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Um esquema (2a. parte)
INTRODUÇÃO
“Ser enviados” é a segunda dimensão daquela espiritualidade missionária que o Capítulo nos convida a desenvolver.(1) É a dimensão horizontal, através da qual nos movemos fora do nosso interior, para irmos ao encontro dos outros, para servi-los e constituir unidade com eles.
As duas dimensões desta espiritualidade missionária (“Ser chamados” e “Ser enviados”) relacionam-se intrínseca e mutuamente e são interdependentes. No último Capítulo Geral foi usada uma oração que dizia: “Senhor, vós nos chamais e nos enviais, nos reunis e nos dispersais, nos fazeis comunidade para que possamos ser comunhão com o mundo”. Estas palavras mostram com clareza a mútua relação de dependência das duas dimensões da espiritualidade da qual agora nos ocupamos. Uma não está em função da outra, como um meio está em função do fim; uma não é mais importante que a outra. Ambas são essenciais, fortalecem-se reciprocamente; ambas são um auxílio de igual importância na santificação do missionário.
E visto que, normalmente, é a segunda dimensão que vem sublinhada nas diferentes espiritualidades missionárias, procurarei expor brevemente, nesta segunda parte do meu artigo, os seus elementos mais importantes e atuais.
SER ENVIADOS: ELEMENTOS DE ESPIRITUALIDADE
a) “Ser enviados” significa: entrar no aprendizado em relação a Deus e à religião. – Estávamos habituados a dizer que os missionários são enviados para fazer, para ajudar, para mudar, para levar alguma coisa! O sublinhado era o missionário que, de certa forma, era considerado superior àqueles aos quais era enviado, realizava determinadas atividades para ajudá-los a melhorar a própria situação. Agora, ao invés, sublinha-se o missionário enviado para “abrir os próprios olhos”, a fim de que descubra em toda parte, juntamente com aqueles aos quais é enviado, as maravilhas da presença de Deus, os traços da Palavra presentes em cada cultura e religião, para que possa ver com maior clareza os caminhos de Deus na história, e se conscientize mais profundamente acerca das orientações de Deus na vida do universo.
O missionário é sempre um aluno, alguém que procura a verdade acerca de Deus, ciente de que tal verdade nunca será completamente exaurida por nenhuma religião ou ideologia; e, portanto, considera parte natural do seu “ser enviado” tal descoberta, tal progresso no conhecimento daquele Deus que age na história, e que sempre volta à humanidade com novidades e propondo desafios. O X Capítulo Geral afirma: Evangelização é descobrir os “semina Verbi” no contexto no qual o Evangelho é pregado. Hoje, mais que nunca, os missionários reconhecem que Deus fala à humanidade através do universo criado “que narra a glória de Deus” (cf. Sl 118; Rm 1,20), o povo das primeiras alianças, as religiões e culturas dos outros povos . (2)
b) “Ser enviados”, para os missionários, significa: tornar-se testemunhas, sinais e sacramento de uma realidade que eles possuem de maneira especial: Jesus. – Em Jesus, Deus feito Homem, os missionários possuem uma experiência decisiva do divino, e que são obrigados a manifestá-la em sua vida, nos valores pelos quais labutam, nas atitudes que assumem em seus relacionamentos e atividades.
O X Capítulo Geral convida todos os missionários a considerar o testemunho não como um meio para a evangelização, mas como evangelização mesma: Evangelização é testemunhar a verdade da Palavra com a vida dos anunciadores e a transformação dos seus destinatários. Testemunhar o estilo de vida de Jesus e por ele proposto aos seus discípulos, também sem anúncio explícito do Evangelho, é evangelização. (3)
Nunca sublinharemos demais este aspecto do nosso “ser enviados”, enquanto os missionários são vistos como pessoas de ação, de transformação, de mudança, de atividade, e quase nunca como pessoas que encarnam a mensagem e o estilo de vida de Jesus. É muito mais fácil, reconheçamo-lo, para os missionários transformar-se em construtores, organizadores, reformadores, do que em ser testemunhas; mas tudo aquilo é certamente menos eficaz para a realização da missão de Deus sobre a terra. A Evangelii Nuntiandi (n. 76) e a Redemptoris Missio (nn. 42-43) não teriam podido usar palavras mais fortes, para convencer os missionários sobre a importância de tal verdade.
