro, uma orientação de base, que se espelha claramente nos respectivos Atos Capitulares.
A mim me parece que o fulcro do décimo Capítulo possa ser sintetizado em duas palavras-chaves: Missão AJ Gentes e Evangelização, em torno das quais se concentram algumas realidades bem descritas pelos Atos Capitulares, e que, a seu turno, exigem a presença de outras, embora contidas nelas. Para fazer uma espécie de síntese dos Atos do Capítulo, eu proporia o seguinte esquema:

TESTEMUNHO DE VIDA

Em sentido estrito = não cristãos
que exige de nós:
- Diálogo inter-religioso como atividade principal.
- Cooperação para a promoção do Reino.

MISSÃO AD GENTES
- Em sentido lato = as quatro áreas escolhidas,
que exigem de nós uma nova Evangelização.

INCULT U RAÇÃO
IMC
- Comunidade Apostólica
com Religiosos e Leigos


NOVA EVANGELIZAÇÃO
- Senso divino: despenseiros dos mistérios de Deus
- Trabalho de promoção, Justiça e Paz, nova face da evangelização
- Animação Missionária do Povo de Deus

TUDO ISTO SE BASEIA EM, E SERÁ POSSÍVEL SE
- O Instituto redescobrir a própria identidade e carisma
- Todos os Missionários se renovarem neles
- Os jovens candidatos forem plasmados por eles.

Neste primeiro artigo, quisera mesmo desenvolver este paradigma que me oferece a chave de leitura dos Atos, e me ajuda a evidenciar, como num mosaico, todos os aspectos descritos por ele, aspectos que, do contrário, correm o risco de permanecer como peças de molde de um mosaico que nunca foi composto.

I. Ad Gentes: o coração de todo o Capítulo e dos Atos Capitulares

Se há uma única palavra capaz de recapitular todas as ânsias, expectativas, propostas do Capítulo, e suas esperanças por um princípio de refundação do Instituto, esta é Ad Gentes, em seu sentido mais estrito: os não cristãos. Os Atos o afirmam claramente: "Com a expressão Ad Gentes, já consagrada pelo uso, chegamos ao âmago da inspiração originária do Fundador, do nosso carisma e também deste Capítulo Geral. Tudo aquilo que precede como aquilo que se seguirá encontra aqui o seu fulcro e sua convergência" (p. 39).
Quando se fez a proposta de tirar A d Gentes do título dos Atos e reduzi-lo simplesmente a "A nossa Missão", acendeu-se na sala capitular um forte debate. Na votação secreta a grande maioria dos capitulares votou para que a expressão fosse mantida. Não pode haver nenhuma esperança de séria refundação do Instituto, se não se colocar como base esta nossa realidade fontal.
Este Ad Gentes, que o Capítulo reconheceu existir em todos os continentes, é o primeiro critério que o Instituto deve seguir no discernimento de novas aberturas, no fechamento de obras, na aprovação de candidatos à nossa vida missionária, como também em todas as suas atividades e em sua vida.
Esta orientação fundamental de todo o Instituto rumo ao Ad Gentes, almejada pelo Capítulo, não pode ser algo de repentino, mas requer tempo, mudança de mentalidade de todos nós, missionários, mas sobretudo requer diálogo. O Capítulo, entretanto, pediu que se iniciasse este caminho, e a Direção Geral deve ter a percepção deste desejo e deve atua-lo em sua programação, motivando inclusive todas as Circunscrições a fazer o mesmo em suas Conferências Regionais.

