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| ORIENTAÇÕES PARA A MISSÃO |
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| Por Consolata.org | |
| 28 de March de 2006 | |
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1. SANTIDADE DE VIDA 53. Esclarecimento da orientação Em reafirmação da intuição do Fundador “antes de mais, santos, depois, missionários”, o Capítulo renova com toda a convicção a opção pela santidade de vida de cada missionário e das próprias comunidades. Ela manifesta-se no reconhecimento de ser consagrado ad gentes, ad vitam, ad extra e ad pauperes para a missão e na unidade da espiritualidade com a acção apostólica, formando assim um missionário unificado, autêntico, dispensador dos mistérios da salvação. A comunidade é o ambiente vital da sua existência: nela vive, reza e trabalha, dialoga e faz as suas buscas; por ela é sustentado, criando vínculos de fraternidade. É grande ajuda viver a espiritualidade trinitária, pascal e do Reino de Deus. A caminho, tal como os discípulos de Emaús; em auscultação tal como Maria, em comunhão com as Igrejas locais; em missão tal como Paulo, o missionário vive com entusiasmo a evangelização e a promoção humana para a consolação do mundo. Na perspectiva da fé, ele interpreta a história à luz do mistério pascal: sabe com toda a certeza que o mundo pertence a Deus e que cada ser humano, mesmo o mais longínquo, está bem perto do coração do Senhor Ressuscitado, que deu a vida por todos. 54. Aspectos motivadores da orientação Para contribuir à colocação de Cristo no centro da nossa vida, combater as nossas fraquezas (activismo, individualismo) e enfrentar as ideologias contrárias ao Evangelho (relativismo, consumismo, exploração dos pobres), nós queremos: 1. recuperar o valor da gratuidade, da humildade e do martírio; 2. viver em conjunto, em comunidades interculturais, a profecia de uma vida nova, para criar fraternidade entre nós e os povos. 55. Propostas operativas 1. O Capítulo Geral, dando atenção ao convite da Novo millenio ineunte, dirige um apelo ao Instituto, que já atravessou a soleira do segundo século de vida, no sentido de que se estudem com atenção e se aprofundem, durante o próximo biénio, os itens que tornam possível a concretização da santidade: a) com iniciativas regionais de aprofundamento da nossa espiritualidade, b) com materiais de apoio adequados e emanados da Direcção Geral para o Instituto, c) com a valorização das iniciativas de formação contínua. 2. O Instituto programará, durante o próximo período de seis anos, seminários ou encontros prolongados que levem os missionários a interpretar, à luz do mistério pascal, a história pessoal, comunitária e social, e infundir um novo optimismo, entusiasmo, confiança e alegria pela própria vocação e pelo apostolado. 3. Cada circunscrição escolherá uma comunidade ou centro adequados ao acolhimento dos confrades para tempos de oração, de direcção espiritual, de estudo e de aprofundamento da nossa espiritualidade nas suas várias dimensões e no seu dinamismo de vida. Onde possível, esse centro será o ponto de referência para a produção de materiais de apoio. 4. O Superior local, no seu serviço de animador e guia, ajudará a comunidade e cada missionário a serem fiéis aos compromissos assumidos no projecto comunitário e haverá de favorecer, de tempos a tempos, ocasiões de reflexão pessoal e de intercâmbio, sem omitir a comunicação da sua experiência de Deus. 5. Valorizar nas nossas comunidades: a) a adoração eucarística, b) o confronto com a palavra de Deus por meio da lectio divina ou de outras formas e métodos locais, c) a direcção espiritual, d) a prática do perdão e da promoção fraterna, e) a revisão de vida, f) os meios úteis ao favorecimento da espiritualidade da comunhão g) a celebração dos aniversários, conforme a tradição do Instituto, bem como outras ocasiões festivas. 6. Cada missionário formulará um projecto pessoal de vida, qual instrumento precioso para descobrir a vontade de Deus, para crescer em todas as suas dimensões (humana, intelectual, profissional, espiritual e comunitária) e infundir dinamismo na vida apostólica. E procurará apoio e encorajamento no Superior de circunscrição e no director espiritual para poder cumprir esta tarefa. 2. COMUNIDADE MULTICULTURAL 56. Esclarecimento da orientação O Instituto, tendo nascido na Itália, tornou-se cada vez mais internacional. A internacionalidade é um enriquecimento, um elemento positivo para o desenvolvimento das nossas comunidades. A sua interculturalidade remete para o mundo actual, tão marcado pela diversidade e pela fragmentação, tornando-se assim um sinal profético sempre que, à luz do Evangelho, se viva a unidade na diversidade. A vida das nossas comunidades fica reforçada pela partilha do mesmo carisma, que nos foi transmitido por José Allamano. Em anos anteriores, o Instituto foi enfatizando a necessidade de inculturar o carisma e as suas expressões nas diversas culturas. Todo o missionário incarnará o carisma na sua cultura e na sua história. Nota-se hoje a necessidade de ultrapassar a internacionalidade para enfrentar os desafios da interculturalidade. Ora isto exige, antes de mais, que se reconheça e se acolha o pluralismo cultural e o esforço contínuo por compreender o próximo. Entra-se assim numa dinâmica de dar e receber - partilha essa que faz desenvolver o diálogo, na confiança mútua e no reconhecimento das nossas diferenças. 57. Aspectos motivadores da orientação A composição multicultural das comunidades revela uns aspectos positivos e outros problemáticos: 1. viver em comunidade suscita admiração no meio do povo; 2. temos comunidades internacionais abertas e acolhedoras, com missionários que aprendem a conhecer-se a si mesmos e aos outros; 3. suscitamos novas formas de viver a missão em unidade de intentos, embora na diversidade; 4. a vida comunitária ajuda a relativizar a nossa própria cultura e a sentir necessidade de contínuo e recíproco enriquecimento; 5. a partilha dos bens reforça a comunhão; 6. por outro lado subsistem ainda concepções opostas sobre a pobreza, a autoridade, a família; 7. a concentração de responsabilidades numa mesma pessoa; 8. a diversidade, por vezes discriminatória, na maneira de receber hóspedes em nossa casa; 9. a falta de compreensão dos aspectos culturais referentes aos laços familiares; 10. a proveniência geográfica ou social cria disparidades nas ajudas que se recebem; 11. a incapacidade de percepcionar os aspectos negativos da nossa própria cultura; 12. o pretexto da cultura tende a mascarar preconceitos, complexos e problemas pessoais; 13. viver numa cultura diferente mas com o estilo, a língua e a gastronomia…da nossa. 58. Propostas operativas 1. Dar início a um processo de educação para a interculturalidade logo desde a formação básica. Se possível, preveja-se um biénio de aprofundamento sobre a interculturalidade (o seu significado, etapas concretas, a dinâmica da interacção…). 2. Serão retomados os encontros de reflexão sobre inculturação, formando em cada continente missionários especializados no carisma, na história e na espiritualidade do Instituto. 3. Far-se-á com que as nossas comunidades vivam a interculturalidade. 4. Os missionários deverão identificar-se criticamente com a sua própria cultura; aprendam a apreciar e a respeitar a alteridade cultural; integrem-se na cultura da população que os recebeu, aceitando com discernimento as várias expressões culturais. 5. No Instituto, para além de se aprender a língua local e a língua italiana, saiba-se inglês. 