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Era filho de Pietro e Elisa Bertolio e nasceu a 28 de Maio de 1914 em Calogna di Lesa (NO). Cresceu em Belgirate e entrou para o Instituto em Favria, no ano de 1930, vindo do Seminário Diocesano, onde tinha frequentado o segundo ano de Filosofia. Professou em 1934 e foi ordenado sacerdote em Turim em 1938.
Desempenhou várias funções: foi assistente dos Irmãos da Consolata em Comotto (1938-1940); foi capelão militar (1940-1944); foi tipógrafo por um ano em Cereseto; foi director da quinta de Carignano (1948-1955); foi ecónomo da Casa de Alpignano (1955-1964); foi encarregado da loja de Rivoli (1964-1974) e da de Turim (1974-1989). Entre os anos 1990 e 1992 fez serviço pastoral nas casas de Ceriale e Cavi de Lavagna; só depois se retirou para Alpignano em 1992.
A 25 de Agosto, pelas 00:45, assistido pelo Padre Genta, voltou para a casa do Pai, com 92 anos de idade, 71 de profissão religiosa e 67 de sacerdócio.
A missa de exéquias foi presidida pelo Padre Franco Gioda, superior regional, que realçou a grande laboriosidade deste confrade que nunca foi para as missões, a disponibilidade para os trabalhos mais humildes, o grande espírito de pobreza, apesar das riquezas pessoais e dos bens que geriu em nome do Instituto. O corpo foi transferido para Belgirate e sepultado na sua aldeia natal.
P. Giuseppe Villa
O P. Alberto Bona sempre trabalhou no campo da economia. Não estava inclinado para o dizer mas sim para o fazer. Por esta razão não deixou escritos que falem da sua vida. No entanto, fala em sua vez o trabalho humilde e discreto que realizou durante toda a sua vida para sustentar a sua família missionária. Foi o tipo de missionário da “retaguarda”, como se costuma dizer, sempre dedicado a serviços humildes e escondidos, mas importantes, que permitiu que outros fizessem apostolado em terras de missão.
Dele nos ficaram alguns testemunhos do início da sua vida sacerdotal, quando, durante a guerra, e como capelão militar em várias regiões da Itália e na Croácia, escrevia quase todos os meses o relatório administrativo ao vice-superior geral, Padre Vittorio Sandrone, a narrar-lhe os perigos e os terrores da guerra, mas sobretudo o seu apostolado entre os soldados, que envolvia celebrações, catecismo, primeiras comunhões, crismas… motivo de enorme alegria espiritual. Ao mesmo tempo, também exprimia o senso de vazio e de tristeza por falta duma comunidade, bem como o vivo desejo de estar em comunhão com os seus confrades. Eis algumas descrições de saudade:
Saudades do Natal (13.12.1941): «Aproxima-se rapidamente a querida festa do santo Natal e o meu pensamento também corre apressado para a caríssima família do Instituto onde tantos anos passei em santa alegria esta solenidade, que sempre deixou em mim preciosas recordações. Infelizmente, este ano a obediência impôs-nos a nós, militares, o doloroso sacrifício de a passar tão longe do lugar onde o nosso coração deveria estar. Mas tenha a certeza, amado Padre, que nós estamos aí presentes em espírito para juntos prestarmos homenagem ao nosso Rei feito menino. Tenha-me presente naquele momento solene e reze a Jesus Menino para que sempre abençoe e proteja este seu pobre filho».
Alegrias do apostolado: (4.8.1942): «Nunca me falta trabalho porque os destacamentos que me foram confiados são bastante numerosos e, por vezes, nada próximos. O dia 12 de Julho foi inesquecível para todos: 33 dos meus soldados foram crismados… Desculpe se ousei apresentar um detalhe da minha vida militar: mas um filho diz muitas coisas inúteis ao seu pai, e no entanto o pai se alegra. É essa a ideia».
Amor à Consolata (2.7.1942): «A festa da nossa querida Mãe Consolata foi do ponto de vista externo o mais pobre possível. Só com grande dificuldade consegui licença para celebrar a missa! Mas o meu espírito esteve o mais unido possível aos confrades que nas várias casas tiveram a sorte de a festejar solenemente como é habitual. Que Ela nos obtenha rapidamente a vitória que nos unirá a todos os dispersos, sob o tão desejado tecto materno».
Disponibilidade para trabalhar (2.9.1944): Nesta ocasião encontrava-se em casa com os seus pais, mas estava com o coração na Casa Mãe destruída pelos bombardeamentos. O seu grande desejo era fazer algo pelo Instituto. Ao escrever ao seu amigo P. Boetti, dizia: «Avisa-me o P. Gallea de que não tenha dúvidas a meu respeito: tão logo haja trabalho para fazer, eu lá estarei no meu posto; e se quiser que eu venha já, que me escreva; e eu irei até a pé, pois que não sei viver senão no meu Instituto».
O Padre Alberto Bona deixou-nos um diário-crónica de 30 dias (de Julho a Agosto) na frente de combate, de título Horas de Agonia em terras da Sicília, em que narra as vicissitudes que viveu em primeira pessoa: os bombardeamentos, o desembarque dos aliados; os perigos que correu milhares de vezes durante as contínuas deslocações; a morte dos seus camaradas; o seu ministério de consolador dos feridos e dos moribundos; a grande retirada para Norte; e, por fim, o regresso a casa, com o abraço de sua mãe ao anoitecer do dia 14 de Agosto, vigília da festa da Senhora da Assunção.
O diário encerra com estas palavras: «Assim, nos braços da minha mãe, se concluem estes trinta dias de verdadeira agonia e, ao mesmo tempo, de graça e de bênçãos divinas, em que toquei mesmo com a mão que lá no céu existe um Deus que é verdadeiramente um Pai amoroso e que também existe uma criatura mais poderosa que qualquer outra que é a Mãe de Deus e nossa verdadeira mãe… e faz milagres uns atrás dos outros para tornar felizes os corações que nela confiam. A eles suba perenemente, em obras e palavras, o agradecimento da mãe e do filho».
Redacção de “Da Casa Madre”
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