Exemplos de Associacionismo Leigo com os Institutos Religiosos
Por Robert J. Schreiter, C.PP.S.
10 de April de 2006
O que quisera afrontar nesta sede é a explosão de novas associações, novas tanto na tipologia como número, que surgiram a partir do Concílio Vaticano 11. A maioria delas ainda está em fase de evolução e somente algumas poucas adquiriram um "status" jurídico.
1. Variedade de Associações Leigas
Observando atentamente as novas associações leigas, à primeira vista tem-se a impressão de um estupenda variedade. Entretanto, as associações leigas podem dividir-se em três categorias gerais: grupos de voluntários, associações missionárias estrangeiras e programas para associados leigos. A primeira categoria, a dos grupos de voluntários: são associações que oferecem às pessoas em particular a oportunidade de trabalhar por determinados períodos no apostolado dos institutos religiosos. Os membros destes grupos são, normalmente, pessoas de cerca de vinte anos, dotadas de boa instrução. Surgem, geralmente, durante o curso dos estudos univetsitários ou após a conclusão dos mesmos. O trabalho no qual se engajam poderia ser individuado como uma espécie de ministério de justiça social. A atenção se fixa especialmente no ministério assumido e na experiência que daí deriva, mais que no carisma do instituto religioso. Normalmente não se trata de fases preliminares que cheguem a criar uma associação mais íntima com o instituto. A segunda categoria se compõe de associações missionárias estrangeiras. Estas pessoas, homens e mulheres, assumem um trabalho no exterior por um período determinado (normalmente por três anos), período que pode ser renovado. São jovens que vão dos vinte aos trinta anos, que já possuem alguma profissão, que vão depois exercê-la na sua destinação no exterior; ou pessoas que têm condição de prestar serviço como catequistas ou na área pastoral. Também neste caso se verifica um bom nível de instrução. Em relação à categoria dos voluntários: neste tipo de associações missionárias estrangeiras os liames com o instituto religioso são mais estreitos. Há programas de formação mais intensa e ampla que nos grupos de voluntários e maior participação na vida do mesmo instituto. A terceira categoria, constituída por programas para associados leigos, é mais ampla e mais difusa que as primeiras duas. Os membros das associações leigas são. em geral, pessoas de 50 ou mais anos, com certo nível de instrução superior. Aproximadamente 70% são mulheres. A maior parte do grupo participa da espiritualidade do instituto, o que comporta encontros regulares com um membro do instituto, observância de dias especiais, participação nos encontros, e assim por diante. Igualmente diversificado é o modo de estruturar as relações entre os associados c o instituto de referência. Na, maioria dos casos, um ou mais membros do instituto têm a incumbência de trabalhar com os associados. Em alguns casos, um associado leigo é co-diretor do programa. As modalidades com que são definidas as qualificações, os papéis e as expectativas dos associados leigos abrangem uma grande escala de possibilidades: de estatutos meticulosamente elaborados a afirmações gerais sobre a missão. Em geral, as qualificações, as expectativas e papéis não têm uma definição clara. As modalidades de participação dos leigos associados à vida do instituto são variadas: vão da oração à participação de encontros, da partilha do ministério a uma verdadeira e própria vida em comunhão com os membros do instituto. Cerca da metade dos associados leigos apontam o enriquecimento espiritual como motivação para se inscreverem no grupo. Um quarto, apresenta como motivação a atração pelo carisma do instituto. Dez por cento manifesta o desejo de partilhar do ministério do instituto. Os institutos religiosos, por sua vez, à pergunta porque apadrinham os programas para associados leigos, dão as seguintes explicações: 40% o fazem para compartilhar o carisma; 30% vislumbram em tais programas uma oportunidade concreta de colaboração com os leigos; 12% consideram tais grupos como uma resposta ao convite do Vaticano II ao chamado universal à santidade. Este assunto do envolvimento com o laicado parece ser elemento importante. Contudo, enquanto a motivação é forte, parece ser ainda pouco claro o que tal envolvimento comporta, considerando a natureza um tanto dispersiva de tais programas para leigos. Além disso, é preciso notar que são poucos os membros do instituto que se envolvem com associados leigos, visto que, não raro, a ideia de contar com um grupo de associados leigos encontra resistência por parte dos outros membros.