1. A missão Ad Gentes entre os não cristãos

Ir em número sempre maior entre os não cristãos, que significa? Quais os elementos constitutivos de uma missão entre eles? O Capítulo nos propôs elementos novos e insistiu sobre a necessidade de renovar outros, mais tradicionais.
a) O diálogo inter-religioso é o novo rosto da missão entre os não cristãos (p. 71-74). Os missionários encontram dificuldades cada vez maiores para entrar em regiões onde os não cristãos constituem a grande maioria. Mas, se a missão não se apresentar com este rosto, as portas poderão fechar-se hermeticamente para eles. As futuras aberturas entre estes povos deverão ter presente este novo rosto da missão, deverão inspirar-se nele e fazer dele sua atividade prioritária.
Considerada a importância deste novo modo de missão, tenciono escrever um artigo para aprofundar a natureza e a necessidade do mesmo, os diversos modos de dialogar, as atitudes que o diálogo exige da parte dos dialogantes.
b) Ao diálogo inter-religioso une-se o testemunho de vida. Viver os valo res evangélicos com a heroicidade dos mártires constitui um desafio para todos os missionários que tencionam trabalhar com pessoas que aderem a outras reli giões. O testemunho de uma vida autenticamente cristã constitui sempre o anún cio mais vital e duradouro, ainda que velado no silêncio.
No Evangelho e no livro dos Atos dos Apóstolos, de São Lucas, protetor do nosso Capítulo, este rosto da missão é apresentado de maneira viva e constante, e sua mais elevada expressão concentra-se no grande mandato, no final do Evangelho, que diz: "Vós sois as testemunhas de tudo isso, começando por Jerusalém" (Lc 24,48), e na introdução dos Atos, onde se lê: ’’Sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até às extremidades da terra" (At 1,8).
Nesta luz, compreende-se a importância da nossa vida religiosa, inculcada pelo Capítulo. Nossa vida religiosa, vivida «itensamente, com magnanimidade, doação incondicional, oferece-nos a melhor possibilidade de nos transformarmos em testemunhas autênticas, heróicas. O Capítulo no-lo recorda e inculca: "A vida consagrada é antecipação (das características e exigências do Reino), a missão proclama-as e testemunha-as" (p. 28). Este foi o motivo que levou os capitulares a pedir que o estudo sobre a vida religiosa, começado no sexênio da Direção Geral passada, prossiga ainda: "A Direção Geral continue a apresentar com força a reflexão sobre os valores da vida consagrada, iniciada no biénio 1994-1995, através de várias iniciativas: exercícios espirituais, retiros, encontros de grupos, acompanhamento pessoal, subsídios" (p. 34).
c) O terceiro elemento da missão entre os não cristãos é viver com os mais pobres e abandonados, para participar mais diretamente possível de todos os seus sofrimentos e dores, e tornar-se para eles uma presença de compaixão, de auxílio, de libertação total. Esta participação deve ser determinada por um amor especial, acompanhada de uma atenção completa, de uma doação generosa e sem reservas, oterecida com prodigalidade e com o aieto de quem vê neles a imagem do Cristo sofredor. O Capítulo sugere aos missionários que irão trabalhar entre os não cristãos que "adorem as formas possíveis de encontro e colaboração na vida cotidiana, partilhando com as outras religiões o empenho na realização de projetos de promoção e desenvolvimento, à luz dos valores comuns da solidariedade, justiça e paz" (p. 73-74).

2. Outros contornos (espaços de ação) do Ad Gentes

O Capítulo tinha consciência de que um movimento em massa de missionários entre os não cristãos não é possível nem desejável no momento. Não é possível, porque os governos das nações, na maioria não cristãs, se opõem à entrada de missionários estrangeiros e as dificuldades para obter o visto são incalculáveis. Não é desejável, porque, com o Capítulo, devemos admitir que una história do Instituto não há uma verdadeira tradição de diálogo inter-religioso, nem mesmo com as religiões tradicionais que encontramos na África e na América Latina" (p. 73). Portanto, uma mudança de estilo missionário deste género exigiria tempo e esforços para ser atuada. Então, o Capítulo, embora fazendo poucas escolhas de novas aberturas (p. 44, 74), teve a preocupação de instilar este conceito do Ad Gentes em todos os missionários, inclusive nos que trabalham na Europa e na América (p. 44), e de convidar de modo particular os jovens a olharem para sua missão nesta ótica (p. 48). Depois alargou este conceito, incluindo nele situações novas, que tivessem um significado missionário muito mais proíundo, e desafios tais que fossem os próprios missionários a sentir por primeiro a necessidade de dever enfrentá-los. Tais situações são a pobreza urbana (p. 44), as minorias étnicas (pp. 44-45), os serviços qualificados para as novas Igrejas, especialmente a animação missionária, a preparação de seus líderes (pp. 45-46) e, finalmente, o trabalho em prol da justiça e da paz (pp. 46-47).
Estas escolhas deveriam ser precedidas por uma substancial redimehsão das nossas presenças em situações de pastoral normal, nos lugares onde trabalhamos há decénios, em estruturas de preservação mais que de propagação da fé (p. 48).
Estas escolhas, além disso, requerem que a Direção Geral seja cautelosa na distribuição do pessoal e siga as escolhas preferenciais do Capítulo (pp. 85-86); que os missionários escolhidos trabalhem normalmente em "equipe"; que constituam comunidades apostólicas com todos os agentes da missão (pp. 57-59); e que a nossa presença seja limitada em relação ao tempo e ao número de estruturas. Tudo isto deve fazer parte do planejamento da Direção Geral e do das Circunscrições.

