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Programação da direcção geral 2005 - 2011 (1) PDF Imprimir E-mail
Por DG   
14 de March de 2006

(1ª PARTE)
QUALIFICAÇÃO E RENOVAÇÃO DO MISSIONÁRIO

Vivemos tempos de transformações que fazem época em todas as áreas da existência: desde a área técnica à cultural, da social à religiosa, da familiar à da política. Até o nosso Instituto mudou e está a ser chamado a organizar o seu futuro na fidelidade ao passado e com um olhar plenamente esperançoso na novidade que está a nascer. Nós acreditamos que, para sabermos acolher e viver positivamente os desafios da história e realizar projectos partilhados, é necessário especializar-nos e renovar-nos. É preciso que haja firmeza e vivacidade espiritual, um apego forte e vivo a Cristo, para podermos fazer missão hoje e descobrir também “as coisas novas” que o Espírito Santo está a fazer nascer entre nós neste novo milénio. À luz das orientações do XI Capítulo Geral, queremos centrar o nosso programa em três pilares que suportam a nossa vida de consagrados para a missão: a nossa formação; a nossa comunhão; e a nossa missão.

I. NA NOSSA FORMAÇÃO
“Cada missionário é responsável pela sua própria formação para que possa responder aos desafios da missão e da composição multicultural da nossa família missionária. Devido a esta exigência, o Instituto, a nível local, de circunscrição, de continente e de Direcção Geral, compromete-se a fornecer a todos, os meios e os instrumentos que forem oportunos” (XI CG 92).

1. ESPIRITUALIDADE
A Encíclica Redemptoris Missio lembra-nos que “cada missionário só é autenticamente tal quando se empenhar numa vida de santidade” (RM 90). E o nosso Fundador pede-nos que sejamos não apenas santos missionários mas “santos no grau superlativo”.

Para tal é importante desenvolvermo-nos na oração pessoal e comunitária, na auscultação da Palavra de Deus, na capacidade de interpretar a própria realidade pessoal e comunitária à luz do mistério pascal, e na atitude da conversão permanente.

“…O Capítulo renova com toda a convicção a opção pela santidade de vida de cada missionário e das próprias comunidades. Ela manifesta-se no reconhecimento de ser consagrado ad gentes, ad extra e ad pauperes para a missão e na unidade da espiritualidade com a acção apostólica, formando assim um missionário unificado, autêntico, dispensador dos mistérios da salvação” (XICG 53) .

Propostas operacionais
Para as circunscrições
- Dialogar sobre o projecto pessoal e comunitário de vida com todos os confrades da comunidade;
- Valorizar, nas nossas comunidades, e segundo a tradição do Instituto: a adoração eucarística, a lectio divina, a direcção espiritual, o perdão e a promoção fraterna, a revisão de vida, todos os meios para uma espiritualidade de comunhão, a celebração de aniversários e outros tempos de festa (cfr. 55.5).
- Favorecer a criação de comunidades ou centros de espiritualidade que acolham os confrades para tempos de reflexão e de oração (cfr. 55.3).
- Programar encontros com os superiores locais em ordem à mútua animação do serviço às comunidades, partilhando mesmo a experiência pessoal de Deus (cfr. 55.4).

Para o Instituto
- Continuar a promover e a aprofundar a reflexão sobre a espiritualidade do Fundador, em colaboração com as Missionárias da Consolata, através de seminários e encontros (cfr. 64.3);
- Estudar e publicar, através do Secretariado para a Postulação, reflexões que apresentem vários aspectos da vida e pensamento de José Allamano (cfr. 106);
- Mediante iniciativas apropriadas, manter viva a figura e a obra do Cónego Tiago Camisassa;
- Pedir que as nossas Revistas missionárias publiquem um destacável anual sobre o Beato Allamano (cfr. 106), possivelmente no mês de Fevereiro;
- Propor aos confrades a recolha de documentação relativa a figuras de missionários exemplares e estudar a conveniência de dar início a novos Processos de Beatificação (cfr. 106).
- Dar estímulo a iniciativas orientadas para o estudo do carisma e do espírito do Fundador favorecendo a sua assimilação mediante propostas e publicações adequadas (cfr. 7.1).

O biénio (7 de Outubro de 2006 – 20 de Junho de 2008), será dedicado, por deliberação capitular, à reflexão e ao aprofundamento do tema “a santidade de vida”, com propostas e materiais de apoio preparados pela Direcção Geral e com outras iniciativas de circunscrição (cfr. 55.1).