2. Razões da expansão dos grupos de Associados Leigos
Qual a causa desta improvisa expansão nos grupos de associados leigos? Naturalmente, as causas são complexas. Entretanto, se considerarmos a identidade dos que se inscrevem nestes programas, se considerarmos as motivações que os levam a isso, poderemos encontrar princípios válidos dessa expansão. Antes de tudo, nota-se que os grupos de voluntários e de missionários provenientes do exterior, em geral, atraem os jovens e as pessoas dotadas de certa cultura. Os voluntários, geralmente, são pessoas fortemente motivadas em matéria de justiça social e de serviço. Um segundo aspecto: o que leva o voluntariado a aderir aos programas apadrinhados pelos institutos religiosos é a natureza de uni empenho de breve duração. Isto parece adaptar-se bem a um difuso modelo cultural americano (ocidental). Pensar num compromisso de dois ou três anos é mais natural do que assumir OUtrOS empenhos por tempo indeterminado. Antes, a exigência de um empenho indeterminado é considerada por muitos jovens como um verdadeiro e próprio obstáculo, até mesmo no que se refere à vida religiosa. Outro aspecto destes três tipos de associação leiga a ser considerado são as faixas etárias interessadas. Os voluntários e os missionários estrangeiros tendem a atrair jovens, ainda que maduros (entre 20 e 40 anos de idade), ao passo que o terceiro tipo - os associados leigos - atraem principalmente pessoas de meia-idade ou anciãos (mais de 50 anos). Os grupos de voluntários são preferidos por aqueles que frequentam o curso dos estudos universitários ou já o completaram. Semelhante tipo de voluntariado pode ser visto, portanto, como uma fase complementar da caminhada educativa ou então uma espécie de experiência, antes de assumir uma profissão verdadeira e própria. As pessoas que se empenham num serviço missionário, em feral, são jovens (não sempre), tanto casados e com família, como solteiros. Podemos indagar o motivo da diferença de idade na terceira categoria. Podemos dispor de uma chave de leitura na motivação principal que levou a metade deles a agregar-se a um instituto: o crescimento espiritual. A pergunta sobre o sentido da vida, se já existe nas pessoas que vão dos 20 aos 30 anos, intensifica-se de modo particular no pessoal de meia-idade. Não é de estranhar, portanto, que as pessoas de meia-idade se dirijam ao instituto religioso, para aprofundar a própria vida espiritual e para participar do carisma. Destes fatores de idade e de contexto emerge um modelo bastante homogéneo. Os jovens sentem-se atraídos ao instituto religioso principalmente pelo serviço que ele propõe. As pessoas de meia-idade, ao contrário, são atraídas pela possibilidade de um enriquecimento espiritual. Parece, portanto, que se possa individualizar as principais causas da expansão das novas formas de associacionismo leigo na idade, na busca de vida espiritual e no desejo de santificação. Não há, além disso, relação diretamente causal entre o fenómeno de expansão das associações laicais e o declínio dos membros dos institutos religiosos. Seja como for, o debate sobre o associacionismo leigo ainda vai longe. Estamos a meio-caminho. O resultado desta caminhada pode, por enquanto, ser este: acrescentar novas e fecundas dimensões à vida religiosa. Espero vivamente que o debate continue.
Encontro do Secretariado com os Leigos Missionários IMC de Málaga (7 de dezembro de 1999)
1. A experiência dos Leigos Missionários IMC de Málaga... Problemas e obstáculos encontrados...
. Lentidão exasperante na busca e definição do lugar de trabalho dos Leigos Missionários (LM). O LM se prepara, está pronto, algumas vezes até deixou o próprio trabalho, mas não sabe ainda se poderá partir e para onde irá. . Imprecisão na definição do projeto de trabalho, sobretudo se o LM não vai diretamente como profissional técnico em algum campo, por exemplo, na América Latina. Necessidade de partir com um projeto claro de trabalho. . Os LM muitas vezes não sabem quem responde por eles, durante o período de missão: quem os acompanha espiritualmente; quem deve pagar as contribuições sociais durante seu período de missão; quer» paga as despesas da viagem, ou das férias... Às vezes há um descarregar recíproco de responsabilidades entre a paróquia que acolheu o LM e a Região; ou entre a Região que o recebeu e a que o enviou..., com consequente desânimo do LM. . O contrato assinado antes de partir (cf. documento O Laicado Missionário MC, Apêndice do fundo), não foi suficiente. Alguns tiveram que assinar outro contrato ao chegar ao destino, com cláusulas mais numerosas, mais complicado..., contrato que depois não era respeitado! . É importante que o LM saiba quem o solicita para o trabalho. É o missionário em particular? É o Superior Regional? Às vezes, se é um missionário em particular que o solicita, acontece que, quando o LM chega ao destino, o missionário em questão é transferido, e o sucessor não quer mais saber do LM... . A mentalidade dos Missionários, que não conseguem ver o LM como "parte efetiva" do IMC e o fazem pesar, sobretudo quando surgem problemas... . Nós vamos para a missão como LM IMC depois de pertencermos por anos a fio ao grupo jovem, à Comunidade de Animação Missionária da Consolata, após longa preparação. Depois, lá na missão, encontramos outros Leigos, provenientes de outros países, que conheceram muito pouco a Consolata... Enfim, não há critérios comuns para definir um LM IMC. 2. Que se entende, exatamente, quando se fala de Leigos Missionários IMC... Quais os elementos necessários para poder dizer que alguém é um Leigo Missionário IMC...