3. OS IRMÃOS 59. Esclarecimento da orientação A fisionomia dos Missionários da Consolata, tal como a configurou o Fundador, é de “sacerdotes” e “leigos” consagrados para a missão ad gentes, que vivem em espírito de família. 1. O Irmão configura a sua vida com o exemplo de Jesus: considerado filho de José, o carpinteiro, passou a anunciar o Reino, curando os enfermos, com gestos de misericórdia e de consolação. 2. Vivendo segundo o exemplo de Maria, que rezava, meditava e guardava tudo no seu coração. Tal como Ela, o Irmão disponibiliza-se para servir. 3. “Os Irmãos são indispensáveis nas missões…Tanto mais que, trabalhando sempre em contacto com os indígenas, se lhes torna mais fácil fazer brilhar perante os seus olhos a beleza e a santidade da nossa religião: é fazê-la brilhar na piedade, na caridade e na prática de todas as virtudes cristãs” (VE 51). 4. Dedica-se a anunciar Cristo através do testemunho de vida, participando nas actividades pastorais. 5. Cumpre o seu serviço como apóstolo entre os mais necessitados, levando-lhes a consolação. 6. O Fundador colocou em evidência a vocação dos Irmãos em função da promoção humana, como componente necessária do nosso método missionário. 7. José Allamano explicava aos Irmãos a beleza e a importância de viverem com os seus confrades sacerdotes de modo a ajudá-los não só nas actividades laborais como também no apoio moral, na amizade e no encorajamento. 60. Aspectos motivadores da orientação 1. A laicidade do Irmão, consagrada a Deus mediante a profissão religiosa, favorece e marca o seu testemunho, tornando eficaz o seu serviço missionário. 2. A presença do Irmão exalta a complementaridade da prestação de serviço à missão. Assim se torna clara a igualdade de dignidade entre Irmãos e Sacerdotes, que partilham do mesmo carisma e da mesma consagração à missão. 3. Através do seu exemplo de laboriosidade, o Irmão mostra que o trabalho tem sempre Deus como referência. 4. O decréscimo no número de Irmãos e a sua elevada idade mediana não nos permitem tê-los em todas as comunidades de AMV. 61. Propostas operativas 1. No âmbito da Direcção Geral e dos seus secretariados, haverá uma pessoa de referência, seja ela Irmão ou Sacerdote, que se interesse por esta vocação, proponha percursos de aprofundamento e de formação específica, oriente e encoraje a AMV, com uma apresentação adequada do Irmão, consagrado para a missão no Instituto. 2. Na AMV, proponha-se o Irmão como figura relevante para a missão, possivelmente mediante a sua presença. 3. Promover-se-ão tempos específicos de formação contínua para os Irmãos, sobre a sua identidade de leigos consagrados. 4. Fica reafirmado o projecto de formação apresentado no XCG. Se por acaso ela não permitir, antes do Noviciado, uma educação religiosa adequada, que se cumpra mediante um ano específico antes do Noviciado. 4. COMUNHÃO E COLABORAÇÃO COM AS MISSIONÁRIAS DA CONSOLATA 62. Declaração comum de intentos (IMC – MC) Nós, capitulares missionários e missionárias da Consolata, em nome dos nossos respectivos Institutos, desejamos renovar o nosso compromisso de responder com determinação à vontade expressa repetidamente pelo nosso Pai Fundador que fôssemos “uma família” e trabalhássemos na missão em unidade de intentos. Com a consciência da herança carismática comum que nos une na nossa consagração a Deus em prol da missão, sentimos a necessidade de “purificar a memória”, no contexto dos nossos Capítulos Gerais, caso tenha havido nos nossos Institutos morosidade e pouco empenho em seguir esta vontade expressa que o Beato José Allamano nos deixou. Conscientes também de que nos não deverão servir de travão as óbvias diferenças entre os nossos dois Institutos internacionais e o seu respectivo carácter feminino e masculino, estamos firmemente convencidos de que as diversidades e os recíprocos valores podem e devem ser aceites e entesourados por todos, missionárias e missionários, para tornar o nosso serviço ad gentes mais rico e mais completo. Por isso, queremos comprometer-nos hoje e no futuro a caminhar num clima de respeito mútuo, confiança recíproca e acolhimento, na certeza de que somente cultivando relacionamentos baseados na reciprocidade, na comunhão e na colaboração, poderemos considerar-nos verdadeiros filhos e filhas de José Allamano. Queremos confirmar o nosso compromisso por trabalhar com esse espírito e até empreender projectos missionários em conjunto. Acreditamos, desta forma, que a nossa própria vida, tal como todas as áreas do nosso trabalho sairão altamente beneficiadas. 63. Motivação Nos Capítulos Gerais mais recentes dos missionários e das missionárias da Consolata nasceu uma consciência renovada de se fazer uma caminhada conjunta, tal como queria o Fundador. O esforço realizado pelas nossas Direcções Gerais e de Circunscrição tem reforçado esta tendência No percurso feito, há a constatar alguns elementos que o favoreceram: 1. Ambas as Direcções Gerais realizaram várias actividades em conjunto: um acto penitencial por ocasião do Jubileu, reuniões regulares e novas fundações conjuntas, troca de informação sobre programas, visitas conjuntas a algumas comunidades, eventos comemorativos, festas de família e, por fim, a realização concomitante dos dois Capítulos na mesma cidade. 2. Nos continentes realizaram-se encontros e actividades de AMV, JPIC, pastoral indígena e cursos de formação contínua para missionárias e missionários jovens. 3. Nas Circunscrições algumas comissões fizeram programação e realizaram trabalho em conjunto; fizeram-se fundações em comum; numa ou noutra circunscrição os dois Superiores visitaram juntos as comunidades; e os formadores, formadoras e formandos tiveram reuniões em conjunto. 4. Nas comunidades locais houve colaboração em algumas actividades: na pastoral paroquial, nos hospitais, em projectos de desenvolvimento, na formação contínua. O percurso que se fez também identificou aspectos ainda susceptíveis de melhoramento: 5. colaboração vivida em modos diferentes e percurso de comunhão ainda não assumido por todos; 6. interpretação do carisma não aprofundada nem enfrentada em conjunto; 7. falta de reflexão em comum sobre temas como: a inculturação, os critérios de inserção no apostolado e resistência à programação, actuação e avaliação em equipa; 8. projectos diferentes em relação aos leigos missionários da Consolata; 9. casos de imaturidade humana nas relações mútuas. 64. Propostas operativas A serviço da missão ad gentes, temos de nos formar para uma nova mentalidade, com atitudes de colaboração, auscultação, confiança e respeito mútuo. Ao nível humano e cultural 1. Continuar o percurso de conversão e de sensibilização, principalmente no que respeita às relações mútuas a nível humano, aceitando as riquezas de outrem e aprofundando a interculturalidade. 2. Procurar ocasiões conjuntas de reflexão e programação das actividades na formação básica e contínua. Ao nível carismático 3. Continuar o percurso de reinterpretação e reflexão sobre o Fundador, a nível geral e de circunscrição, actualizando a sua figura e a sua doutrina, mediante reflexões e estudos que nos inspirem na missão e na vida consagrada. 4. Na formação básica, buscar em conjunto percursos formativos sobre o carisma e sobre a espiritualidade, que ajudem os jovens a assumir um estilo de vida fraterna e de comunhão de intentos. Devem esmerar-se os encontros entre jovens em formação, as celebrações e acontecimentos de família, os cursos de formação contínua para missionários e missionárias jovens (10 anos de ordenação ou de profissão perpétua). 