A nossa própria experiência de missionários no-lo confirma. Os missionários mais lembrados pelo povo não são, necessariamente, os que realizaram obras externas, os que construíram, os que beneficiaram, e sim os que encarnaram para o povo a Mensagem e Aquele que por primeiro a proclamou. Ser testemunha requer um vasto e constante trabalho de controle sobre nós mesmos, um exame frequente das nossas atitudes, valores e princípios que nos levam a agir, um controle rigoroso sobre o nosso comportamento. E tudo isso pode tornar-se para nós um campo de grande sacrifício e penitência. Quando os nossos esforços, e sobretudo a graça de Deus, nos tiverem transformado na imagem de Jesus, então nós mesmos seremos a mensagem mais autêntica da nossa evangelização; nós, a melhor carta enviada por Deus ao seu povo, o convite mais forte dirigido aos outros, para que também eles sigam a Jesus.
c) “Ser enviados” significa: anunciar, proclamar e partilhar a Boa-Nova. – A Palavra de Deus ouvida na meditação, o Filho de Deus testemunhado através da nossa vida, deve ser anunciado, de todas as formas possíveis, a todos aqueles que estão dispostos a ouvir. Nós temos a certeza de possuir uma forma exclusiva de conhecimento e de experiência da Palavra transmitida na Escritura e em Jesus feito Homem. Se assim é, tal conhecimento e experiência exercerão um forte impacto sobre a nossa vida, de tal forma que não poderemos não sentir a necessidade de partilhá-los com outros, que desejam ouvir-nos, e que se sentem atraídos pela força do testemunho que damos de Jesus.
Se Jesus, na verdade, significa uma grande transformação para a nossa vida, se sentimos que ele nos transforma em pessoas melhores, se percebemos que ele enche a nossa alma de graça, o nosso coração de amor, a nossa vida de esperança, então não poderemos deixar de partilhar tudo isso com outros que ainda não conhecem Jesus, ou que já não o seguem, ou não têm a possibilidade. Pode ser até que o anúncio não seja a primeira atividade do missionário, em ordem cronológica, mas certamente é a sua atividade mais preciosa, porque lhe permite dizer abertamente aquilo que já manifesta através de sua vida e seu comportamento.
Naturalmente, este partilhar a nossa experiência de Jesus não consiste apenas na repetição de uma “doutrina”, ou numa mensagem estandarizada, legalista e moralista, mas é fruto da nossa experiência pessoal, sempre renovada. Deve sair do coração, onde a mensagem é sempre meditada e a experiência sempre revivida. Deve ser uma mensagem que “faça a diferença” para o povo, em sua vocação, em seu posto de trabalho, em sua vida no seio da família. É um partilhar que deve ser feito em situações reais da vida do povo, para transformá-las em situações que se tornem fontes de vida, promotoras e construtoras de vida. Deve ser uma mensagem que eleva, que transmite novo vigor e comunica força nova ao ouvinte, não um mero boletim de notícias. Deve ser uma mensagem eletrizante, não pelo ímpeto da voz, nem pelo vigor da oratória, mas porque é uma mensagem anunciada no poder do Espírito e alicerçada na experiência pessoal.
O X Capítulo Geral nos lembra tudo isso, ao afirmar: Evangelização é anunciar explicitamente o Evangelho e Jesus Cristo como único Salvador; é bem mais que ensinar uma doutrina, uma moral, um conjunto de verdades às quais se deve aderir. O anúncio visa a transformação interior das pessoas para levá-las a viver, a pensar e a agir de acordo com os ideais evangélicos do Reino de Deus, até chegar a formar comunidades cristãs e Igrejas locais. (4)
d) “Ser enviados” significa: ser os ministros de uma comunidade cristã. – Os missionários, onde quer que sejam enviados, serão ministros. Não tem importância que tipo de ministério exerçam: se o da autoridade, da cooperação ou de complementariedade. Devem tornar-se os servidores da comunidade à qual são enviados. As atitudes solicitadas e desenvolvidas na parte dedicada à espiritualidade do ser “chamados” e as que foram apresentadas até agora – da espiritualidade do ser “enviados” – devem ajudar os missionários a se tornarem servos da missão de Deus na terra.
O ministério é um serviço prestado aos crentes da comunidade, não um privilégio, uma posição de prestígio que dá honra ou cria “status” ao ministro. Serviço significa uma autêntica preocupação pelas pessoas às quais é prestado, amor por elas, atenção voltada a elas, atingindo-as na situação em que se encontram. Os ministros que são autênticos servidores, procuram o bem do povo, não o próprio lucro, nem o reconhecimento e a promoção pessoal. São firmes e constantes, nada os faz desistir: nem humilhações, nem falta de sucesso externo, nem a falta de consideração da própria comunidade. Naturalmente, se houver apreço e consideração, devem ser aceitos; mas, se faltarem, não devem paralisar os missionários. Na comunidade cristã, autoridade e carismas são para servir.
O ministério, hoje, não é uma empresa, ou uma aventura pessoal, mas uma operação coletiva, realizada em grupos que reúnem sacerdotes, religiosos, leigos, homens e mulheres, jovens e anciãos. Todos os membros do grupo são ministros. É isso que os une e que os leva a tratar-se mutuamente como iguais, a colocar-se no mesmo nível, a agir com respeito e amor. A igualdade não nega a variedade dos serviços no seio do grupo ministerial, os papéis diversos, mas sublinha o seu denominador comum: o fato de todos serem servos, chamados pelo mesmo Espírito para servir a comunidade com um dom particular, e são reconhecidos assim pela própria comunidade, através de uma eleição ou delegação.