II. Nova Evangelização nestes contornos Ad Gentes

Se os missionários que irão aos não cristãos são chamados pelo Capítulo a uma missão nova, os que irão trabalhar nestes contornos mais avançados e mais c, icordes com a nossa missão serão chamados a descobrir e a realizar uma evangelização diferente. O Capítulo a delineou com traços claros, com degraus progressivos em todas as áreas: pessoal, coleti vá,, cultural, social e económica. A evangelização moderna é íntegra e completa, abraça o ser humano todo, com tudo aquilo que o circunda e exerce influência sobre ele: a terra, as estruturas sociais, económicas, políticas, religiosas, culturais e globais. Um conceito que remonta ao nosso Fundador, agora desenvolvido pela Igreja e pela praxe missionária, com facetas múltiplas e elementos novos (pp. 35-39)

1. Evangelização inculturada

Aspecto indispensável para uma evangelização renovada é que a mensa gem, os métodos, os instrumentos sejam inculturados. O processo de evangelização sofreu muito, e seus frutos foram um tanto superficiais, exatamente por falta de uma evangelização inculturada. Um processo antigo como a mesma Igreja, que para nós missionários do final do milénio é relativamente i novo, e requer agilidade mental e flexibilidade prática para ser compreendido e atuado.
A Direção Geral e as de Circunscrição tem uma grande responsabilidade em ajudar os missionários a aceitar esta evangelização renovada e encarnada. O planejamento do sexênio deve oferecer possibilidades concretas para promover entre os nossos confrades o senso de uma evangelização renovada, para oferecer novas formas e instrumentos à sua execução, e fazer também com que os missionários, que por vários motivos permanecem realizando atividades prevalentemente pastorais, saibam evangelizar de um modo mais concorde com as diretrizes da Evangelii Nuníiandi e com a inspiração do Capítulo.

2. Evangelização promovida por comunidades apostólicas

A missão e a evangelização não são atividades que nascem e são promovidas de maneira individualista. São atividades que nascem da primeira comunidade existente em Deus - a Trindade - e são promovidas pela Igreja, que é a comunidade dos que crêem, e se realizam em união e colaboração com todos os membros da comunidade eclesial. "Jesus, Missionário do Pai, oferece a primeira lição de humildade perante qualquer tentativa de nos apropriarmos da missão" (p. 24).
"Para o Fundador, a missão é confiada a uma ’comunidade apostólica’, que inclui todos os agentes da pastoral. Seu ’projeto missionário’ avança pela estrada-mestra da comunhão entre todos os que estão empenhados nas várias atividades" (p. 57).
Nesta cqmunidade apostólica a missão vive e nutre-se dp amor, compreensão e ajuda dos membros; é planejada em conjunto e atuada em união de intenções e na complementariedade de ministérios; é avaliada em comum pate conhecer seus pontos fortes e melhorá-los, os pontos fracos e corrigi-los.
Nesta comunidade, os dons do Espírito são bem acolhidos, e tornam-se forças que dirigem sua vida interna, e sua missão aos outros, mais que os deveres provenientes do direito e da posição assumida por alguns membros.
Acenamos a dois tipos de agentes da missão que tiveram grande ressonância no Capítulo: o Missionário IMC e os Leigos. (Falaremos dos Missionários da Consolata no parágrafo sobre a Identidade).

