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Por Secretariado para a Missão   
03 de April de 2006

A Missão é obra do Espírito... O Espírito é o primeiro agente da evangelização. Quantas vezes ouvimos, dissemos e repetimos isso! Entretanto não basta. Devemos aprofundar sempre mais esta realidade, torná-la viva e operante em nossa vida e ação, “como missionários”. Inclusive por este motivo: estamos celebrando, neste ano, o Centenário da nossa Missão, e o Instituto é oficialmente convidado pela Direção Geral a refletir não só sobre sua história missionária, mas também sobre o seu presente missionário, sobre como podemos, nas situações concretas de hoje, ser “mediadores dos mistérios da salvação”. Bruno Forte nos oferece pistas preciosas, numa de suas conferências proferida durante o Congresso Missionário Mundial, para aprofundar uma Missão que seja realizada na força do Espírito de Cristo.

Outra contribuição profunda e significativa, para refletirmos sobre a nossa Missão, nos é oferecida pelo Pe. Alberto Trevisiol: “Nós somos para os infiéis”, texto da conferência que o autor proferiu no Encontro IMC para as celebrações do Centenário, em junho do ano passado. É muito importante – e quão grande desafio constitui para nós – que todos consigamos crescer naquela maravilhosa aventura humana e missionária, que é o encontro com o outro, o diálogo, o intercâmbio, o dar e receber, o procurar de novo o rosto do Pai numa atitude de fraternidade, de partilha, de vigilante abertura, exatamente para crescermos em profundidade cada vez maior naquilo que somos chamados a ser, no mundo de hoje.

Ao invés, o desafio para aprofundar a nossa espiritualidade missionária nos vem do Pe. Antônio Bellagamba. Somos “chamados” e “enviados”. Como entender isso? Como vivenciar isso em nossa vida cotidiana? Neste artigo, o autor nos apresenta algumas propostas, e pede explicitamente que sejam analisadas, melhoradas e completadas.

Uma apresentação da tese de Doutorado em Teologia Moral, do Pe. Hipoliti Marandu, infelizmente muito resumida, encerra este número de Documentação IMC. É uma investigação profunda e corajosa que mostra como a atual ordem econômica mundial é injusta, e quais são as consequências de tal injustiça sofridas pelo povo moçambicano. Parece-nos ser um exemplo de análise e investigação assaz útil para os missionários que vivem e trabalham nos países do Sul do mundo.
Todos somos convidados a ler e... a meditar!

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