Pelo fato de todos os membros do grupo serem ministros, todos participam da responsabilidade de tomar decisões, com e pela comunidade que servem. Servir, no mundo pluralista e nas situações complexas do mundo de hoje, exige que se tenha uma boa compreensão das diversidades, um plano adequado e cuidadosa execução. É preciso escutar a experiência da comunidade que se serve, estudar atentamente as situações, planejar uma ação inteligente e significativa. As situações devem ser diagnosticadas com uma atenta análise teológica, sociológica e cultural. As decisões devem ser tomadas com lógica transparente e com cuidado. Eis porque é necessário, no processo de tomar decisões, que cada membro do grupo contribua com a própria profissionalidade, experiência e intuito.
Uma vez que o plano de trabalho foi aprovado e foram tomadas as decisões, cada membro deve sentir-se responsável na execução do plano, por aquela parte do mesmo que corresponda ao próprio ministério. Cada qual deve poder agir e executar as decisões tomadas com liberdade pessoal, segundo o próprio critério, estilo e modo de agir. Não deveria haver interferência de outros ministros, nem mesmo do líder do grupo. A responsabilidade que cada ministro tem perante o grupo é relativa ao conteúdo das decisões que foram tomadas em conjunto e à filosofia que as orienta. Mas ninguém deve sentir-se privado da liberdade de agir dentro de um estilo pessoal. Sem esta liberdade, os ministros ver-se-iam limitados na espontaneidade da própria ação, e o povo a quem servem ficaria privado da necessária variedade de apoio ao ministério, tão útil para uma comunidade que quer ser criativa e atualizada.
e) “Ser enviados” significa: responder continuamente a um chamado. – Atualmente, a disponibilidade de mudar de lugar e de ofício chama-se “itinerância”; é proposta como uma atitude importante para o missionário. Pode-se discutir se tal atitude seja de caráter universal, válida para todos os missionários e para todas as circunstâncias. Contudo, se há exceções, são poucas, no mais das vezes por causa de uma gestão não boa do pessoal, ou por falta de conveniente preparação dos líderes locais. Seja como for, a atitude de “deixar um lugar e partir para outro” é, por si mesma, na maioria dos casos, um dever missionário. É uma atitude que exige duas disposições, que a tornam mais fácil e eficaz: o espírito de desapego e o espírito de itinerância.
Espírito de desapego. – Os missionários devem tornar-se “indiferentes” em relação ao lugar onde desempenham o seu ministério, ao povo que servem, ao tipo de serviço que oferecem. Parece ser uma caminho exatamente oposto à atitude que se exige dos ministros: de se lançarem sem reserva, de corpo e alma, ao serviço que lhes foi confiado, dando o melhor de si, consagrando o tempo, as qualidades e energias em favor do povo e do lugar onde se encontram. Tudo isso é verdade, e cada missionário é chamado a servir apaixonadamente, com empenho, com dedicação total. Entretanto, isto não lhe impede que se mantenha aberto a outros lugares, a outros serviços compatíveis com a própria formação, aberto a outras pessoas e necessidades do Instituto. O desapego é um difícil e ascético ato de santidade, entretanto faz parte essencial de todo empreendimento missionário. O X Capítulo Geral afirma: Alguns missionários resistem às mudanças. Outros têm dificuldade de se inserir num projeto de missão fora do próprio ambiente. Outros ainda não se sentem à vontade num estilo unívoco, individualista, repetitivo de fazer missão, pouco sintonizado com os caminhos da Igreja local. (5)
Espírito de itinerância. – Quando nos despreendemos de nós mesmos, dos nossos ministérios, lugares, povo, então nos tornamos disponíveis às necessidades da missão, como são sentidas e propostas pelo Instituto, ou feitas objeto de discernimento entre o Instituto e os próprios missionários. Esta abertura e prontidão em seguir as indicações do Instituto no planejamento da própria atividade missionária, é sinal de sã participação na vida do Instituto mesmo, sinal de interesse por aquilo que o Instituto está realizando no mundo, e de boa cooperação no projeto missionário comum. O Instituto necessita de missionários que se tornem disponíveis, ainda que com um sadio senso crítico, e se mostrem dispostos a ir para os lugares onde as necessidades o exigem. Com as nossas comunidades sempre mais internacionalizadas, com as necessidades do mundo e o modo de ser missionários em constante mudança, a itinerância pode muito bem tornar-se uma das virtudes mais essenciais do missionário. O estar enraizado deve mudar para o estar desenraizado; o estar estagnado, para o estar em movimento; o ser permanente, para o ser itinerante; o ir para um lugar e não mais deixá-lo, deve mudar para o estar em mudança a maior parte do tempo.
RELAÇÕES ENTRE ESTA ESPIRITUALIDADE E A NOSSA
Quisera, na parte final deste artigo, mostrar a relação existente entre o tipo de espiritualidade descrito acima e a espiritualidade que nós consideramos como herança deixada pelo Bem-aventurado Allamano. Na verdade, não é uma tarefa difícil, e pode ajudar a alguns a “abrir os olhos”. Naturalmente, ao traçar o paralelo entre as duas espiritualidades, limitar-me-ei aos elementos essenciais, mais que à maneira concreta como tais elementos deveriam ser expressos. E por esta razão: os termos verdadeiros e próprios da espiritualidade descrita até aqui não se encontram na boca de Allamano. Ele, por exemplo, nunca falou de oração de concentração, ou de itinerância, ou ainda de outras coisas. Mas, certamente, falou muito de viver na presença de Deus, de cumprir de todo o coração os desejos dos superiores, bem como de outros elementos essenciais descritos acima.