a) O Missionário IMC na renovada visão do Ad Gentes

É suficiente lançar um olhar rápido sobre as propostas operativas do Capítulo para dar-se conta de que bom número são dirigidas aos próprios missionários, reconhecidos como primeiros responsáveis de sua formação e crescimento em sua vida cristã, religiosa e missionária. Também as propostas operativas endereçadas às Circunscrições e à Direção Geral se referem, normalmente, à ajuda a ser oferecida aos missionários, visando atingir as mesmas finalidades.
A missão Ad Gentes, tanto no seu aspecto mais estrito (pp. 18-19) como no mais largo (pp. 40-41), requer uma revitalização do missionário. O conselho do Evangelho, de colocar o vinho novo em odres novos, tem sua aplicação mais concreta nesta realidade.
Eis então que o Capítulo, embora não tratasse explicitamente do missionaario, delineou, contudo, disposições e valores, comportamentos, estilo de vida e de atividade, que o capacitam à mudança da missão e às suas exigências, como foram vistas pelo Capítulo.
Uma das maiores preocupações foi a formação permanente do missionário. Esta formação "não deve limitar-se à atualização, mas levar à renovação das pessoas mediante o aprofundamento, a assimilação do carisma e do espírito do Fundador, dos ideais da consagração, da comunhão e da missão" (p. 48).
Pela primeira vez na vida do Instituto, o Capítulo tornou obrigatória a participação em três momentos fortes para a vida e trabalho de cada missionário: após dez anos de atividade, aproximadamente, para fazer uma primeira avaliação (controle) do seu modo de viver e de agir; depois, lá pela altura do jubileu de prata de sua Profissão, para fazer uma análise mais profunda de toda sua vida; e por ocasião do jubileu de ouro, para aceitar a missão como oferta da própria vida no sacrifício, nas limitações e sofrimentos (cf. p. 83).
Outra preocupação foram os missionários jovens. Tal preocupação baseia-se em dois elementos, um positivo e outro negativo. De um lado, sua educação intelectual, os valores inculcados durante os anos da caminhada formativa, a forte experiência de comunidade e de partilha, o método de oração praticado durante os anos de seminário, a maneira de se relacionar com outras pessoas, requerem uma atmosfera de fraternidade humana, de acolhida sincera, de partilha da vida, da oração, etc., coisas estas que, por vezes, não são encontradas na missão e nas nossas comunidades.
Por outro lado, a fragilidade própria da juventude moderna, a dificuldade que muitos jovens têm em assumir um compromisso por toda a vida, acabam por desanimá-los, razão pela qual as desistências aumentam. "A facilidade com que pedem períodos de afastamento da comunidade, ou empenhqs que não combinam com o fim do Instituto, deixa pontos de interrogação acerca da profundidade de identificação com o mesmo e seu carisma" (p. 22). Confrontado por esta realidade, o Capítulo pede ao Ofício de Formação que reveja a "Ratio Formationis" (p. 83), dê prioridade à escolha e preparação dos formadores (p. 48), providencie uma formação académica adequada e missionária (p. 48), e convide todas as Circunscrições a providenciar aos jovens missionários urna inserção gradual na missão, a possibilidade de uma comunidade acolhedora, ocasiões de encontros com outros jovens missionários para ajuda e apoio recíproco (cf. p. 86).

b) O missionário leigo

A comunidade apostólico-missionária não é formada exclusivamente por pessoas consagradas, mas também por leigos. Esta é uma realidade que se impõe cada vez mais à consideração de todo instituto missionário. Pedem-no a teologia da missão e do laicato, desenvolvida pelo Vaticano II e pelos documentos posteriores da Igreja; a experiência já feita na missão com os leigos; o próprio pedido dos nossos amigos que se sentem parte do nosso carisma e querem vivê-lo plenamente, através da participação ativa na vida e no apostolado missionário, dentro ou fora da pátria. Nosso Instituto não pode mais ficar à margem deste movimento, mas deve inserir-se ativamente no seu desenvolvimento progressivo. Para isso, o Capítulo fez pedidos bem claros, no sentido de iniciar uma busca mais aprofundada do tema, organizar convénios regionais, continentais e intercontinentais, a serem feitos com os próprios leigos que trabalharam ativamente nas nossas missões, para renovar o estudo sobre os leigos, para definir que tipo de estrutura e de participação se deseja para o futuro (cf. pp. 59-62). É um trabalho que empenhará todas as Circunscrições, os Conselheiros Continentais, o Secretariado para a Missão e a Direção Geral durante todo o sexênio.
Parece estranho que o nosso Instituto, um dos primeiros a aceitar e a promo ver a participação do laicato na missão, hoje se mostre relutante na continuação daquele caminho tão bem começado há mais de trinta anos! Quem não recorda os leigos que Mons. Cavallera aceitou de Los Angeles, que Padre De Marchi acompanhou por muitos anos no Quénia e que depois se tornaram os seus pri-meiros colaboradores na Etiópia, os leigos que o subscrito preparou em Búfalo nos anos 60 e enviou à África, à América Latina e também à América do Norte? Quem não lembra com emoção que outros institutos missionários, entre os quais o de Maryknoll, procuraram os Missionários da Consoiaia para saber como se inicia um grupo de leigos, e como prepará-los para a missão? A missão pode fazer uma paradinha, pode até ficar marcando o passo por um pouco de tempo.
mas não pode recuar, porque o Espírito que a anima não é o espírito do passado, mas do futuro; não retrocede, mas avança. O Capítulo apresenta a necessidade dos leigos na missão quando afirma: "Estes desenvolvimentos e as solicitações existentes evidenciam um sinal dos tempos, ao qual o Instituto deve prestar atenção. De outra forma, descuidaria de um verdadeiro serviço missionário e privar-se-ia de preciosas potencialidades à disposição da missão. A presença dos leigos exalta o valor do testemunho, reforça a capacidade de colaborar e de viver a missão na comunhão e na complementariedade, é uma ajuda para combater a solidão e o individualismo pastoral" (p. 60).

