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Por Secretariado para a Missão   
03 de April de 2006

A reflexão sobre o grande tema da Missão não terminará nunca... É um tema que continua a despertar admiração, a atrair e a suscitar o debate, tanto entre os especialistas da matéria  como entre os missionários que estão no campo de trabalho. E não pode ser diferente, sobretudo para nós, que, graças a uma vocação específica recebida, consagramos inteiramente nossa vida à Missão. Não podemos subtrair-nos ao dever de repensar a Missão, porque dirigida ao nosso tempo e ao nosso mundo concreto, a contextos que mudam continuamente e continuamente nos desafiam; e nós sentimos a necessidade de alicerçar o nosso “fazer missão” sobre visões amplas e sólidas, que dêem sentido e orientação à nossa vida.

 

No número de Documentação IMC  que está em suas mãos, oferecemos-lhe a reflexão de um teólogo bem conhecido, Bruno Forte, que gentilmente nos autorizou a publicar um trabalho apresentado por ele no Convênio organizado pela Pontifícia Universidade Urbaniana, por ocasião do 10º aniversário da Encíclica Redemptoris Missio. Sem dúvida, as palavras de Bruno Forte constituem – para nós missionários – uma mina muito rica a ser explorada e sobre cujos conteúdos poderemos refletir longamente, para confrontar-nos, e também para fazer um exame de consciência acerca do nosso modo de ser missionários.

 

Nós, Missionários da Consolata, temos agora mais um motivo para refletir sobre a Missão: o nosso Centenário de Fundação. Considerando o passado da nossa história centenária, com suas luzes e sombras, não podemos deixar de procurar a alma e o coração desta história... Que força susteve o Fundador e o Instituto durante estes cem anos?  O que foi que os fez vibrar, que catalisou todo o esforço, todo sentimento, toda a energia? Como soube o Instituto adaptar-se aos contextos que mudavam no tempo e no espaço?... E que ensinamentos podemos haurir de todas estas coisas para o “hoje” e o “amanhã” da nossa Missão? Padre Alberto Trevisiol, com a releitura da nossa história, feita por ocasião das celebrações do Centenário IMC em Turim, ajuda-nos a descobrir a razão de tudo isso.

 

Enfim, o missionário concreto, que vive e faz missão num contexto concreto, é natural que se interrogue sobre os desafios que o ambiente lhe apresenta. Pode ser o desafio da pastoral entre os índios da América, ou o desafio do diálogo inter-religioso com o Budismo na Coréia. Dois Missionários da Consolata – Pe. Gaetano Mazzoleni e Pe. Antônio Domenech del Rio – estudaram e fizeram algum aprofundamento sobre tais desafios, e compartilham seu trabalho conosco.

Não deixa de ser um bom exemplo de partilha, e convidamos outros missionários a seguilo...

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