A espiritualidade do ser “chamados” encontra uma grande correspondência na nossa espiritualidade, através destes elementos:
Contemplação – O Fundador passou longo tempo em oração pessoal e silenciosa, no “pequeno coro” do Santuário da Consolata. Quantas vezes recomendou aos sacerdotes do Instituto de Pastoral (Convitto): “Aquele coro seja a vossa alegria: primeiramente o Santíssimo Sacramento e depois a nossa Consolata.”(6) Diversas testemunhas afirmam: “Via o Allamano dirigir-se frequentemente ao coro do santuário, onde se detinha por longo tempo em recolhida e devota oração”. (7) Terá praticado a contemplação? Não sei. Ele nunca usou o termo “contemplação direta”, mas certamente a praticou do seu jeito.
Padre Igino Tubaldo, um dos missionários que melhor conhecem a figura e a história do Allamano, afirma: “Ainda que não tenha sido um contemplativo em sentido técnico, Allamano foi, acima de tudo, um homem reflexivo, que das várias formas que a oração pode assumir, amou de preferência a meditação”. (8) Falando da leitura espiritual aos seus missionários, costumava dizer: “A leitura oferece à boca um como que alimento sólido; a meditação o mastiga e o mói; a oração prova-lhe o sabor; a contemplação é a a própria doçura que alegra e restaura [...]. Estes atos [leitura, meditação, oração, contemplação] formam uma linha única de harmonioso desenvolvimento e são intimamente ligados entre si”.(9)
O ensinamento do Padre Allamano acerca do “primado de Deus” e absoluta necessidade da santidade para o missionário, são uma ulterior demonstração da importância que atribuía à dimensão vertical da espiritualidade, que conduz com naturalidade à contemplação do divino. O Capítulo o afirma em termos claros: A insistência do Fundador acerca do primado de Deus e da santidade, torna-nos atentos à dimensão contemplativa da missão. Ela exige que tenhamos um forte sentido de Deus, da sua presença em nós e nos outros, da procura dele e da sua vontade. A acentuação sobre Deus torna-nos capazes de amar o mundo com o seu coração. De fato, dando o primeiro lugar ao Deus de Jesus Cristo, abre-se um largo espaço também para os irmãos. Só o homem de Deus é verdadeiramente para os outros. (10)
O insistente ensinamento do Fundador acerca da necessidade de “viver na presença de Deus”, de ver em tudo a imagem de Deus, de servir-se de tudo para elevar o pensamento e o coração à divindade, são acenos claros que revelam na vida dele uma contemplação indireta: “per visibília ad invisibília”.
A Palavra de Deus, a Escritura, para o progresso na caminhada espiritual, recebe de José Alamano – nosso Fundador – uma importância bem maior de quanto lhe era concedida nos seus tempos. Basta lembrar aqui aquela sua famosa frase: “A Sagrada Escritura, na missão, será o vosso consolo; quem souber meditá-la fervorosamente, encontrará nela o seu conforto... Eis porque, nesta casa, a Sagrada Escritura ocupou sempre o primeiro lugar; e será sempre assim”. (11) O Capítulo sublinha com força este ponto: O missionário faça da Sagrada Escritura o “seu livro”, sobre o qual se debruça todos os dias em meditação; como anunciador da Palavra, ele é o seu primeiro destinatário”. (12)
Vida religiosa robusta e comunitária. – A necessidade de uma vida religiosa robusta e comunitária, como lugar de discernimento, de experiência de Deus e de planejamento pastoral, é bem documentada nos escritos do Fundador, e testemunhada por aqueles mesmos que ele formou à vida religiosa e comunitária. É quanto nos lembra o Capítulo: Para o Fundador, a missão é confiada a uma “comunidade apostólica”, que inclui todos os agentes da pastoral. O seu “projeto missionário” encaminha-se pela estrada mesma da comunhão entre todos os que estão empenhados nas várias atividades. Daqui a necessidade de discernir juntos a realidade, de programar o que deve ser feito e de avaliar sua atuação. A missão do Instituto se qualifica, aos olhos do Fundador, pela “unidade de intentos”: expressão operativa do espírito de família. É o fundamento do método missionário por ele querido. [...] Esta comunhão se estende às Missionárias da Consolata, aos leigos IMC, aos agregados, aos colaboradores, aos catequistas, membros mais sensíveis e ativos das comunidades cristãs”. (13)
O Fundador foi exemplo perfeito de pessoa missionária no coração, sempre e em tudo. Desde os primeiros dias de seminário, quando desejava ardentemente tornar-se missionário (14), aos esforços realizados na fundação dos dois Institutos Missionários da Consolata e pela formação de sacerdotes, irmãos e irmãs (15), até o fim de sua vida (16), ele foi uma pessoa ativa, dedicada sem reserva à missão ad gentes, que se tornara sua razão de ser.