3. A Missão Ad Gentes e a Evangelização são atividades divinas

A nossa sociedade nos induz facilmente a considerar toda a atividade, inclusive a mais espiritual, como um "trabalho", uma "profissão", um meio de sobrevivência; que depois esta possa também realizar o bem aos outros, parece não ser a motivação principal, mas uma simples consequência, que pode acontecer ou não acontecer. Somos inclinados a ver a missão e a evangelização como um trabalho organizado por uma multinacional, a qual nos prepara, nos qualifica, nos envia, nos pede uma rigorosa prestação de contas a respeito do sucesso que tivemos ou não, e que julgará o nosso trabalho em vista e em função deste sucesso, nos promoverá a cargos elevados se somos capazes de mostrar que o sucesso foi alcançado, ou nos pedirá de deixar o lugar, se não obtivemos sucesso.
É claro, o missionário necessita de preparação, de uma profissionalização adequada ao seu chamado, mas não é isto que q qualifica e o identifica. Ele recebe a própria identidade pelo fato de ser um servo que dispensa mistérios divinos. A sua atividade é parte de uma outra atividade, que é e permanece sempre eminentemente divina. A missão e a evangelização são obra de Deus, que se utiliza de criaturas humanas para levá-la a termo. O Capítulo foi muito forte ao apresentar este ponto. Uma respigadura a partir dos Atos nos fará conhecer esta realidade e nos convidará a olhar para o nosso trabalho com uma visão mais profunda, com uma percepção mais clara da dignidade da nossa atividade de missionários e evangelizadores.
"Sentimo-nos missionários e a missão-primeira expressão de Deus Missionário-compromete e invade toda a nossa existência: mente, boca e coração" (p. 7).
"A intuição fontal, que unifica todos os aspectos do carisma, é, para o Allamano, o chamado a cooperar com Deus na atuação do seu projeto universal de salvação. Para ele é a obra mais ’sublime’, ’essencialmente divina’" (p. 18).
L’O plano salvífico de Deus culmina na missão do Filho, o qual nos associa à sua obra como colaboradores de Deus para a execução do seu projeto" (p. 39).
"Através da evangelização A d Gentes colaboramos com Deus na realização do seu plano de salvação para toda a humanidade... É neste sentido que nós somos ’administradores’, instrumentos privilegiados" (p. 53).

4. A promoção humana e o trabalho de Justiça e Paz são parte integrante da missão e da evangelização

A promoção humana sempre foi uma das características fundamentais do nosso Instituto e do seu fazer missão. Poucos elementos foram tão identificados, descritos e promovidos com tanta ênfase e paixão pelo nosso Fundador como este. Quando seu projeto de Instituto e de método, que continha a promoção humana como parte intrínseca da evangelização, foi aprovado pela Igreja, sua alegria foi tamanha, que explodiu naquela afirmação que ficou célebre: "No passado houve quem se permitisse criticar o nosso método de evangelizar, como se nos ocupássemos demais com a parte material em prejuízo do bem espiritual; dizia-se que era preciso pregar e bati-zar, e deixar de lado tudo o resto. Mas depois da publicação do decreto de aprovação (...), mudaram de parecer e muitas pessoas de boa vontade o admiraram" (p. 50).
É preciso admitir que aos nossos dias esta promoção humana é impedida pelo modo como se estruturaram muitas instituições internacionais ou mundiais. Atual-mente, para a construção de uma sociedade melhor, já não se trata de enviar ajuda financeira, de preparar pessoal para .determinadas profissões, oferecer assistência . através do envio de equipamentos técnicos e modernos. Tudo isso continua sendo útil e também necessário. Mas o que se deve olhar é o trabalho em favor da justiça no mundo. Remover ou mudar as leis referentes ao comércio, as leis sobre a troca dos bens produzidos, sobre as tarifas impostas a estes bens, sobre o que determina o preço dos produtos, sobre os salários inadequados dos trabalhadores do sul do mundo, sobre a exploração dos menores, impor um teto aos ganhos que as multinacionais lucram sobre os bens produzidos com pequeníssima margem de despesa e que são vendidos como se tivessem sido produzidos nos países industrializados. Estas e outras situações de injustiça, que fazem crescer a pobreza mais do que qualquer outra força, que tornam impossível a vida dos pobres, que criam uma diferença cada vez mais acentuada entre pobres e ricos, e que o Capítulo descreveu nos Atos (p. 12). são as novas fronteiras da nossa ação missionária, especialmente nos países do Norte, donde provêm muitos dos nossos missionários.
É neste contexto que o Capítulo percebe os novos desafios para nossa Animação Missignária e interpreta o novo rosto da Consolação no mundo. Os missionários que amam os habitantes dos países onde desempenham a sua missão, são convidados a orientar seus esforços nesta direção da justiça e paz, porque a melhor defesa de seus protegidos, a mais segura garantia de um verdadeiro progresso, seu contributo mais autêntico à vida mundial, passam através destas palavras: justiça, equidade, solidariedade. Ainda que estes termos não esgotem toda a riqueza da Consolação, que é Maria para o mundo, entretanto mostram claramente o rosto novo e mais necessário. "Expressão hodierna de Consolação é a promoção da paz, da justiça e da solidariedade" (p. 51).