2. FORMAÇÃO CONTÍNUA
“O carácter evolutivo da pessoa humana e o seu progresso na vida cristã, a missão em constante renovação e a necessidade de se adaptar ao ritmo de transformação da sociedade, exigem que o missionário se mantenha em estado de formação permanente” (Const. 90).

Propostas operacionais
Para as circunscrições:
- Fazer um encontro continental sobre o tema da inculturação do carisma (cfr. 58.2);
- “Favorecer a formação contínua dos missionários nas circunscrições mediante encontros regulares, exercícios espirituais e apoios adequados, particularmente sobre temáticas e documentos do Instituto e da Igreja” (94.1).
- Preparar nos vários continentes alguns confrades nos campos da história, inculturação do carisma e espiritualidade do Instituto (cfr. 58.2).
- Formar os missionários na espiritualidade da pobreza servindo-se da obra “Poveri per arricchire gli altri” (cfr. 97.4);
- Promover e cuidar da especialização dos administradores actuais e formar outros novos (cfr. 97.7).

Para o Instituto:
   Tempos prolongados de formação contínua:
A Direcção Geral, em colaboração com o Secretariado Geral para a Missão e em comunhão com os Superiores de Circunscrição, organizará vários cursos de formação contínua (cfr. 94.4) dirigidos a:
- Missionários Jovens: realizar-se-á nos continentes um curso prolongado para missionários com cerca de 10 anos de sacerdócio ou de profissão religiosa para os Irmãos, em conjunto com as Missionárias da Consolata.
- Missionários Adultos: realizar-se-ão dois cursos prolongados para os missionários que tenham cerca de 25 anos de sacerdócio ou de profissão perpétua (2007 e 2009).
- Missionários Idosos (com mais de 65 anos): realizar-se-ão dois encontros com a duração de um mês (em 2008 e em 2010) em Roma, não excluindo a possibilidade de se fazerem outros a nível de continente ou de circunscrição.

   Outras iniciativas de formação permanente:
- Publicar, com o apoio do “Ufficio storico”, as teses de doutoramento mais significativas que tenham a ver com a história do Instituto.
- Indicar e publicar, através do “Ufficio storico”, obras significativas sobre a história do Instituto, do Fundador e do nosso carisma, em várias línguas.
- Convidar as circunscrições a que enviem material histórico relativo à recordação dos nossos confrades e das nossas missões para a Direcção Geral.

O biénio (7 de Outubro de 2008 – 20 de Junho de 2010), em obediência às deliberações capitulares, será dedicado à reflexão e ao aprofundamento do tema “interculturalidade”, mediante propostas e materiais de apoio preparados pela Direcção Geral e mediante outras iniciativas de circunscrição (cfr. 58.1; 97.1).


3. FORMAÇÃO BÁSICA
A Direcção Geral está consciente da importância que a formação básica tem na vida e nas actividades do Instituto; por isso, cuidará de maneira muito especial deste sector e procurará os caminhos mais adequados ao desenvolvimento dos nossos jovens em termos de qualidade, serenidade, profundidade, ímpeto missionário e espírito de família.

Todos os missionários se devem sentir responsáveis pela formação e devem acompanhar os jovens no seu percurso de desenvolvimento humano, cristão e missionário.

Propostas operacionais
Com os formadores
- Fazer um encontro em cada continente em conjunto com os Superiores de circunscrição (2007); e outro de nível geral (2008).
- Reflectir e procurar, em conjunto com as Missionárias da Consolata, percursos formativos sobre o carisma e a espiritualidade (cfr. 64.4).
- Continuar a reflexão já iniciada em anos anteriores sobre fichas formativas e publicá-las;
- Publicar e dar a conhecer a Ratio Formationis aos formadores, animadores vocacionais e Superiores de circunscrição;
- Programar, preparar e formar novos formadores (91.4);
- Fazer o acompanhamento do discernimento sobre a selecção de formadores nas circunscrições em que existem centros de estudos propedêuticos e filosóficos (cfr. 91.4).

Nos seminários
- Visitar e fazer o acompanhamento dos nossos centros de formação;
- Incluir no currículo de estudos matérias relativas aos seguintes aspectos: interculturalidade, JPIC, diálogo interreligioso, fenomenologia e teologia das religiões (cfr. 79.3);
- Na medida do possível, continuar o percurso da interculturalidade nos nossos seminários;
- Ajudar as circunscrições no sentido de haver em cada seminário uma comunidade formativa e não apenas um formador (91.5);
- Estudar e instituir uma praxe comum nos nossos centros de teologia no que se refere às licenciaturas (cfr. 91.2);
- Dar início ao ano de serviço ao Instituto com aqueles que terminarem a teologia básica no ano de 2006 (cfr. 91.1);
- Oferecer aos nossos seminaristas um guia prático e espiritual para a economia da comunhão (cfr. 97.8);
- Atender a que todos os seminaristas, logo desde o ano propedêutico, aprendam a língua italiana, em sinal de amor e pertença à nossa família;
- Ajudar os nossos alunos a atingir um conhecimento suficiente da língua inglesa durante os anos de formação básica.