Allamano viveu de maneira perfeita e constante, por toda a vida, aquilo que inculcou aos seus missionários: “Sede missionários na cabeça, na boca e no coração. Sede tais cogitatione, verbo et opere”. (17)
A espiritualidade do ser “chamados” reflete bem a do Allamano e de seus missionários. Seus ensinamentos e seu exemplo oferecem uma espiritualidade centralizada em Deus, inspirada por Deus, que conduz a Deus. Uma espiritualidade alimentada pela Palavra de Deus, que encontrou seu ninho natural na vida religiosa e comunitária, e tem sua desembocadura final na missão.
Também os elementos da espiritualidade do ser “enviados” encontram sua perfeita harmonia e correspondência na espiritualidade de José Allamano. Os ensinamentos e o exemplo do Fundador sobre esta segunda parte da espiritualidade são excelentes. Padre Tubaldo, mais uma vez, faz deles uma boa síntese, quando escreve: “A espiritualidade da ação, a mais indicada para um instituto missionário, harmoniza o paralelo tão discutido entre Marta e Maria. Bernanos, no seu romance Diário de um pároco da roça, refere as palavras que ao pobre pároco da roça dirige um seu coimão: “Quando estiveres absorto em Deus, se um doente te pede uma xícara de caldo, desce do sétimo céu e dá-lhe o que te pede”.(18)
Nos tempos do Fundador, “ouvir e aprender” não era um aspecto importante da espiritualidade. Os missionários eram enviados especialmente para a ação. Contudo, Allamano presta atenção também a estes aspectos. Os seus missionários devem estar com o povo, visitar as pessoas, conhecer a fundo suas crenças e suas tradições culturais. Era um esforço para aprender, não em vista da perfeição, mas para utilidade da evangelização. No entanto, o fato que permanece é que tais crenças e tradições poderiam conter verdades e valores dignos de respeito, uma espécie de “sémina Verbi”. O Capítulo afirma: O Fundador e os primeiros missionários perceberam que o verdadeiro diálogo de salvação é favorecido por uma amigável partilha de vida. [...] As nossas Constituições o confirmam: “Desejamos estar presentes no meio do povo com o qual trabalhamos de um modo simples e fraterno, com contatos pessoais e com a atenção aos seus problemas e necessidades concretas” (Const., 73). Para ficar com o povo devemos ser capazes de dialogar honestamente com a cultura, com os usos e costumes do povo” . (19) E ainda: Evangelizar é descobrir as “sémina Verbi” no contexto onde o Evangelho é anunciado. Hoje, mais que nunca, os missionários reconhecem que Deus fala à humanidade através das religiões e culturas dos outros povos . (20) De fato, o Capítulo afirma insistentemente que os missionários devem reconhecer e acolher a verdade presente no outro, como também tudo o que de bom e santo existe nas religiões não cristãs. [...] Reconehcer no outro uma autêntica procura de Deus, e na sua experiência religiosa, a presença do Espírito de Deus e das “sémina Verbi”. (21)
Para os missionários, a necessidade de ser testemunhas, através de sua vida, da verdade que pregam com a boca, encontra em Allamano um eco de absoluta adesão. Allamano queria que todo o Instituto fosse um testemunho: “Tenho por princípio que o Instituto, mais que de dinheiro, necessita de estima, de boa fama”. (22) Mas quis também que seus missionários fossem santos, laboriosos, gentis, educados, corteses... Em outras palavras, que fossem vigorosas testemunhas da mensagem que eles mesmos anunciam. (23)
De fato, costumava dizer-lhes: “Sim, que os indígenas possam dizer de vós o que os gentios diziam dos primeiros cristãos: como os missionários se amam! E este amor o infundireis nos outros”. (24) Aos seus missionários lembrava ainda que os não cristãos “devem ser trazidos à observância dos mandamentos divinos e à prática da vida cristã. Este é o ponto mais difícil; por isso, não basta pregar, mas necessita-se de milagres... [...] Os vossos milagres serão a vossa paciência, a caridade, o espírito de sacrifício”. (25)