5. Animação Missionária: nova evangelização das Igrejas que enviam e recebem

Os capitulares não trataram deste aspecto da missão Ad Gentes e nova evangelização, porque quiseram respeitar ao máximo o caráter monográfico do Capítulo. Porém, aquelas breves pinceladas de cores vivas semeadas no texto dos Atos, foram suficientes para evidenciar seu pensamento sobre o tema. Eis os pontos propostos pelo Capítulo, ou que podem ser deduzidos de certas afirmações capitulares:
No Instituto não deveria mais haver Circunscrições que se ocupem somente de atividade missionária ou de animação missionária. Todas as Circunscrições, pro porcionalmente à sua natureza de origem, devem incluir o Ad Gentes, como tam bém a animação missionária.
Esta inclusão dos dois elementos missionários deve, porém, ser proporciona da à natureza originária da Circunscrição. Por isso, Europa e América do Norte permanecem predominantemente Circunscrições de animação missionária, mas o Capítulo as convida a incluir também no seu programa de trabalho as atividades A d Gentes. As outras Circunscrições permanecem predominantemente de evangelização, mas devem incorporar também a animação missionária.
bsta animação missionária deve tornar-se sempre mais proeminente em to das as Circunscrições, especialmente nas da América Latina e da África, porque ela nos dá a possibilidade de animar missionariamente as igrejas fundadas por nós, ou as que nos aceitam como missionários.
Os promotores missionários, particularmente os da Europa e América do Norte, são convidados pelo Capítulo a fazer uma verificação seria de seus métodos e meios. Entretanto, os meios tradicionais não podem ser eliminados de todo, seja porque em certos ambientes são ainda válidos, seja porque alguns animadores não saberiam encontrar meios novos; todavia, o Capítulo almeja que novos e mais sig nificativos meios de animação missionária sejam aceitos e utilizados, como os mei os de comunicação social (mass média). Um breve estudo dos mass média, que não figurava no Instrumentum Laboris, foi solicitado pelos missionários e juntado pelos redatores ao texto apresentado aos capitulares. Isso demonstra o grande interesse dos confrades em tratar do assunto, e quão ardentemente o desejassem.
Um novo rosto e o mais moderno auxílio para a missão e para animar a missão é constituído pelos mass média: rádio, televisão, vídeo, correio eletrônico, etc. (cf. pp. 62-65). Os mass média não conhecem fronteiras nem limites, não po dem ser barrados. Sua ação penetra nos recessos mais recônditos da terra, ressoa nos silêncios criados pela política, pelas mentalidades estreitas, pelos preconceitos motivados pela ignorância ou pelo prejuízo. Com sua ação invisível, mas real, eles podem realizar a missão, a evangelização, a animação missionária também em lugares e ambientes em que os missionários não são aceitos, ou são expulsos pelos governos...
f) Investir nos mass média significa abrir espaço ao Evangelho onde não é conhecido, dar voz aos missionários expulsos ou proibidos de continuar a anunciá-lo, sustentar o "pusillus grex" que permanece órfão pelo desaparecimento dos missionários, no seu caminho cristão. Investir nos meios de comunicação significa fazer uma animação missionária mais incisiva, mais profissional, mais universal, mais harmonizada com uma sociedade que depende dos mass média para conhecer e avaliar os acontecimentos, tanto pessoais quanto coletivos e globais (p. 64). Esta potencialidade dos mass média cresceu muito e seu custo financeiro foi bastante reduzido com a chegada da Internet, Home Page, etc.
Os meios mais tradicionais para a missão e animação, tais como: revistas, publicações, eíc., conservam sua importância e devem ser cultivados com profissionalização sempre maior, com seriedade de conteúdos e de gráficas. Mas, seguramente, os meios eletrônicos são o caminho do futuro e devem ser explorados sempre mais intensamente, se não quisermos ser cortados do fluxo mais vital para a missão e para a animação do Povo de Deus.
Eis um dos maiores desafios para a Direção Geral e as Circunscrições! Como planejada preparação de missionários, inclusive leigos, que possam realizar este serviço, mas de maneira construtiva, madura, e não simplesmente fantasiosa, ou ainda contraproducente, porque muito personalizada e priva de diálogo, com todas as forças da nossa missão? No planejamento, quais atividades priorizar? Como convencer os que já estão envolvidos nesta nova metodologia missionária a trabalhar juntos, a planejar juntos, a ajudar-se reciprocamente, para potenciar o uso dos meios de comunicação e reduzir as despesas, que já são muito elevadas? É um campo totalmente aberto, a ser explorado, mas que deve também ser utilizado, ainda que de modo limitado; é um campo que não pode ser esquecido no planejamento do nosso Instituto e de suas Regiões.