Nas circunscrições / continentes
- Criar condições para que haja maior colaboração entre o formador e o animador vocacional durante a fase de acompanhamento e discernimento vocacional (cfr. 73.7);
- Analisar e favorecer, nas várias circunscrições, a aplicação de outros, eventuais, modelos formativos (cfr. 91.6b,c);
- Continuar a reflectir e a propor iniciativas significativas para acompanhar e apoiar os jovens missionários durante a sua iniciação à missão (cfr. 89; 91.3);
- Repensar a composição numérica dos seminários em relação ao acompanhamento, ao discernimento e à vida comunitária;
- Analisar a conveniência de instituir conselhos continentais de formação.


4. SECTOR ESPECIALIZAÇÕES E CULTURA
Este sector acompanha os missionários que, depois do trajecto formativo básico e depois de terem passado um período de experiência missionária, são chamados a especializar-se para depois poderem oferecer um serviço qualificado ao Instituto. Ele acompanha, muito particularmente, os centros de estudo que funcionam sob a responsabilidade directa do Instituto. Além disso cuida dos bens culturais do Instituto.

Propostas operacionais
- Orientar e acompanhar os missionários nos estudos de especialização para serviços qualificados à missão (formação básica, ensino, animação missionária e vocacional, meios de comunicação social, etc…);
- Manter contactos regulares com missionários que tenham obtido uma especialização, para melhor os valorizar em serviços ao Instituto;
- Acompanhar a situação e a actualização das bibliotecas e o desenvolvimento e actividades dos Museus do Instituto;
- Assegurar a conservação das obras de arte do Instituto (cfr. 111);
- Especializar missionários em novas áreas, tais como a globalização, as problemáticas culturais dos vários continentes, a metodologia pastoral, as transformações culturais – além de valorizar os que já se especializaram;
- Valorizar os confrades que se especializaram no estudo das religiões;
- Criar uma comissão para os bens culturais com o objectivo de elaborar um projecto de recolha, conservação e valorização do nosso património cultural tendo em vista a AMV (cfr. 111).

II. NA COMUNHÃO
O nosso Instituto, com a sua multiculturalidade, é chamado a viver a unidade na diversidade para se tornar um sinal profético duma comunidade humana e fraterna. Esta comunhão, que se vive no nosso meio e com toda a humanidade, principalmente a que sofre, é para nós uma escola de vida e um estímulo a que realizemos cada vez melhor a nossa vocação de Missionários da Consolata.

Queremos caminhar na senda da comunhão e ser sinais de unidade na construção do Reino, acolhendo e valorizando toda e qualquer outra pessoa que encontremos pelo caminho.

Nas nossas comunidades
“Nota-se hoje a necessidade de ultrapassar a internacionalidade para enfrentar os desafios da interculturalidade. Ora isto exige, antes de mais, que se reconheça e se acolha o pluralismo cultural e o esforço contínuo por compreender o próximo. Entra-se assim numa dinâmica do dar e receber – partilha essa que faz desenvolver o diálogo, na confiança mútua e no reconhecimento das nossas diferenças” (56).

Propostas operacionais
- Ser sinal de comunhão e criar um clima de confiança, oferecendo ajuda recíproca no sentido de caminhar no respeito para com os outros e as suas diversas culturas, deixando de lado as críticas e os preconceitos que só causam divisão e não ajudam a crescer na comunhão;
- Estarmos atentos à valorização, mediante pequenos sinais, dos momentos que caracterizam as etapas da vida de cada confrade na comunidade (dia de anos, aniversários, acontecimentos familiares, etc.);
- Criar as condições necessárias para que a interculturalidade seja vivida como expressão do nosso carisma missionário.

Com as Missionárias da Consolata
“Com a consciência da herança carismática comum que nos une na nossa consagração a Deus em prol da missão…” (cfr. 62) queremos ser uma família, tal como desejava o Beato Fundador.