O anúncio, a proclamação, a partilha da Boa-Nova com os não cristãos, através da evangelização, sempre constituiu o cerne da espiritualidade do Bem-aventurado Allamano e do Instituto. O Fundador, porém, não queria que a proclamação da Boa-Nova fosse apenas uma doutrina mastigada, a simples repetição de velhas fórmulas, e sim uma mensagem viçosa, que brota da experiência da evangelização, em íntimo contato com o evangelizado, um reflexo da luz das Escrituras sobre os contextos atuais da tribo, nação, humanidade. O Capítulo nos lembra isso, quando afirma: O missionário considere a Palavra de Deus, os documentos da Igreja, os acontecimentos, as pessoas, as culturas, a natureza, a arte, como um livro que deve ser lido continuamente e sobre o qual deve rezar, também junto com a comunidade cristã, para crescer espiritualmente e fazer uma evangelização viva e contextualizada. (26) Mas o Fundador foi ainda mais explícito acerca deste aspecto da espiritualidade missionária. Numa das cerimônias de envio de missionários, lembra aos que partem: “Nosso Senhor Jesus Cristo, deste altar, dirige a vós, caríssimos filhos, as solenes palavras que um dia dirigiu aos Apóstolos: ‘Ide, evangelizai as nações, batizai-as! Eis que eu estarei convosco todos os dias’”. (27)
Allamano compara a vida missionária com a de São João Batista, e diz: “Vede, pode-se afirmar que São João Batista foi missionário, o primeiro missionário; portanto, nosso modelo. Foi missus a Deo, e para quê? Para anunciar a vinda de Nosso Senhor, para mostrá-lo, para preparar o caminho... São João devia preparar o caminho ao Messias, e vós também”. (28). Falando às missionárias, comentava: “Quando Nosso Senhor veio a este mundo, não veio como trapista, mas como missionário, como apóstolo...” (29) E ainda: “Salvar aquelas almas que ninguém quer salvar, às quais ninguém pensa, eis o apogeu do ministério!” (30)
O Capítulo Geral, cônscio da herança que nos foi legada pelo Fundador a respeito deste aspecto da evangelização, insiste muito sobre a prioridade do trabalho missionário nas nossas comunidades: Cada comunidade privilegie o primeiro anúncio e reveja periodicamente a sua ação, para se manter fiel a esta prioridade e, eventualmente, repensar o seu plano e os métodos de evangelização. Cada comunidade interrogue-se seriamente sobre o espaço que reserva à evangelização direta. (31) Dirigindo-se às circunscrições, o Capítulo pede, além disso, que elas estimulem a formação de comunidades que se dediquem de maneira mais explícita à evangelização e ao estudo dos problemas e métodos relacionados com ela... Reduzam o emprego de missionários dedicados à condução de obras e projetos de desenvolvimento que podem ser acompanhados por outras pessoas, de modo que reservem mais tempo para a evangelização explícita e para a sua preparação. (32)
Sobre o ministério e o estilo de ministério, Allamano mostrou-se um inovador, com seu exemplo, com suas palavras e seu encorajamento. Ele próprio foi um ministro-servidor, sem jamais tirar vantagens de sua posição para fazer carreira, mas trabalhou sempre e exclusivamente visando o bem dos outros. Para Allamano, a dignidade do ministro era superior à dos anjos (33), razão pela qual a adequada preparação dos ministros era de extrema importância, para ele pessoalmente (34), para os sacerdotes diocesanos dos quais era formador, e, naturalmente, para os seus missionários. (35) Allamano deu, além disso, um exemplo tal de colaboração no ministério – exemplo extraordinário para os seus tempos – e que depois de tantos anos ainda serve de inspiração para nós. Ele soube formar o que hoje chamaríamos de “equipe de ministério”, valorizando as pessoas que trabalhavam com ele, especialmente o Cônego Tiago Camisassa, que se tornou seu braço direito em tudo, no qual Allamano depositava plena confiança e ao qual dava pleno apoio. (36)
Este conceito e estilo de ministério penetraram nos primeiros missionários enviados ao Quênia. De fato, no seu primeiro encontro geral, realizado em Murang’a em 1904, eles decidiram que se encontrariam nas sedes de missão todos os dias, para avaliar o trabalho realizado e programar as tarefas do dia seguinte. Tal praxe foi codificada pelo Allamano em sua carta aos missionários (25 de dezembro de 1907), e, portanto, desenvolvida definitivamente no seu "Foglietto nº 70”, (37) tornando-se assim a carta magna para o estilo de ministério dos Missionários da Consolata.