I. Mudanças radicais e identidade perene

A missão Ad Gentes e a nova evangelização pedem ao Instituto e a todos os seus membros uma redescoberta de sua identidade, à luz dos novos contextos, e uma total disponibilidade à mudança de mentalidade, de atitudes e métodos de trabalho missionário.

1. Mudanças radicais

Os membros do Capítulo provinham de vários continentes e traziam consigo a bagagem das mais diversas experiências de Igreja, de estilos e métodos de missão. Diferenças que eles, unanimemente, atribuíram aos influxos de um fenómeno presente em toda parte: a mudança da sociedade. Mudança universal, rápida, inexorável. Não há território, por mais remoto que seja, que não sofra a influência deste fenómeno; não há instituição, também a mais antiga, que possa resistir ao seu influxo; não há atividade, também a mais sagrada, que não perceba a necessidade de se adequar ao seu invencível torniquete! Os capitulares, repetida e constantemente, referiram-se a estas mudanças que atingem todos os contextos da sociedade moderna, como a fatores que devem ser considerados com atenção, para poder adequar-se às suas perguntas. Algumas citações ajudarão a compreender esta ânsia dos capitulares.
O X Capítulo Geral percebeu a necessidade de considerar seriamente os contextos onde a missão e a evangelização Ad Gentes se desenvolvem, e onde devem contextualizar-se (cf. pp. 9-18).
P.enetidas vezes, os capitulares descobriram em todos estes contextos o fenómeno de mudanças repentinas e profundas que os caracterizam. Todo o seu discernimento foi "provocado pelas profundas e rápidas mudanças ocorridas em todos os campos e, particularmente, na evolução do conceito mesmo de missão Ad Gentes, no pessoal do Instituto, no relacionamento com as Igrejas locais" (p. 7-8).
O Capítulo observa ainda: "O tempo que nos separa do Bem-aventurado Allamano (...) produziu profundas mudanças no conceito de missão e no modo de atua-la" (p. 9). Fala-se também de "mudanças que, sem exagero, podemos chamar de históricas" (p. 9), de "realidades e exigências diversas, situações em evolução, que nos dizem que não pode haver um modelo uniforme de missão"(p. 15), de "Instituto que está mudando de fisionomia" (p. 16), de uma "mudança em curso, hoje vertiginosamente acelerada, que envolve todos os setores do nosso campo de trabalho: o modo de viver, a organização comunitária, o nosso mundo interior e cultural" (p. 17).
Confrontados por estas mudanças, os nossos missionários respondem com rea-ções diversas: "muitos missionários percebem o valor do novo e gostariam de conjugá-lo com a tradição, mas não sabem como fazê-lo...; alguns recorrem instintivãmente à tradição e consideram inoportuno qualquer tipo de adaptação...; outros ainda, só procuram a novidade...; há também missionários que não se sentem identificados e sofrem em silêncio..." (p. 17).
É tarefa de todos os missionários-seguindo as percepções do Capítulo-de permanecer fiéis ao carisma e identidade perene; mas devem também abrir-se ao novo, na esperança de que todos consigamos enfrentar as situações de mudança, de maneira criativa e não destrutiva, na continuidade com o passado e numa criatividade esperançosa do futuro.