. Por Leigo Missionário IMC entende-se uma pessoa que, formada nos grupos juvenis IMC, escolhe a Missão como estilo próprio de vida, independentemente do fato que parta para as missões, por alguns anos, ou não parta. . Porém, o tipo de vínculo com o instituto depende sobretudo do instituto mesmo, de como vê os Leigos e qual relacionamento quer estabelecer com eles. . Os elementos próprios do Leigo Missionário IMC deveriam ser: - A partilha do carisma e da espiritualidade IMC. - A identidade IMC. - Partilha corn o Instituto, trabalhando diretamente na missão, segundo al gumas características que serão examinadas em seguida neste documento, ou trabalhando na AMV. Neste caso, nos Centros IMC de AMV deveria haver uma equipe formada por missionários e Leigos, com um projeto comum. - Esdblha de vida para a Missão ou para o Instituto. - Alguns manifestam elementos de ceticismo: será realmente possível um Laicado Missionário IMC, visto que o Instituto é de religiosos e para religio sos?... Será realmente possível uma colaboração/partilha com os Leigos?... 3. Relações dos LM com o Instituto: partilha do carisma, autonomia organizativa... Como realizar isto...
. É difícil alcançar o equilíbrio justo entre estas duas coisas. Mas nós queremos ser considerados do IMC. . A maneira correta de trabalhar na Missão, da parte dos Leigos, é através de projetos concretos. De fato, é geralmente para isso que os Missionários pedem os Leigos. O Instituto já tem seus grupos e seus colaboradores. Nós, em Málaga, nos constituímos em ONG (Organização Não Governamental): podemos muito bem lançar projetos juntamente com os Missionários, ou então de maneira totalmente autónoma. Algo assim como Médicus Mundi. O importante é que possamos ser nós os criadores dos projetos a serem realizados, sem esperar que seja o Instituto a oferecê-los... . A autogestão é importante; por isso, é necessário contar com uma base legal (ser ONG) de organização. Porque os Missionários mudam com frequência e os Leigos sofrem. Será a organização dos Leigos a fazer acordos diretos com a Região que acolhe os Leigos. No máximo, com a coordenação central do instituto. Tudo isto funcionaria melhor. Poderemos propor não somente projetos técnicos de desenvolvimento, ou profissionais, mas também pastorais. . Devemos ser autónomos e como ONG.
. Segundo alguns:
- O Instituto ofereça sempre aos Leigos um assistente espiritual. - Os Leigos dependam dltââmentiôaptip™ Comissão de coordenação. - Trabalhem em projetos próprios, ou combinados diretamente por eles com a Região IMC que os recebe. - Poderá haver projetos comuns com o IMC e outros independentes, próprios somente dos leigos. -Que haja nos Centros de AMV um projeto comum, elaborado pelos Missionários e pelos Leigos. - Cada Leigo seja enviado em conexão com um projeto, de sorte que o Leigo entre como uma parte do projeto, prevista também no seu financiamento, a partir da elaboração inicial do projeto mesmo. - Os projetos dos Leigos sejam autónomos em relação aos Missionários IMC, mas nos países onde trabalha o Instituto. No caso, resfervar aos Missionários IMC a prioridade de colaboração na realização do projeto proposto pelos Leigos.