5. Ambas as Direcções Gerais promoverão um confronto sobre as experiências em curso com os LMC. Na pastoral 6. Deverá continuar a consulta recíproca que já foi empreendida pelas Direcções Gerais na área das novas fundações, tanto a nível geral como a nível continental. 7. Onde for possível, as Conferências de circunscrição deverão ser realizadas no mesmo período, para dar oportunidade ao intercâmbio, na continuidade do percurso que se iniciou com os respectivos Capítulos de 2005. 8. Promover e aprofundar a reflexão e o trabalho em equipa, com base no modelo Igreja-Família-Comunhão, Igreja ministerial, cumprindo um projecto pastoral bem definido, que seja avaliado de modo regular. 9. No próximo período de seis anos, pelo menos nas circunscrições, propor uma opção relevante (projecto, campanha…), a concretizar em conjunto, com a presença sólida de missionários e missionárias. 5. LEIGOS MISSIONÁRIOS DA CONSOLATA 65. Esclarecimento da orientação Todo o baptizado é chamado à santidade de vida, à evangelização e à construção do Reino de Deus. O Concílio Vaticano II voltou a propor vigorosamente estas realidades, especialmente nos documentos Ad gentes 36, Apostolicam actuositatem 3, Lumen Gentium 33. Também houve um sínodo sobre os leigos, de que surgiu a exortação apostólica Christifideles laici. À luz destes e outros documentos, o movimento leigo missionário reforçou o seu percurso na Igreja com vitalidade e esperança. O Instituto orgulha-se de tal tradição constante da presença dos leigos nas suas obras, comunidades e missões, bem como da colaboração de outras pessoas. O X Capítulo Geral reconheceu o desejo dos leigos em terem maior participação no carisma e espiritualidade do Instituto, tendo explicitado esta forma de adesão: “Por leigo IMC o Capítulo entende uma pessoa que, motivada pelo desejo de responder ao chamamento de Cristo, faz da Missão uma escolha de vida, participa por alguns anos no projecto de Missão do Instituto, no seu país ou no estrangeiro, inspirando-se na sua espiritualidade” (XCG 60). E pediu à Direcção Geral que se desse início a uma consulta para a redacção “do estatuto dos leigos” (ibidem). O esclarecimento e o reforço dos LMC torna-se uma ocasião providencial para a missão. 66. Aspectos motivadores da orientação 1. Os LMC são sinal da vitalidade e fecundidade do carisma do Fundador. 4. A comunidade dos LMC espera do Instituto o reconhecimento e o acompanhamento da sua experiência. 5. Alguns missionários ainda revelam hesitação e perplexidade; outros não possuem um conhecimento verdadeiro desta vocação. 67. Propostas operativas 1. Com base nas experiências feitas, a Direcção Geral avaliará o estatuto que já se encontra publicado, esclarecendo os pontos menos claros ou controversos, tais como os da autonomia, critérios de aceitação e forma de integração na comunidade LMC. 2. Far-se-á um confronto de ambas as Direcções Gerais IMC, MC em conjunto com os LMC sobre os respectivos percursos e decisões em torno desta matéria. 3. O Secretariado Geral para a Missão prosseguirá o diálogo iniciado com os LMC, ajudando a Direcção Geral a definir melhor o estatuto ou outro instrumento jurídico, levando em conta as observações feitas por eles durante o encontro de Turim (2004). 4. Nas circunscrições onde ainda não houver comunidades de LMC, haverá de se favorecer a sua constituição. 5. Cabe a cada circunscrição decidir sobre a oportunidade de haver comunidades mistas de missionários e LMCs, uma vez salvaguardadas as exigências da comunidade religiosa. 6. Continuar-se-á com a formação dos LMCs incluindo a sua colaboração directa, bem como o seu envio para a missão. 7. Os missionários serão informados sobre os LMC para que saibam apreciar esta vocação e se disponibilizem a viver e a trabalhar em conjunto nas várias actividades do Instituto. 8. As nossas publicações darão informação sobre os LMC, suas actividades e especiais efemérides que tenha a ver com as suas comunidades, ou mesmo sobre indivíduos. 6. COMUNHÃO E COLABORAÇÃO COM OUTREM 68. Esclarecimento da orientação A missão é comunhão (AG 1): ela nasce do Deus Trinitário, que quer reunir toda a humanidade na sua vida. A missão exige uma espiritualidade de comunhão, que deve entrar no espírito do missionário; e deve-se reconduzir à sua fonte, vivendo-se como acção coral. As nossas comunidades são chamadas a tornar-se “casas e escolas de comunhão” (NMI 43), de colaboração e de missão: 1. entre nós mesmos, 2. com aqueles que partilham do nosso carisma: as missionárias e os leigos missionários da Consolata, 3. com os outros Institutos missionários e religiosos, especialmente com as Congregações fundadas pelos nossos missionários, 4. com os benfeitores e colaboradores, os amigos e os voluntários, as associações e organizações, mesmo de inspiração “laica” que estejam envolvidos na solidariedade, na ecologia, na justiça, na paz e nos novos estilos de vida coerentes com os ideais da missão, 5. com todas as forças da Igreja local, 6. com as outras confissões religiosas. Nesta caminhada de comunhão e colaboração a favor da missão, é necessário que a nossa especificidade de missionários ad gentes transpareça e oriente toda a nossa acção. 69. Aspectos motivadores da orientação A missão de hoje conta com nova gente, que também é chamada a trabalhar em comunhão e em colaboração. Os problemas que se levantam no horizonte da missão envolvem todo o mundo e exigem respostas globais, com a participação activa e solidária de todos. Viver a missão na comunhão e na colaboração dá-nos o ensejo de superar o individualismo e o protagonismo proveniente duma concepção já ultrapassada do papel dos institutos missionários, levando a que não nos sintamos donos mas sim humildes servos da Igreja e da missão. 70. Propostas operativas 1. Nos programas de formação contínua ter-se-á presente a possibilidade de cursos, encontros, materiais de apoio – organizados tanto a nível geral como de circunscrição – para que se opere uma mudança de mentalidade e o missionário tenha sempre cada vez mais capacidade para trabalhar em comunhão. 2. Os encontros continentais dos Superiores de circunscrição com a Direcção Geral programarão a preparação de pessoal especializado e o recurso a peritos para as seguintes áreas: globalização, problemáticas continentais, metodologia pastoral, transformações culturais. 3. Os missionários aprenderão a trabalhar em cadeia dentro e fora do IMC. Haverá de prever-se a possibilidade de fazer intercâmbio de ajudas para alguns serviços especializados e programá-los a nível continental. 4. Cada missionário terá que se sentir obrigado a participar nos encontros promovidos pela Igreja local, aprendendo a procurar e a criar colaboração com os grupos inter-congregacionais e ecuménicos nos campos da pastoral, da AMV, da espiritualidade e da JPIC. 7. ANIMAÇÃO MISSIONÁRIA E VOCACIONAL 71. Esclarecimento da orientação “Perante a sentida necessidade de clarificar a relação da animação missionária e vocacional com as outras actividades do Instituto, o Capítulo reafirma que ela é parte integrante do nosso ad gentes (cfr. Const 17) e coloca-se entre as escolhas prioritárias do próprio Capítulo, no âmbito dos “serviços qualificados” ao Instituto e à Igreja”. (XCG 86). O amor e a paixão pela evangelização dos povos que o missionário da Consolata traz no coração impele-o para a AMV. Inspira-o e motiva-o o exemplo do Beato José Allamano, que abriu a sua Igreja local a horizontes mundiais e às necessidades da missão ad gentes, suscitando cooperação e vocações para a evangelização dos povos. No chamamento de cada baptizado a ser evangelizador, a vocação missionária ad gentes continua a ser a opção que propomos com toda a radicalidade do Evangelho. Quando é vivida em comunidade, dá testemunho daquilo que queremos ser na Igreja e no mundo. 