Propostas operacionais
- Favorecer um percurso de sensibilização em relação às Missionárias da Consolata (cfr. 64.1);
- Aproveitar dos momentos de espiritualidade e festas comuns para aprofundar as mesmas raízes carismáticas e experienciar a alegria da mesma consagração missionária;
- Apoiar e encorajar percursos que realizem projectos significativos do ponto de vista missionário, em conjunto, nas várias circunscrições (cfr. 64.9);
- Continuar a praxe da consulta recíproca e da partilha no que toca a novas fundações (cfr. 64.6).

Com os Leigos Missionários da Consolata
Todos os baptizados são chamados à santidade de vida, à evangelização e à construção do Reino de Deus. Os Leigos Missionários da Consolata respondem ao chamamento de Cristo fazendo da “missão uma opção de estilo de vida”. Desejam participar mais directamente no carisma e na espiritualidade IMC e disponibilizam-se a inserir-se e a responsabilizar-se, tanto no seu país como no estrangeiro, em relação aos vários campos da nossa missão ad gentes (cfr. 65; 15).

Propostas operacionais
- Informar as comunidades sobre a realidade dos LMC e assim ajudar os missionários a apreciar a vocação laical e a disponibilizar-se, sem preconceitos, a trabalhar juntos nas diversas actividades do Instituto (cfr. 67.7);
- Encorajar as várias circunscrições a instituir comunidades de LMC (cfr. 67.4);
- Fazer a avaliação do Estatuto já publicado, esclarecendo os pontos que não estejam claros ou pareçam controversos (cfr. 67.1), para que se possa chegar a um estatuto ou outro modelo jurídico aceitável a todos – com a ajuda do Secretariado Geral para a Missão e em conjunto com os LMC;
- Confrontar-se com as Missionárias da Consolata e os LMC sobre as diversas experiências em vigor nos dois Institutos para ver a possibilidade de se chegar a um itinerário comum (cfr. 67.2).

Com a Igreja local e outras realidades eclesiais
“A missão de hoje conta com nova gente, que também é chamada a trabalhar em comunhão e em colaboração. Os problemas que se levantam no horizonte da missão envolvem todo o mundo e exigem respostas globais, com a participação activa e solidária de todos. Viver a missão na comunhão e na colaboração dá-nos o ensejo de superar o individualismo e o protagonismo proveniente duma concepção já ultrapassada do papel dos institutos missionários, levando a que não nos sintamos donos mas sim humildes servos da Igreja e da missão” (69).

Propostas operacionais
- Convidar os confrades a que mudem de mentalidade para se capacitarem a trabalhar em comunhão com todas as forças vivas da Igreja;
- Programar, na formação contínua, iniciativas que possam favorecer este espírito de colaboração (cfr. 70.1);
- Servir-se do contributo de leigos competentes nos encontros e nas actividades (cfr. 82.3);
- Prestar atenção aos novos desafios e situações que surjam na sociedade civil;
- Pesquisar e favorecer o diálogo e a colaboração com a Igreja local, os Institutos religiosos, os vários grupos, as organizações existentes no nosso campo de apostolado;
- Empreender iniciativas e projectos que nos abram e movam à colaboração com todos os que trabalham em prol da humanidade;
- Dar a conhecer e apoiar, através das nossas revistas e outros instrumentos de comunicação, as várias situações da missão e das igrejas locais;
- Valorizar e envolver os benfeitores na vida e actividades do Instituto.

III. NA MISSÃO
“Vós deveis ser missionários na cabeça, na boca e no coração” (Conf. III, 16). Com estas palavras, o Beato José Allamano lembra-nos que nós existimos para a missão e que ela é a finalidade do nosso Instituto. É compromisso de todo o missionário ser fiel a este mandato que nos deu, viver este ideal na história, “em comunhão de intentos” com a sua comunidade e em colaboração com todas as pessoas de boa vontade que trabalham pela vinda do Reino de Deus.

A AMV
“O amor e a paixão pela evangelização dos povos que o missionário da Consolata traz no coração impele-o para a AMV. Inspira-o e motiva-o o exemplo do Beato José Allamano, que abriu a sua Igreja local a horizontes mundiais e às necessidades da missão ad gentes, suscitando cooperação e vocações para a evangelização dos povos” (71).

Propostas operacionais
- Colaborar com a Igreja local na programação e na realização de projectos de AMV (cfr. 73.2).
- Organizar durante este mandato de seis anos pelo menos dois encontros de AMV em conjunto com as Missionárias da Consolata (cfr. 3.3);
- Animar e envolver todas as comunidades nos vários percursos de AMV (cfr. 72.4);
- Favorecer a participação dos Irmãos nos programas de AMV (cfr. 61.2);
- Sensibilizar as circunscrições a que garantam uma certa continuidade dos missionários encarregados dos programas de AMV (cfr.73.7);
- Aproveitar as situações mundiais de emergência, de mal-estar e de dificuldades para suscitar a cooperação missionária (cfr. 73.6);
- Valorizar o contributo e a competência dos leigos na AMV;
- Atribuir mais pessoal, e especializá-lo, para as actividades de AMV (cfr. 73.7);
- Tomar providências para que haja animadores para o discernimento vocacional.