Segundo outros:
. Há elementos perigosos no que foi dito até agora: uma excessiva autonomia dos Leigos nos seus projetos de missão, não levaria os próprios Leigos - no caso que esses projetos não estivessem em contato direto com o Instituto - a uma eventual perda de identidade IMC e da partilha do carisma? É preciso estudar bem os meios para fortalecer os vínculos de carisma e espiritualidade entre o Instituto e os Leigos. Poderíamos, de fato, transformar-nos facilmente em "cooperadores do desenvolvimento" e perder o espírito missionário do Instituto. . A ONG dos Leigos é apenas um instrumento, para aglutinar pessoas e meios em torno do projeto missionário do IMC. Não deve tornar-se um fim. Portanto, é preciso elaborar, desde o começo, os projetos missionários em função dos LM disponíveis, e não o contrário.
4. O que pedimos ao IMC
. O IMC abra concretamente aos LM mais caminhos para a Missão. . Continuai a acompanhar seriamente as comunidades dos Leigos. Em todos os campps e sempre.. . Procurai mudar, pouco a pouco, a mentalidade dos Missionários IMC em relação aos Leigos. . O IMC deve ter, de sua parte, um projeto claro para os LM. . Trabalhemos juntos, como equipe, na Missão, embora mantendo certa autonomia de vida (casa, etc). . Que haja um sério acompanhamento humano e espiritual dos Leigos por parte dos Missionários. . Que haja critérios comuns de base (para a formação, a preparação, o discernimento, o contrato...) para todos os LM do IMC, venham de onde vierem. . Experimentemos colaborar com os LM das Missionárias da Consolata.
5. Um convénio dos Leigos Missionários IMC
. E bom que se faça, juntamente com os LM de outras Regiões. . Elaborar um questionário, ou pista, a ser enviado a todas as realidades de LM do Instituto, para que todas elas dêem as próprias opiniões. Estas, depois, reunidas num documento, sejam enviadas a todas as Regiões para uma ulterior discussão, antes do Convénio. . Do Convénio participem representantes dos LM e dos Missionários. . O Convénio estabeleça o mínimo denominador comum para todos os LM IMC nas diversas dimensões: definição da figura do Leigo, sua pertença ao IMC, condições para o discernimento e a formação, modos de realização da vocação do Leigo IMC na AMV e na Missão... Se alguém estiver interessado no texto integral das reflexões do Pé. Bruno Secondin e do Pé. Robert J. Schreiter, resumidas nestas páginas, este está à disposição nas seguintes versões: italiano, espanhol, francês e inglês. Pedir ao Secretariado para a Missão (E-mail:
).
Secretariado para a Missão: Programa de trabalho sobre o tema dos Leigos Missionários 1MC
1. Completar o quadro da realidade dos grupos e associações de Leigos que, de algum modo, fazem referência ao Instituto. Onde for possível, organizar um encontro de tais realidades, para entabular um diálogo inicial com elas sobre o restante do programa a ser desenvolvido. 2. Entrar em contato com as Missionárias da Consolata responsáveis do análogo programa para os Leigos, a fim de dialogar juntos e assumir linhas de ação em vista de uma caminhada conjunta. 3. Traçar, juntamente com as Missionárias e os Leigos, um esboço de Instrumentum Laboris que apresente já algumas propostas e sugestões em vista de um futuro Estatuto que regulamente as relações do Instituto com os Leigos Missionários IMC, considerando especialmente os seguintes pontos: definição, relações com o Instituto, participação à sua missão ou à atividade de AM, estru tura, funcionamento, etc. Tal esboço será enviado para ulterior estudo e aprofundamento: - às Direções Gerais IMC e MC, - aos vários grupos e comunidades de Leigos Missionários existentes. - aos Superiores Regionais IMC e MC, - aos Animadores e Animadoras Missionários IMC/MC, - a outros missionários experientes dos dois Institutos. 4. Recolher comentários, sugestões, propostas, para fazer uma reelaboração completa do Instrumentum Laboris sobre o Estatuto dos Missionários Leigos IMC/MC. 5. Organizar um Convénio dos Leigos Missionários IMC/MC para uma dis cussão final do Estatuto. 6. Submeter o Estatuto à aprovação do IMC e das MC (Direções Gerais). 7. Dar a conhecer o Estatuto assim aprovado aos Missionários e Missionárias. Sensibilizar os Missionários através de alguma iniciativa apropriada de Forma ção Permanente. 8. Apoiar a partilha de carisma e espiritualidade do Instituto com os Leigos, mediante iniciativas apropriadas. Iniciar, acompanhar e avaliar algumas experi ências concretas desta partilha em base ao novo Estatuto.
Acenos para uma reflexão Para os Missionários.