72. Aspectos motivadores da orientação De um modo geral: 1. A AMV é um serviço especializado à missão e às Igrejas – que hoje a desejam – para inspirar às comunidades cristãs um impulso missionário maior. Por outro lado, devido às suas necessidades, elas tendem a virar-se para dentro, fechando-se assim à urgência da evangelização universal. 2. Os encontros continentais de AMV com as Missionárias da Consolata têm-se revelado como uma oportunidade importante de formação e têm ajudado a unir as forças, partilhar experiências, focalizar critérios, conteúdos, estratégias e projectos partilhados no campo da formação missionária dos jovens e do seu acompanhamento vocacional. 3. A redacção dos Directórios Regionais de AMV e da formação básica permite uma maior clareza nos conteúdos e critérios do acompanhamento vocacional e favorece a unidade de intentos. 4. A AMV fica frequentemente delegada a missionários individualmente, omitindo o envolvimento e a responsabilização dos confrades e das comunidades locais. Por vezes falta um trabalho de conjunto, a coordenação e a unidade de intentos entre os animadores. Sente-se a necessidade de dar garra à nossa AMV, maior espírito profético e maior comunhão na realização das actividades. 5. O número de missionários preparados para acompanhar os jovens no discernimento vocacional é fraco. Nos continentes: 6. Na África e na América Latina, há muitos jovens que seriam os primeiros destinatários da AMV. Na Europa e na América do Norte, o número é menor e torna-se mais difícil convocá-los. 7. Nas mesmas áreas geográficas, as nossas numerosas fundações e actividades paroquiais oferecem grandes oportunidades para animar as Igrejas locais à missão ad gentes e propor aos jovens a vocação missionária. 8. Na África, foi programada e teve início a constituição de alguns centros de animação missionária (CAM) e aumentaram as nossas revistas missionárias, mas também é preciso aumentar o pessoal que se dedica à AMV. Também se sente a necessidade de envolver mais as conferências episcopais em iniciativas de formação na missão. 9. Em algumas circunscrições da América Latina, procuraram-se outras maneiras de fazer AMV. Mas o número de missionários a tempo inteiro é fraco; os programas têm revelado pouca qualidade operacional; e a colaboração com os centros ou grupos diocesanos e nacionais de AMV tem sido difícil. 10. Na Europa, são vários os serviços prestados ao Instituto, mas tem sido reduzido o pessoal disponível para a AMV. 11. Na América do Norte, em virtude do aumento dos imigrantes provenientes de diversos países, aumentou a consciência da multiculturalidade. Para que haja uma AMV eficaz, é preciso levar em conta este fenómeno, adoptando métodos que sejam adequados à variedade das culturas. 12. Na Europa sente-se a urgência de oferecer à comunidade humana e eclesial um contributo enquanto missionários ad gentes. Foram elaboradas estratégias, programas e iniciativas comuns no âmbito continental. Pode-se contar com a colaboração dos LMC. A sensibilização para as situações mundiais e para as necessidades dos povos, das Igrejas e da missão reacende a colaboração de várias maneiras, inclusive económicas. 13. Na Coreia, a nossa presença AMV está a tornar-se um ponto de referência e inspiração para a Igreja local. 73. Propostas operativas 1. Em cada continente proceder-se-á à formulação e concretização dum projecto de AMV, indicando claramente as estratégias, os critérios, os instrumentos e os objectivos referentes aos vários sectores (jovens, vocações, meios de comunicação social e colaboração). 2. Fazer referência aos programas das Igrejas locais e, se não os houver, promovê-los com as intervenções possíveis. 3. Prosseguir com os encontros continentais de AMV em conjunto com as Missionárias da Consolata, garantindo a continuidade dos animadores e dando a saber aos confrades o que tiver transpirado. 4. Nas circunscrições do continente americano, os programas de AMV serão formulados de acordo com as orientações CAM/COMLA. 5. Estabelecer comunidades específicas de AMV, envolvendo as paróquias, as comunidades formativas e os LMC. Instituir CAMs não apenas para actividades mas também para a produção de materiais de apoio e reflexões referentes à AMV e à espiritualidade missionária. 6. Tirar partido de situações mundiais, emergências, dificuldades específicas (SIDA, imigrantes, meninos-soldados, violação de direitos…) para suscitar a cooperação e a consciência missionária. 7. Atribuir mais pessoal, por parte das circunscrições ou da Direcção Geral, e especializá-lo para as actividades de AMV, tendo presentes as situações e necessidades específicas de cada continente. Providenciar para que haja animadores preparados para a promoção vocacional. O acompanhamento e o discernimento vocacional serão executados em colaboração com os formadores da circunscrição. 8. Suscitar a cooperação missionária das comunidades cristãs, grupos e associações sensíveis às temáticas pertinentes à missão. 9. Acompanhar e envolver na AMV pessoas que tenham colaborado em projectos missionários ou que tenham feito uma experiência, ainda que breve, da missão. Um campo privilegiado da animação é hoje o ambiente escolar, em todos os anos do currículo. 10. Aprender a “contar” a missão, sobretudo quando o missionário regressa à sua terra natal, conforme a diversidade dos ambientes, apresentando, juntamente com a vivência e os projectos realizados, a sua própria experiência de Deus, de vida espiritual e de partilha. 8. JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO 74. Esclarecimento da orientação “Através da mensagem evangélica, a Igreja oferece uma energia libertadora e defensora de desenvolvimento precisamente porque leva à conversão do espírito e da mentalidade, faz com que cada um reconheça a dignidade de cada pessoa, dispõe para a solidariedade, para o compromisso, para o serviço dos irmãos, integra o homem no projecto de Deus, que é a construção do reino da paz e da justiça já a partir desta vida” (RM 59). A justiça, a paz e a integridade da criação (JPIC) são dimensões evangélicas do nosso carisma de consolação e promovem o respeito e a defesa dos direitos humanos e civis, a reconciliação e a salvaguarda da criação. Os missionários são chamados a agir através da formação das consciências, da reconstrução social e cultural dos povos, e da promoção da tolerância e da eticidade dos relacionamentos. 75. Aspectos motivadores da orientação 1. Através do empenho no campo social, nós exercemos uma dimensão importante da profecia da Igreja, que envolve renúncia, promoção da justiça e da paz. 2. Tem havido uma maior tomada de consciência pela opinião pública mundial, das religiões e das várias organizações, sobre a necessidade da JPIC e sobre a interdependência dos povos no campo dos direitos humanos, dos povos, da terra e da criação. 