O X Capítulo Geral confirma a importância deste estilo ministerial quando afirma, num texto já citado anteriormente: Para o Fundador, a missão é confiada a uma “comunidade apostólica”, que inclui todos os agentes da pastoral. O seu “projeto missionário” encaminha-se pela estrada mestra da comunhão entre todos os que estão empenhados nas diversas atividades. Daqui a necessidade de discernir juntos a realidade, programar o que se deve fazer e verificar sua atuação. A missão do Instituto qualifica-se, aos olhos do Fundador, pela “unidade de intentos”: expressão operativa do espírito de família. É o fundamento do método missionário por ele querido. [...] Esta comunhão estende-se às Missionárias da Consolata, aos leigos IMC, aos agregados, aos colaboradores, catequistas, mebros mais sensíveis e ativos das comunidades cristãs. (38)
A espiritualidade do ser “enviados” requer abertura ao novo e disponibilidade para efetuar as mudanças físicas, morais e de serviço pastoral. Sem o espírito de itinerância, o desapego pessoal, a disponibilidade perante as várias necessidades da missão e do povo que serve, o missionário não pode considerar-se perfeito. O Fundador sublinhou estes aspectos, embora não tenha usado os termos específicos. Allamano apresenta São Francisco Xavier como modelo de desapego para os seus missionários, a fim de que também eles estejam sempre dispostos a realizar mudanças e assumir novos serviços. Segundo as palavras de Allamano, São Francisco Xavier era totus Dei, totus próximi, totus sui. (39) Os missionários devem praticar o desapego também em relaçãos aos próprios pais e parentes: “Ai de quem vive muito apegado aos parentes e aos bens da família! Expõe-se a não corresponder à vocação e depois a perdê-la. Eliminai sem demora aquela excessiva ternura para com eles, aquela constante preocupação por eles, a vontade de participar exageradamente de suas peripécias, o costume de lhes escrever com muita frequência e de visitá-los”. (40) Lembra-lhes que nas missões “deve haver união de todas as forças e completa submissão àqueles que Deus chamou para guiá-los”. (41) Um missionário que não seja totalmente desapegado e disponível, assemelha-se a um passarinho que, embora esteja preso pela perna por um único fio, contudo permanece preso, e não pode voar”. (42)
O X Capítulo Geral reconheceu que perante um mundo em rápida evolução /.../, não podemos assumir a atitude de quem frustra as interrogações que nos interpelam. Por vezes tornamo-nos indiferentes às mudanças do mundo que nos rodeia e deixamos a outros a tarefa de analisar aquilo que poria em dúvida o valor do que fazemos e provocaria o confronto com o que deveríamos ser. Allamano, ao invés, exorta frequentemente a que nos confrontemos com o nosso “dever ser”. [...] Apesar destas resistências, o Instituto tem a força e a capacidade de enfrentar as problemáticas colocadas pelo mundo de hoje. Esta força e capacidade lhe vêm do carisma, da paixão pela missão, da sua história centenária, da inspiração do Fundador, que mostra como responder concretamente ao chamado de Deus para colaborar no plano de salvação universal. (43)
Tudo isto é positivo, é coisa maravilhosa sentirmo-nos encorajados neste caminho. Entretanto, o Capítulo reconhece também que, às vezes, os missionários respondem com atitudes negativas ao desafio do novo, das mudanças e da mobilidade exigida pela missão: Muitos missionários, com imutável amor à missão, percebem o valor do “novo” e gostariam de conjugá-lo com a tradição, mas não sabem como fazer, e assim oscilam entre uma atitude e outra; alguns recorrem instintivamente à tradição e consideram inoportuno qualquer tipo de adaptação e renovação; outros, ainda, colocam-se entre aqueles que procuram só a novidade e acolhem qualquer mudança, sem se perguntar se corresponde ou não à nossa identidade; não falta nem mesmo quem já não se sente identificado e sofre em silêncio, e quem se afasta, criando uma espécie de isolamento, indiferença ou mediocridade, que pesam negativamente sobre a comunidade. (44)
Esta abertura e disponibilidade “ad extra”, a sair dos limites territoriais e culturais, como também da própria área religiosa, para ir em todas as partes do mundo e anunciar o Evangelho nas linhas avançadas da missão, (45) é certamente parte integrante e constitutiva do nosso carisma.
CONCLUSÃO
O X Capítulo Geral convidou o Instituto e seus membros a desenvolverem uma espiritualidade baseada sobre os dois aspectos da vida religiosa e missionária que tomamos em consideração: “ser chamados” e “ser enviados.” Na tentativa de dar uma resposta a este convite, procurei refletir e meditar sobre o modo de delinear tal espiritualidade. Partindo dos dois pilares sugeridos pelo Capítulo, procurei ver de que forma eles contêm em si a maioria dos elementos já presentes nas espiritualidades cristãs mais comuns; procurei extrair as atitudes e atividades que derivam deles, apresentando-as aos meus coirmãos, para captar reações e receber ulteriores sugestões. Naturalmente, procurei fazer com que tudo fosse desenvolvido à luz da vida missionária, de sorte que a espiritualidade que daqui derivasse fosse apropriada para aos missionários, ou, pelo menos, pudesse ajudá-los a se tornarem pessoas melhores e ministros mais eficientes de interculturalidade.
O artigo, antes de tudo, ofereceu uma descrição geral, mostrando o que é uma espiritualidade e diversas formas de espiritualidade presentes na Igreja. Depois me perguntei: Existe uma espiritualidade própria para missionários? Sim, certamente. Mas aqui se trata de construir uma espiritualidade sobre os dois pilares do “ser chamados” e “ser enviados”.
“Ser chamados” é a dimensão vertical da espiritualidade, e atinge os aspectos que se referem diretamente a Deus, aos outros, à comunidade, à vida religiosa, ao ministério em tempo de recolhimento da terceira idade, ou ao tempo da fase preparatória à vida missionária. Dediquei principalmente um amplo espaço ao tema da contemplação, porque me parece que os missionários necessitam muito dela, para sustentar e alimentar sua relação com “Deus em si mesmo” e com o “Deus dos outros”; e, além disso, para que evitem a sensação do vazio na própria vida e a superficialidade do ministério. Passei depois a apresentar, de maneira mais sóbria, os seguintes pontos: a necessidade que os missionários têm de nutrir-se da Palavra de Deus; a importância de partilhar vida, oração, lugar, sonhos, visões, êxtases e agonias de vida religiosa; deixar que o Espírito Santo nos renove continuamente, se quisermos progredir na santidade e sentirmo-nos capazes de enfrentar as rápidas mudanças que acontecem no mundo que nos cerca.