No campo da JPIC
“No nosso serviço de missionários que anunciam o Evangelho, nós damos ouvidos aos suspiros da criação e de populações inteiras que sofrem violência, corrupção, opressão, guerra e injustiça. Tudo isto nos empenha em prol da justiça, da paz e da integridade da criação, como parte constitutiva da pregação do Evangelho e do nosso carisma” (29).

Propostas operacionais
- Sensibilizar as nossas comunidades e envolvê-las nas situações missionárias difíceis, através das revistas, das páginas da Web e das comissões de JPIC (cfr. 6.10);
- Promover, em cada continente, actividades sobre JPIC e incentivar as circunscrições a envolver-se crescentemente neste percurso (cfr. 76.1);
- Convocar, durante este mandato, pelo menos dois encontros continentais sobre JPIC em conjunto com as Missionárias da Consolata;
- Prestar atenção, na selecção de novos campos de missão e na reestruturação do nosso serviço, às situações ou grupos humanos onde os valores da JPIC são mais violados (cfr. 6.5).

Os meios de comunicação social
“O Instituto, logo desde os tempos do Fundador, se deu conta da importância dos meios de comunicação para o anúncio do Evangelho, para a formação cristã e missionária, bem como para a AMV. A rápida evolução do mundo da comunicação (imprensa, televisão, rádio e internet) está a causar profundas mudanças que requerem a nossa atenção, formação e devida organização” (33).

Propostas operacionais
- Organizar durante o ano de 2007 um encontro internacional dos principais operadores dos meios de comunicação social do Instituto, em colaboração com as Missionárias da Consolata (cfr. 85.1).
- Colaborar com a agência missionária MISNA e garantir que cada circunscrição tenha um correspondente (cfr. 85.11);
- Encarregar o Secretariado Geral para a Missão do nosso site da Internet e criar uma rede de coordenação entre as revistas IMC e as diversas páginas de Web do Instituto (cfr. 85.10).

Diálogo Interreligioso
“O diálogo interreligioso ‘faz parte da missão evangelizadora da Igreja’ (RM 55) e assume hoje um papel fundamental na missão ad gentes, tornando-se ‘a figura, a actividade e o novo método’ dele” (28).

Propostas operacionais
- Propor, favorecer e apoiar a elaboração dum projecto claro de diálogo interreligioso nas várias circunscrições (cfr. 79.1);
- “Instituir ou reforçar grupos de diálogo interreligioso onde o fenómeno migratório for significativo” (79.2);
- Valorizar, no seio do Instituto e nos diversos tempos formativos, os confrades que se especializaram no estudo das religiões (cfr. 79.6).

Economia de comunhão
Perante os desafios mundiais e as pessoas sempre cada vez mais “empobrecidas”, acreditamos que deve aumentar em nós a atitude da partilha e da solidariedade para uma economia da comunhão e da coequação que se torna sinal profético do nosso modo de agir como missionários em relação à administração dos bens. «Poderá desenvolver-se uma ‘economia de comunhão’ se, no Instituto, os membros tiverem uma opção clara pela santidade, pela fraternidade, pela unidade de intentos, pela sensibilidade para com os pobres e para com as situações de injustiça» (95).

Propostas operacionais
- Fazer com que os bens do Instituto estejam a serviço da missão, sobretudo dos pobres e dos mais necessitados (cfr. 42,1);
- Organizar a economia de maneira que esteja ao serviço, e em função, das pessoas, preferindo investir na sua promoção cultural, psicofísica e espiritual, mais que em instalações materiais;
- Lembrar aos missionários que todos somos simples administradores; que ninguém é dono dos bens que administra; e que tudo se faz em nome da missão;
- Incentivar e valorizar as experiências da caixa comum a todos os níveis, de circunscrição e de cada comunidade (cfr. 97.3);
- “As circunscrições não devem fazer uma indevida acumulação de dinheiro proveniente dos benfeitores: ele deverá ser destinado à missão dos pobres. Qualquer acumulação não deve ser superior às despesas equivalentes a dois anos da circunscrição, salvo casos especiais e só com o acordo da Direcção Geral” (43.4).

Última Atualização ( 16 de March de 2006 )

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