3. A Igreja, os sínodos continentais, as conferências episcopais e a reflexão teológica têm dado importância à JPIC, 4. O nosso empenho na elevação do ambiente e a nossa proximidade com povos cujos direitos foram ofendidos; 5. Há dificuldades em integrar este tema com outros aspectos da vida; 6. A economia mundial e o mercado globalizado orientado para o lucro e manipulado pelas multinacionais têm criado um enorme desequilíbrio entre países industrializados e países em vias de desenvolvimento, e ainda por cima oprimidos pela dívida externa; 7. Assiste-se ao consumo desenfreado dos recursos naturais, à poluição causada pelas indústrias, à procura do bem-estar sem respeito pela salvaguarda da criação; 8. O tráfico de seres e órgãos humanos, as várias formas de escravidão e o tráfico de drogas criam instabilidade e incerteza na sociedade; 9. A corrupção e ineficiência dos governos, bem como a violência institucionalizada agravam a situação dos cidadãos; 10. As guerras e o terrorismo, alimentados pelo tráfico de armas leves, criam massas de refugiados e ódios que ameaçam a convivência pacífica da família humana. 11. Há elementos culturais em contraste com os direitos fundamentais das pessoas. 76. Propostas operativas 1. Os continentes e as circunscrições farão uma programação específica para envolver os missionários nas actividades de JPIC e colaborar com as das Igrejas locais. 2. Todas as circunscrições devem conhecer e, se necessário, devem adoptar o projecto ESPERE (Escuelas de Perdón y Reconcliación) ou outros projectos locais para a reconciliação entre grupos e povos. 3. Os missionários da África e da Europa darão importância e empenhar-se-ão em colaborar na troca de informações com a antena AEFJN (Africa/Europe Faith and Justice Network) e promoverão as campanhas que ela propõe. 4. As circunscrições da Europa e da América do Norte prestarão atenção também às situações internas de injustiça e às iniciativas que lhes dizem respeito. 5. Ao escolher novos campos missionários e ao estudar a reestruturação interna, as circunscrições terão como critério optar por situações ou grupos humanos onde os valores da JPIC são mais violados. 6. As nossas comunidades eduquem-se para: o consumo crítico, a realização da recolha diferenciada e a reciclagem do lixo, a adoptar formas alternativas de energia menos poluentes e, progressivamente, ao software gratuito. 7. As nossas comunidades apoiarão as iniciativas de JPIC promovidas pelo Instituto e colaborarão com outras entidades civis e religiosas que trabalham neste sector como os social fórum mundiais e continentais. 8. Os missionários preocupar-se-ão com a formação das comunidades cristãs para os valores evangélicos e para o envolvimento nos temas da JPIC, com especial atenção aos seus líderes. 9. A AMV, a formação básica e a formação contínua considerarão como parte integrante da evangelização os aspectos referentes à JPIC. 10. As nossas revistas, publicações e páginas da Web farão espaço para temas e situações de JPIC, apoiando as campanhas propostas nesta área. 9. DIÁLOGO INTERRELIGIOSO 77. Esclarecimento da orientação O diálogo interreligioso é a atitude fundamental do missionário que queira entrar em relacionamento com os povos, as grandes religiões, tanto com as tradicionais como com outras expressões religiosas do mundo moderno, sem jamais renunciar ao anúncio explícito. O DI permite além disso aprofundar com todos os povos o sentido da vida e do transcendente no âmbito da teologia das religiões. Esse diálogo, concretizado aos vários níveis (da vida das obras, dos especialistas, da sapiência espiritual) torna-nos solidários com a humanidade que anda à busca da verdade e da qualidade de vida, e convida-nos a ultrapassar atitudes exclusivistas na concepção de salvação. O DI integra a nossa metodologia missionária e, ao mesmo tempo, confirma a prioridade assumida nas nossas fundações mais recentes. E terá que ter lugar em todas as nossas circunscrições. O DI contribui para a superação de atitudes de guerra entre as religiões e os fundamentalismos. 78. Aspectos motivadores da orientação No Instituto vai-se descobrindo cada vez mais a importância do DI, embora ainda tenha de se aprofundar e desenvolver em todas as circunscrições e não apenas nas novas fundações. 1. Já existem em diversas circunscrições centros especializados e experiências de DI com as grandes religiões e com as religiões tradicionais. 2. Aumentou a consciência entre os missionários de que, mediante o DI, se desenvolve uma colaboração mais íntima entre as religiões no enfrentar de problemas que afligem a humanidade e na procura duma ética mundial 3. Permanece ainda a dificuldade em acreditar a sério nos elementos de verdade e bondade que existem nas outras religiões. 4. A paz do mundo depende também do respeito e do entendimento entre as religiões. 79. Propostas operativas 1. Nas nossas assembleias de programação continental elaborar-se-á um projecto claro de DI que será cumprido nas várias circunscrições. 2. Organizar ou reforçar grupos de DI nas circunscrições onde o fenómeno migratório é forte. 3. Na formação básica e na formação contínua, deve ficar contemplado o estudo e o aprofundamento da fenomenologia e da teologia das religiões, bem como a metodologia do DI. 4. Por meio das nossas publicações e principalmente através do Documentazione IMC, dêem-se a conhecer as experiências de DI que se fazem, bem como os estudos produzidos pelos nossos centros sobre esta temática. 5. Acompanhar e apoiar as nossas fundações específicas de DI, tanto tradicionais como mais recentes. 6. Valorizar os confrades que se especializaram no estudo das religiões. 10. ATENÇÃO AOS AREÓPAGOS 80. Esclarecimento da orientação A finalidade que corresponde ao carisma do Instituto é a evangelização ad gentes mesmo no sentido geográfico (cfr. RM 37). Neste tão vasto horizonte, forçoso é fazer algumas opções. O X Capítulo Geral indicou-nos cinco áreas, que aqui confirmamos: os não cristãos, a pobreza urbana, as minorias étnicas, os serviços especiais às Igrejas locais, a justiça e a paz (cfr. XCG 43-47). Nestas cinco áreas estão inseridas outras dimensões, que têm directamente a ver com a nossa missão, tais como: os meios de comunicação social, o mundo da política e da cultura, os jovens, os imigrantes, e as pandemias da SIDA, da malária, etc.(cfr. XCG 32-35). A nível continental é possível dar atenção às situações especialmente urgentes. 81. Aspectos motivadores da orientação 1. A fidelidade ao nosso carisma revelado na tradição do Instituto. 2. A atenção à situação mundial e local. 3. O profetismo que caracteriza a vida consagrada. 4. Os sistemas políticos neo-liberais e o fenómeno da globalização estão a criar pobreza, exclusão e violência. 82. Propostas operativas 1. No âmbito continental, serão levadas em consideração as opções prioritárias que se considerem necessárias, indicando programas concretos de actuação. 2. Valorizar o pessoal IMC já preparado e formar pessoal adicional sobre estas dimensões da missão para que se integre no projecto do Instituto para animar e ajudar os confrades. 3. Valorizar o contributo dos leigos competentes. 4. Por meio da formação contínua, ajudar os missionários a prestar atenção e a aprofundar este assunto. 11. OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL 83. Esclarecimento da orientação “No princípio era a palavra” (Jo 1,1), quer dizer, a comunicação. É Deus que Se comunica a si mesmo em Jesus Cristo. O segundo documento aprovado pelo Concílio Ecuménico Vaticano II, Inter mirifica, tratou exactamente dos meios de comunicação social. Não faltaram outros documentos do Magistério sobre o mesmo assunto. “Mais do que dar um juizo sobre os meios de comunicação social, a tradição da Igreja coloca-se a seu serviço”. A sabedoria da Igreja “pode evitar que a cultura da informação dos meios de comunicação social se transforme numa acumulação de factos sem sentido” (Conselho Pontifício para a Justiça e a Paz, Compêndio de Doutrina Social da Igreja, 560). Os missionários da Consolata, como herdeiros de José Allamano e de Tiago Camisassa, fundadores em 1899 do apreciado periódico La Consolata, desde sempre têm comunicado, mesmo mediante as suas revistas e boletins (cfr. XCG 63-64). É louvável que os confrades da Coreia do Sul, mesmo enquanto ainda lutavam pelo domínio da língua local, criaram uma revista em língua coreana. Por outro lado temos consciência de que o mundo da comunicação aparece como “o primeiro areópago” dos tempos modernos (RM 37). 