2. Identidade permanente

A mudança existe e exerce influência em tudo, determina as modificações de estilo, de método e táticas missionárias. Entretanto, certas realidades permanecem inalteráveis no núcleo essencial de sua existência, ainda que modificadas em suas expressões externas. Foi esta consideração fundamental que convenceu os membros do Capítulo a dedicar uma seção completa dos Atos Capitulares à identidade IMC. A nossa identidade e carisma são o nosso DNA: nos identificam, nos distinguem de qualquer outro instituto missionário-religioso. Todas as componentes desta identidade-carisma são brevemente descritas nos Atos do Capítulo. Esta descrição procura harmonizar o núcleo essencial com as modificações solicitadas pelos sinais dos tempos. Uma tarefa gigantesca, que nas duas cartas enviadas pela Uire-ção Geral passada a todos os confrades saiu maravilhosamente bem, mas que nos Atos, considerada a limitação de espaço, nem sempre teve bom êxito.
Os elementos desta identidade são e permanecerão sempre: o nosso carisma, a nossa consagração religiosa, a consolação-da qual somos os arautos. Uma novidade absoluta foi incluir na nossa identidade as Missionárias da Consolata.
Aquilo que o Capítulo escreveu acerca deste aspecto poderia parecer pouco e inadequado. Porém, a mudança que o Capítulo fez do breve texto acerca das Missionárias da Consolata permanece mais significativo e ilumina a Direção Geral e todas as Circunscrições em sua programação.
Vale a pena lembrar que no Instrumentum Laboris o texto fora incluído entre os diversos agentes da missão (religiosos, leigos, forças locais, etc.); durante o debate, na sala capitular, fez-se notar que tal colocação não era justa, e muito menos respeitava os desejos e as diretivas do Fundador. Então capitulares votaram, quase à unanimidade, para que o referido texto fosse inserido entre as componentes da nossa identidade, como parte do nosso carisma (p. 21). Esta mudança projetou uma luz totalmente nova, tanto sobre nós como sobre as nossas Irmãs, e ofereceu uma prospectiva diferente acerca do nosso agir.
Por isso, a Direção Geral e todas as Circunscrições deverão ponderar atentamente esta mudança e preparar uma programação que respeite os desejos dos capitulares e promova novos e mais profundos caminhos de relacionamento, de estudo dos elementos comuns aos dois ramos da família missionária da Consolata, de planejamento conjunto de atividades, de novas aberturas e de reestruturação de obras assumidas em conjunto (p. 24).
Os dois Capítulos Gerais, acatando os desejos da grande maioria dos membros dos dois Institutos, recomendaram que as Direções Gerais façam encontros frequentes, programem estudos sobre o carisma comum, sobre o Fundador, e em geral sobre os aspectos que são comuns à nossa vida de Missionários e Missionárias da Consolata. Esta é uma área a ser programada com urgência, após um período marcado por um pouco de esfriamento nas relações e de um caminho feito paralelamente, mais que estabelecido pelo entendimento (p. 58).

Conclusão

Minha leitura dos Atos do X Capítulo Geral é pessoal e não pretende, de forma alguma, apresentar-se como qualificativa, determinativa, ou só mesmo paradigmática. Se esta leitura puder ajudar outros confrades a fazerem uma síntese mais significativa dos Atos, para si, pessoalmente, para seu crescimento e seu apostolado, serei feliz; s^, ao invés, for considerada de pouca ou nenhuma importância, ou só mesmo fantasiosa, seja descartada sem medo. O essencial é que todos nos esforcemos para compreender os Atos Capitulares da melhor maneira possível, e fazendo deles uma síntese para nós, os mergulhemos na profundeza de nossa vida pessoal, religiosa e missionária, de sorte que possamos transformá-los em trampolim de arremesso para o nosso futuro próximo.
A missão permanece e permanecerá sempre o centro de nossa vida; mas, qual missão, no próximo futuro? A vida religiosa permanece e permanecerá sempre como componente do nosso ser; mas, qual vida religiosa, no próximo futuro? O carisma do Fundador permanece e permanecerá sempre o centro em torno do qual devemos girar, a fim de encontrarmos o sentido do nosso estilo; mas, qual estilo, para o próximo futuro?
Os Atos nos indicaram pistas, nos propuseram diretivas, nos apontaram caminhos, nos aconselharam mudanças. Cabe-nos agora o dever de lê-los, de assimilá-los e de transformá-los em coisa nossa, e isto da maneira mais harmoniosa e proveitosa para nós.
Para os próximos seis anos eles serão o apelo, o estímulo, a medida, o guia. Ouçamos o apelo e respondamos; sintamos o estímulo e procuremos reagir positivamente; usemos a medida para verificar se caminhamos com o mesmo passo; sigamos o guia para orientar-nos ao novo, para não nos per-dermjos, para caminharmos juntos e harmoniosamente na realização do sonho do Capítulo, da visão do Capítulo, dos desejos do Capítulo.

Última Atualização ( 20 de Fevereiro de 2007 )

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