1. A realidade dos Leigos para a qual o Instituto se tornou, de certa forma, um ponto de referência, é muito variada. Abrange grupos juvenis, formados e levados adiante pelos nossos animadores missionários; comunidades de Leigos já autónomas, nascidas daqueles grupos juvenis, que preparam algumas pesso as para um serviço direto nas missões e, colaboram na AMV; pessoas e voluntá rios particulares que querem colaborar com os Missionários; grupos de voluntariado autónomos; várias associações menos claramente definidas (Da mas Missionárias, Famílias Colaboradoras, Amigos 1MC, etc) - que cooperam com a Missão através da oração, com financiamento de projetos missionários e na AMV. Perante esta variegada realidade, pode o Instituto sugerir critérios mínimos que definam o Leigo Missionário IMC? É preferível fixar-se sobre uma definição de Leigo Missionário IMC mais restrita e técnica? Em ambos os casos, qual seria sua "definição" de Leigo Missionário IMC? 2. A preferência que parece emergir entre os Leigos que se relacionam com o Instituto é para uma sua definição mais vinculada à Missão, como escolha de vida, mais que a uma colaboração técnica num projeto de desenvolvimento (que, entretanto, não é excluída); portanto, uma definição que sublinhe clara mente que se trata de uma verdadeira e própria vocação missionária laical. Em vista dessa definição de Leigo Missionário IMC, torna-se então muito importante a partilha do carisma, mais que toda colaboração a um determinado projeto de desenvolvimento. Os Leigos, ao mesmo tempo, reivindicam sua legítima autonomia e procuram organizar-se em grupos e instituições próprias (ONG, comunidade). Perante tudo isto: - Deveria ser o IMC a pensar, a estruturar e gerenciar o próprio Laicado? (Neste caso o Instituto elabora o seu projeto de Laicado Missionário, empenha- se, apresenta-o aos interessados...). - Ou deveriam ser os próprios Leigos a pensar, decidir, estruturar e viver sua vocação missionária, segundo o carisma IMC? (Neste caso os próprios Lei gos tornam-se os sujeitos e protagonistas do seu caminho, do modo como atuar o seu carisma missionário IMC). - Seja como for, como deveriam ser definidas as relações entre Leigos e IMC? Como deveriam ser gerenciadas? Com quais critérios? 3. Sem dúvida, os Leigos Missionários (especialmente os que descobriram esta sua vocação através da caminhada formativa nos nossos grupos juvenis) desejam ter uma sua identidade IMC, desejam ser reconhecidos como tais pelo Instituto, ser ajudados na realização de sua vocação, tanto no trabalho direto na missão, como na corresponsabilidade da AMV, ainda que o Instituto, de sua parte, reconheça a legítima autonomia deles. Partindo deste ponto de vista, que meios deveria usar o Instituto para ajudar estes Leigos na realização da própria vocação? (Formação, assistência espiritual, inserção na atividade de AMV ou simplesmente missionária, apoio, estruturas...). 5. Que fazer, para que os Missionários da Consolata tomem consciência desta nova realidade dos Lejeos Missionários, para que lhes ofereçam acolhida irdial e total colaboração? Há Missionários da Consolata dispostos a "começar de novo" o seu projeto de missão, para abrir espaço aos leigos, para programar, realizar e avaliar juntos, em equipe? Poder-se-ia pensar em alguma experiência-piloto neste sentido?
Para os Leigos
1. Vosso grupo (comunidade, associação, ONG) tem algum relacionamento com o IMC. com o seu carisma e espiritualidade? Como definiríeis este relaci onamento: é transitório, ou estável e seguro? Destina-se mais à colaboração em algum projeto de desenvolvimento nas missões, ou refere-se à partilha do carisma e da espiritualidade missionária IMC? Vosso grupo deseja e procura partilhar concretamente do carisma missionário IMC? Com que meios concretos levais adiante este caminho? 2. Vosso grupo, que entende, exatamente, quando fala de Leigos Missioná rios IMC?... Quais são, segundo o vosso parecer, os elementos necessários que definem uma pessoa como um Leigo Missionário IMC? 3. Vosso grupo já se organizou, ou está se organizando concretamente para ser autónomo? De que modo o está fazendo? Vedes a necessidade ou conveni ência disso? Tendes experiência de Leigos Missionários enviados (ou de retor no) de algum projeto missionário IMC? Como avaliais tal experiência? Como colaborar na animação missionária do IMC? 4. Que pedis, de concreto, ao IMC? Que esperais do Instituto? Segundo vós, como poderíeis partilhar de maneira mais significativa do carisma IMC?