84. Aspectos motivadores da orientação 1. É próprio do ser humano comunicar. A globalização actual acelera esta exigência ainda mais: a comunicação dá-se em tempo real, passando por cima dos limites do tempo e do espaço. 2. Comunicar é ter o poder de encorajar e consolar, bem como ainda de persuadir, manipular e dominar. 3. Comunica-se o que se quer e o que convém. Surge o fenómeno do consumismo e do consenso imposto, à mercê dos poderes dominantes. 4. Na qualidade de missionários, devemos empenhar-nos em defender o direito dos povos a serem rectamente informados, para que todos possam fazer ouvir a sua voz. A informação recta é democrática, promove e garante a todos os direitos de cidadania responsável. A informação deve orientar-se para a formação duma sã consciência crítica na sociedade. 5. Para sermos eficazes no anúncio da Palavra, devemos servir-nos destes instrumentos e actualizarmo-nos sobre a linguagem corrente dos meios de comunicação social. 6. Os meios de comunicação social são instrumentos indispensáveis à AMV. 85. Propostas operativas 1. Organizar um encontro internacional dos principais operadores dos meios de comunicação social do Instituto, em colaboração com as missionárias da Consolata. 2. Favorecer, colaborar e difundir os meios de informação comuns às áreas que usam a mesma língua, inclusive os materiais de apoio à AMV. 3. Os missionários das circunscrições apoiarão, mesmo do ponto de vista financeiro, as revistas do IMC; promoverão a sua difusão e haverão de favorecer a produção de publicações de carácter missionário. 4. Educar-nos-emos e educaremos os outros para a valorização correcta dos meios de comunicação social (a imprensa, a TV, a rádio, o vídeo, a net e os telemóveis). Procuraremos também adaptar-nos às situações dos lugares onde não é possível haver toda a gama dos meios actuais de comunicação social, embora fazendo-nos promotores do seu desenvolvimento. 5. Favoreceremos a “comunicação social alternativa” valorizando a simbologia local: o teatro, a poesia, as marionettes, os posters, a dança, a música, etc. 6. Encorajaremos a participação em emissões radiofónicas e televisivas locais. 7. Coordenaremos a criação de páginas Web comuns entre as várias revistas do IMC para troca de materiais. 8. Favoreceremos a colaboração de leigos e técnicos competentes que se encontrem em sintonia com a linha editorial dos nossos meios de comunicação social. 9. Onde possível, servir-nos-emos do e-mail para efectuar o envio dos boletins regionais e de outro material IMC. 10. Manteremos actualizados os nossos sites da Internet como instrumentos para transmitir documentos e materiais de formação contínua. Haverá neste contexto um coordenador dos meios de comunicação social no Secretariado Geral para a Missão. 11. Estaremos presentes, por comunicações dos missionários, nas agências de informação, principalmente na MISNA. Para o efeito, haverá um encarregado em cada circunscrição. 12. ENFRENTAR O DRAMA DO HIV-SIDA 86. Esclarecimento da orientação “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, mas sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo, nada havendo de genuinamente humano que não faça eco no seu coração” (GS 1). O flagelo da SIDA aflige toda a humanidade. Este fenómeno tem dimensão planetária: milhões de pessoas neste mundo sofrem desta doença. Este problema é ainda mais grave na medida em que o número de pessoas contagiadas continua a aumentar de dia para dia e abrange todas as categorias sociais. O próprio futuro da humanidade está em risco. Neste momento, este fenómeno tornou-se mais grave na África, um continente “esquecido” e explorado. 87. Aspectos motivadores desta orientação 1. Em seguimento da doutrina do Fundador, nós viramos a nossa atenção para os problemas do mundo com coração compassivo. 2. Em diversas circunscrições, principalmente da África, já estamos a trabalhar activamente para dar assistência aos doentes e prevenir o alastrar desta doença. 3. Esta pandemia é propositadamente esquecida pelas políticas dos governos de alguns países em vias de desenvolvimento, preferindo “não ver” a confrontar este problema. 88. Propostas operativas 1. Conhecer e dar a conhecer este problema servindo-nos dos nossos e de outros meios de comunicação: revistas, agências, sites informáticos, a AEFJN. 2. O nosso serviço de consolação incluirá: a) acolher e socorrer, sem preconceitos, os que foram atingidos pela doença; b) defender os seus direitos; c) apoiar mais os nossos três hospitais (Neisu, Ikonda, Gambo) que estão empenhados na cura e prevenção desta doença; d) colaborar com outras forças civis e religiosas no sentido da prevenção mediante encontros e materiais educativos; e) colaborar em campanhas e movimentos que operam neste campo (por exemplo a “Salute Africa”; f) propor claramente a doutrina da Igreja, formando as pessoas para a sexualidade responsável e para a fidelidade conjugal, evitando a promiscuidade; g) educar para a vida. 13. A FORMAÇÃO BÁSICA 89. Esclarecimento da orientação As numerosas e diversificadas reflexões ou apreciações expressas pelos missionários sobre a formação básica revelam uma justa preocupação com este sector fundamental da vida do Instituto. Se por um lado não se questiona o conjunto do nosso projecto educativo (Ratio Formationis), pelo outro existe alguma perplexidade, sobretudo no que diz respeito a alguns aspectos, e especialmente: a interculturalidade, a composição dos grupos nos seminários, a desistência de vários professos temporários, a escolha e a preparação dos formadores e respectivo excessivo revezamento. A Consulta de 2002 tomou nota da revisão da Ratio Formationis, que depois foi aprovada pela Direcção Geral, e sublinhou a importância de se estudar a possibilidade de todos os formandos fazerem uma experiência missionária antes da profissão perpétua, bem como da necessidade de garantir um acompanhamento adequado dos jovens missionários em início de missão. 90. Aspectos motivadores da orientação 1. Embora o objectivo da Ratio Formationis seja claro e os seus conteúdos sejam adequados, tal como o método e os meios para o alcançar, nem todos os estudantes manifestam entusiasmo, disponibilidade e zelo missionário em termos do espírito do Fundador e das actuais exigências da missão. Uns tantos professos temporários desistem e abandonam a comunidade antes da profissão perpétua. 2. Muitos confrades contendem que o projecto formativo deve prever também um período significativo de trabalho em campo de missão ou num serviço do Instituto antes de fazer a profissão perpétua, fazendo um confronto pessoal e concreto com as exigências e a beleza da nossa vocação. Mas é igualmente verdade que há muitas dúvidas sobre esta proposta, até pela dificuldade de se garantirem comunidades e missionários disponíveis ou capazes de fazer um adequado acompanhamento destes jovens. 