“Ser enviados” é a dimensão horizontal da espiritualidade, ou seja, de todos os aspectos que influenciam diretamente a vida missionária e as atividades. Os missionários são convidados a descobrir Deus, a partilhar Deus, a anunciar Jesus Cristo como experiência do divino mais querida para os cristãos, a servir a comunidade cristã em suas necessidades, com gestos de disponibilidade, a partir para lugares novos, a entrosar-se com novas populações, a realizar novos serviços.
Esta foi a minha resposta ao convite do Capítulo. Estou pronto e disposto a partilhar esta minha experiência com quem quiser, a discutir com os coirmãos, a falar nos programas de formação permanente, a dialogar com quem estiver interessado no assunto. Espero, com a ajuda de todos, podermos chegar ao próximo Capítulo com o desejo de uma espiritualidade que dê o primado absoluto a Deus em Jesus Cristo, à missão para o Reino, e que nos leve a desempenhar nossas atividades ministeriais com o estilo e o jeito de Jesus.
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NOTAS
1. A 1a. parte deste artigo do Pe. Antônio Bellagamba: A ESPIRITUALIDADE DO “SER CHAMADOS” foi publicada em Documentação IMC, n. 60, em fevereiro de 2002, na edição portuguesa: páginas 28-48. 2. X Capítulo Geral, p.36. 3. Ibid. 4. X Capítulo Geral, p. 42. 5. X Capítulo Geral, p. 26. 6. IGINO TUBALDO, G. Allamano. Il suo tempo, la sua vita, la sua opera, Torino, Ediz. M. Consolata, Vol. I, p. 540. 7. Ibid. 8. IMC, AMIGO, janeiro 2001, p. 15. 9. IGINO TUBALDO, Giuseppe Allamano..., Vol. I, p. 68. 10. X Capítulo Geral, p. 28. 11. IMC, Conferenze, 3 de março de 1920, Vol. III, p. 411. 12. X Capítulo Geral, p. 38. 13. X Capítulo Geral, pp. 57-58. (Cf. também Constituições IMC, n. 74). 14. IGINO TUBALDO, Giuseppe Allamano..., Vol. I, pp. 119-122. 15. Carta do Camisassa a Allamano, 23 de novembro de 1911. 16. IGINO TUBALDO, Giuseppe Allamano..., Vol. III, pp. 601-646. 17. IMC, Conferenze, 6 de janeiro de 1917, Vol. III, p. 13. 18. IMC, AMICO, janeiro de 2001, p. 16. 19. X Capítulo Geral, p. 49. 20. Ibid., p. 36. 21. Ibid., p. 72. 22. IMC, Conferenze, 2 de novembro de 1919, Vol. III, p. 352. 23. IGINO TUBALDO, Giuseppe Allamano..., Vol. III, pp. 545-559. 24. IMC, Conferenze, 8 de dezembro de 1907, Vol. I, p. 231. 25. Ibid., 10 de dezembro de 1906, Vol. I, p. 129. 26. X Capítulo Geral, p. 38. 27. IMC, Conferenze, 24 de janeiro de 1905, Vol. I, p. 83. 28. Ibid., 24 de junho de 1915, Vol. II, p. 323. 29. Ibid., 9 de janeiro de 1921, Vol. III, p. 195. 30. Ibid., 19 de novembro de 1922, Vol. III, p. 661. 31. X Capítulo Geral, p. 38. 32. Ibid., pp. 38-39. 33. IGINO TUBALDO, Giuseppe Allamano..., Vol. I, pp. 493-494. 34. Ibid., Vol. I, pp. 36-123. 35. Ibid., Vol. I, p. 426. 36. Ibid., Vol. I, pp. 336 e 344; Vol. III, pp. 782-791; Vol. IV, pp. 342-537. A respeito do tema da partilha do ministério entre Allamano e Camisassa, cf. Vol. III, pp. 514-516. 642; Vol. IV, pp. 9, 15 e 323. 37. ALBERTO TREVISIOL, Uscirono per dissodare il campo, Roma, Edizioni Missioni Consolata, 1989, pp. 90-92. 38. X Capítulo Geral, pp. 57-58. 39. IMC, Conferenze, 3 de dezembro de 1908, Vol. I, p. 278. 40. Ibid., 18 de janeiro de 1907, Vol. I, p. 142. 41. Carta de José Allamano, 8 de dezembro de 1906. 42. IMC, Conferenze, 13 de agosto de 1916, Vol. II, p. 649. 43. X Capítulo Geral, pp. 16-17. 44. Ibid., p. 17. 45. Ibid., p. 19.
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