3. A vocação e a formação para a vida consagrada e para o ministério sacerdotal não parecem satisfazer as aspirações de alguns jovens nem dar segurança e preparação suficientes para as suas tarefas futuras. Sentem necessidade de estudos académicos adicionais no campo teológico ou nas ciências humanas. Bastantes jovens missionários, que não tiveram a possibilidade de tirar uma licenciatura durante a sua formação básica, pedem às Direcções de circunscrição ou Geral para frequentar uma universidade para estudos superiores, logo à chegada à missão ou pouco depois. 4. A interculturalidade – um valor que se deve propor aos futuros missionários, tal como oportunidade formativa – deve ser acompanhada cuidadosamente. A este respeito, a etapa pré-noviciado é o período mais adequado para o autoconhecimento, da identidade cultural do jovem e das suas verdadeiras motivações. 5. Nestes anos mais recentes, a mobilidade e o revezamento dos missionários destinados à formação básica foram muito frequentes. 6. Há jovens que desejam fazer parte do Instituto para se consagrarem à missão e temos formadores disponíveis para os acompanharem. 91. Propostas operativas 1. Como parte integrante do currículo formativo, todos os professos temporários terão um ano obrigatório de serviço no Instituto que terá lugar no final do curso teológico básico. Deverá ser passado na circunscrição do seminário teológico e acompanhado pelo respectivo formador. As circunscrições que tenham seminários teológicos providenciarão à identificação e preparação das comunidades locais que intervenham neste ano de serviço missionário dos professos temporários. 2.O Capítulo confirma as orientações dadas pelo XCG que afirmou: “pelo menos onde é possível, todos os estudantes de teologia obtenham um grau académico de licenciatura” (XCG 84). Isso terá lugar a seguir ao ano de serviço missionário. No decorrer do próximo período de seis anos, a Direcção Geral deverá analisar e facilitar uma praxe comum em todos os nossos centros teológicos. Só depois de consistente e positivo apostolado missionário é que se deverão programar, segundo as verdadeiras necessidades do Instituto e das circunscrições, estudos superiores, licenciaturas e doutoramentos. 3. Para a iniciação à missão seguir-se-á quanto consta da Ratio Formationis nos parágrafos 134 e 135. 4. Dar-se-á a máxima atenção à preparação dos formadores, avançando com o programa de especialização que já foi delineado anteriormente. Devido à importância da etapa do pré-noviciado, a Direcção Geral, em comunicação com as circunscrições, deve envolver-se na escolha e na preparação dos respectivos formadores (cfr. XCG 84). 5. Os Superiores de circunscrição farão com que as comunidades dos seminários sejam integradas por missionários com boa identidade, devido ao seu envolvimento directo ou indirecto no processo formativo. 6. A Direcção Geral e a de circunscrição analisarão: a) a composição numérica dos estudantes nos seminários teológicos, a fim de a tornar o mais intercultural possível; b) a proximidade dos seminários com o povo e com os missionários do local; c) a oportunidade ou não de outros modelos no sentido de melhor concretizar a preparação para a missão. 7. Fica reafirmado o valor da internacionalidade dos nossos seminários teológicos, apesar de uma ou outra dificuldade. Isto permite a educação à interculturalidade, que é uma condição para se ser missionário. 14. A FORMAÇÃO CONTÍNUA 92. Esclarecimento da orientação A formação contínua, na sequência da formação básica, é um processo que dura o resto da vida. Na medida em que os primeiros bens do Instituto são as pessoas (cfr. Const), a sua tarefa inelutável é dar atenção a cada missionário e à sua renovação, em ordem ao melhoramento da qualidade de vida física, psíquica, afectiva e espiritual. Esta tarefa cumpre-se mediante um programa integral que abarca o modo de ser, de entender e de agir das pessoas. O Instituto é reflexo da vida dos seus membros e das suas comunidades, todos enriquecidos com o dinamismo da missão. O seu desenvolvimento depende da renovação de cada missionário e da qualidade das comunidades. É por esta razão que se deve dar uma atenção prioritária à formulação do projecto pessoal de vida, bem como ao projecto comunitário de vida. Cada missionário é responsável pela sua própria formação para que possa responder aos desafios da missão e da composição multicultural da nossa família missionária. Devido a esta exigência, o Instituto, a nível local, de circunscrição, de continente e de Direcção Geral, compromete-se a fornecer a todos os instrumentos e os meios que forem oportunos. Os missionários que sofram de cansaço e desmotivação, tal como os jovens na sua primeira destinação, têm necessidade dum acompanhamento especial. 93. Aspectos motivadores da orientação 1. A maturidade humana e espiritual dos missionários é importante para evitar mal-estar e dificuldades na sua vida pessoal, na convivência comunitária e no trabalho apostólico. 2. É preciso dar tempo à formação contínua, entendida como o zelar pela própria vida e da preparação pessoal, para se poder responder com competência e eficácia aos compromissos. 3. É necessário ajudar os missionários a responderem ao esforço do Instituto pela renovação das suas vidas e actividades. 4. Deve-se distinguir entre formação contínua e programas de estudo. 5. As mudanças, tal como a complexidade sociopolítica e cultural dos nossos dias, exigem uma reinterpretação constante da realidade local, nacional e mundial, que será orientada no sentido de melhorar o nosso serviço segundo o carisma IMC. 94. Propostas operativas 1. Favorecer a formação contínua dos missionários nas circunscrições mediante encontros regulares, exercícios espirituais e apoios adequados, particularmente sobre temáticas e documentos do Instituto e da Igreja. 2. Dar-se-á assistência adequada aos doentes e aos idosos nas circunscrições, devendo eles receber auxílio para viverem de modo positivo esta passagem das suas vidas. 3. Haverá comunidades que, pelo seu ritmo comunitário, reflexão, trabalho de evangelização e partilha de vida poderão auxiliar na renovação das pessoas e do seu apostolado. 4. Ficam previstos para cada missionário quatro tempos formativos específicos: a iniciação à missão, o décimo ano de ministério ou de profissão perpétua para os Irmãos, o vigésimo quinto ano de sacerdócio ou de profissão, e na terceira idade. 5. Promover-se-á a elaboração do projecto pessoal de vida, que incluirá os meios adequados à renovação física e psicológica, espiritual, intelectual e apostólica. 6. Estimular-se-á a elaboração do projecto comunitário de vida, até como instrumento para aprender a pensar, programar e avaliar, em conjunto, a vida e a missão. 7. As Direcções de circunscrição e a Direcção Geral garantirão a todos os missionários os meios ordinários de formação contínua (leituras, encontros formativos, cursos, etc.). O missionário participará nos cursos de renovação oferecidos pelo Instituto a nível local e geral. Nos casos em que tal não fosse possível, ou por razões especiais, programar-se-á um período sabático, que terá as seguintes características: a) a ênfase recairá mais sobre a parte formativa que sobre a académica. O período sabático tenha como finalidade a renovação da pessoa do missionário nas suas várias dimensões. b) O programa formativo deverá ter a concordância dos Superiores de circunscrição e da Direcção Geral, que colaborará na sua concretização, se lho for pedido. c) Dar-se-á especial atenção ao aprofundamento do carisma, da vida religiosa e da nossa espiritualidade. Se os centros formativos seleccionados não oferecerem tais conteúdos, esse aprofundamento será então feito numa comunidade do Instituto. 15. ECONOMIA DE COMUNHÃO 95. Esclarecimento da orientação Está a surgir, a nível global, uma nova consciência ligada à “economia de comunhão”. Ela envolve sobriedade no viver e promove a comunhão dos bens, tal como a solidariedade com os pobres. Poderá desenvolver-se uma “economia de comunhão” se, no Instituto, os membros tiverem uma opção clara pela santidade, pela fraternidade, pela unidade de intentos, pela sensibilidade para com os pobres e para com as situações de injustiça. 96. Aspectos motivadores da orientação 1. O XCG convidou o Instituto a aprofundar a pobreza, já que tinham surgido situações de abuso, e propôs “uma apropriada reflexão… acerca da partilha, da igualdade, do desapego, da utilização dos bens destinados às Missões e aos pobres” (cfr. XCG 34-35). A Direcção Geral respondeu a esta chamada de atenção com a carta “Pobreza, Economia e Missão”. 2. A praxe da caixa comum já está consolidada no Instituto e ficou esclarecida na carta acima mencionada: em todas as comunidades “todas as receitas serão entregues ao Superior e lançadas pelo Ecónomo na caixa da comunidade. As despesas ordinárias para providenciar às necessidades da comunidade serão feitas, normalmente, pelo respectivo Ecónomo. Cada missionário recebe dessa caixa tudo aquilo de que precisar para satisfazer as necessidades da sua vida e do trabalho. Para despesas especiais, precisará de obter o consenso do Superior da comunidade” (PEM, BU 101, 25). 3. No espírito da comunhão de bens, a praxe de distribuir os subsídios que a Direcção Geral atribui anualmente, é um exemplo a que todas a circunscrições se abram à solidariedade e à partilha. 4. Surgiu alguma inquietação quanto ao uso e abuso do dinheiro, que não é apenas uma violação do voto de pobreza mas, pior ainda, uma injustiça em relação aos pobres. 97. Propostas operativas 1. A Direcção Geral promoverá uma reflexão sobre a relação entre a pobreza, a comunhão dos bens e a interculturalidade. 2. O Administrador Geral, juntamente com as circunscrições, preparará um plano de investimentos in loco em ordem ao respectivo crescimento responsável orientado para a auto-suficiência. 3. Cada missionário fica convidado a colocar os seus próprios bens na caixa comum, a exemplo do Fundador, que usou os seus em prol do Instituto. 4. Envolver o mais possível os missionários no conhecimento dos critérios da economia IMC, que estão descritos no Directório para a Administração dos Bens e no texto “Poveri per arricchire altri”. Far-se-á uma nova edição deste último documento, que será traduzido para outras línguas, e funcionará como recurso para o aprofundamento da nossa espiritualidade sobre a pobreza. 5. Todos os confrades serão consultados na definição das prioridades referentes às despesas da comunidade local. A apresentação comunitária do orçamento e a análise das despesas extraordinárias que tenham sido feitas criam um clima de confiança e de corresponsabilidade em prol da vida de família e do projecto pastoral. 6. É preciso adoptar um estilo sóbrio de vida, ter uma consciência clara de que o dinheiro não nos pertence, educarmo-nos para o valor e uso do dinheiro bem como para a poupança e para o apreço pelo trabalho manual enquanto escola de solidariedade com os pobres. Para esse efeito fica sublinhada a necessidade de rever: a) viagens e férias, b) recheio das nossas casas, c) uso do automóvel, d) uso dos meios de comunicação, telemóveis, telefones por satélite, computadores, etc, e) vestuário. 7. Face à exigência de profissionalismo no sector administrativo, alguns missionários receberão treino adequado durante o próximo mandato de seis anos. 8. Os futuros missionários da formação básica serão educados nos princípios da economia de comunhão: na laboriosidade, na sobriedade, no conhecimento do valor do dinheiro, na responsabilidade da sua utilização, etc. Em colaboração com a Administração Geral, o Secretariado Geral para a Formação organizará um guia sobre a prática e a espiritualidade da pobreza. O espírito de pobreza será considerado critério determinante na admissão à profissão religiosa. 9. Serão apoiadas, promovidas e concretizadas iniciativas de economia solidária (banca ética, microcrédito, orçamentos-de-justiça, etc.). 10. Promover-se-á a auto-suficiência das comunidades locais do IMC através do contributo pessoal. 16. ORGANIZAÇÃO 98. Esclarecimento da orientação O contexto do Instituto, cada vez mais alargado geográfica e culturalmente, exige uma organização mais descentralizada, segundo o princípio da subsidiariedade. O que significa a reconsideração do papel da Direcção Geral, do governo das circunscrições e dos respectivos secretariados. A Direcção Geral, que é sinal e vínculo de unidade, dirige, coordena e anima a totalidade do Instituto (cfr. Const 116)), criando espaços de discernimento, tomando decisões e comunicando com os vários continentes, circunscrições e missionários em pessoa. O XCG, com o objectivo de oferecer uma coordenação continental mais eficaz dos vários sectores de actividades, instituiu a figura de Conselheiro Continental. Também considerou oportuno organizar o Secretariado para a Missão para servir de apoio à Direcção Geral. 99. Aspectos motivadores da orientação 1. Já existe uma sensibilidade e uma consciência continental em vários campos: no político, no económico e no social. Os problemas e as iniciativas duma nação ressoam por todo o respectivo continente. 2. A própria Igreja católica faz opções de tipo continental (sínodos, conferências episcopais, simpósios, etc.). 3. O Instituto, através da maioria dos seus membros, está aberto a esta dimensão, embora com salvaguarda da sua unidade. 4. A internacionalidade e a interculturalidade do Instituto favorecem essa dimensão continental. 100. Propostas operativas Continentalidade Tendo-se realizado a avaliação da decisão sobre os Conselheiros Continentais que o XCG instituiu, a proposta actual vai no sentido de continuar e reforçar as iniciativas já concretizadas nos passados seis anos e promover novas iniciativas orientadas para o favorecimento duma visão e duma praxe continental. O Capítulo reconhece a continentalidade como realidade importante da nossa organização. 1. No prazo de um ano após o Capítulo, e antes das conferências regionais, o Conselheiro continental, de acordo com a Direcção Geral, organizará um encontro com os Superiores de circunscrição e com mais dois membros responsáveis dos sectores (AMV, JPIC, Formação, Pastoral…) para fazer uma programação conjunta com base nas conclusões do Capítulo e nas necessidades do Continente. 2. Terão continuidade os encontros dos Superiores de circunscrição organizados pelo Conselheiro continental, segundo a programação do continente. O Conselheiro Continental 3. O Conselheiro continental desempenha as suas tarefas segundo as indicações do XCG e mantém residência em Roma. 4. Assumirá a figura de animador do continente, coordena as respectivas actividades e funciona de interlocutor entre as circunscrições e a Direcção Geral mesmo no que se refere a destinações, revezamentos e formação básica, comunicando com o Conselheiro disso encarregado. 5. Manterá relacionamento com a missionária da Consolata encarregada desse mesmo continente. 101. Secretariado Geral para a Missão 1. Esse Secretariado, que serve de apoio à Direcção Geral e às suas actividades, continuará localizado em Roma. 2. As assembleias continentais decidirão sobre a oportunidade ou não de haver um Secretariado para a Missão, e definirão tanto a sua modalidade como a sua organização. |
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