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| PADRE MAURIZIO BAFICO 1926-2001 |
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| Por P. Giuseppe Villa | |
| 12 de March de 2006 | |
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Nasceu em Génova, no ano de 1926. Era filho de Anselmo e Iolanda Piccardo. Bom jogador de futebol, alpinista e contabilista - e um pouco como São Mateus - deixou os bancos e tornou-se sacerdote diocesano em 1957, embora andasse a roê-lo o “bichinho” da vida de missão. Já como pároco de Fregino, escreveu ao seu Vigário Geral sobre a história da sua vocação: «Por volta dos 17 ou 18 anos surgiu em mim um vivo desejo de levar uma vida digna e, a acompanhá-lo, embora timidamente no início, mas sempre em crescendo, o da vocação para o sacerdócio. Mas não me decidiria ainda, com aquele sentimento de incapacidade perante uma missão tão exigente. Deus quis que eu encontrasse pelo caminho, durante a vida militar, um óptimo padre jesuíta já velhinho, que me ajudou a tomar uma decisão em pouco tempo. Eu tinha um desejo muito forte, mas a realidade levava-me a pensar com prudência, de forma que me resolvi a seguir a vida religiosa por ser mais protegida e mais recolhida. A conselho do Padre Michele Poggi, decidi ir para o Seminário. Dali, dissera-me ele, poderia escolher conforme o que tivesse entendido acerca da vontade de Deus a meu respeito. Mal entrei para o Seminário, fui assaltado por um forte desejo de ser missionário e, especificamente nos Missionários de Nossa Senhora da Consolata - de quem sou muito devoto por várias razões». Em 1959, tendo conseguido autorização do seu Bispo, entrou no Instituto e fez a profissão religiosa em 1963. Fez trabalho de animação missionária durante três anos na casa de Bedizzole e, a seguir, partiu para a Colômbia. Foram várias as etapas do seu apostolado missionário, desde Bogotá a São Félix, Tocaima e Montañita. Foram 15 anos de trabalho pastoral que ele conseguiu aguentar entremeados de problemas de saúde que quase sempre o obrigaram a exercer funções auxiliares, tanto nas paróquias como no Seminário. O seu espírito missionário era profundo: fazia longas viagens a cavalo ou de barco para chegar às aldeias mais afastadas. E embora tudo isto o desgastasse fisicamente, animava-o espiritualmente e fazia-lhe sentir grande alegria pela vocação apostólica que recebera. O contacto com a miséria geral das populações estimulou nele o sentido da necessidade de evangelizar, o que fez mediante o testemunho duma pobreza radical para se poder tornar credível às pessoas que nada tinham, chegando mesmo a privar-se dos seus haveres pessoais para ajudar quem passava necessidade. No entanto, ao defrontar-se com a dificuldade de realizar plenamente esta sua aspiração, veio a compreender que a única coisa que conta é “a pura e simples oferta da minha vontade a Deus no sentido espiritual, e nada mais”. Via nisto o sacrifício mais perfeito que, como religioso e como apóstolo, podia oferecer a Deus, sempre consciente de que esta postura vale mais do que qualquer tipo de “activismo” que não seja santificado por esta oferta espiritual. Mas a malária e a hepatite arrancaram-no violentamente à sua missão de fronteira e, em 1983, obrigaram-no a voltar para a Itália, especificamente para a casa de Alpignano. Apesar duma saúde precária, dedicou-se com zelo a visitar os doentes da paróquia, ao ministério da reconciliação e à celebração eucarística dominical em várias paróquias. A sua presença na comunidade caracterizava-se pela humildade, pela obediência e pela oração. Tinha grande amor a Nossa Senhora, declarando-se seu “escravo agrilhoado” e espalhando com constância a sua devoção. O seu objectivo era “Fazer tudo com Maria, por meio de Maria, em Maria e por Maria - para fazer tudo com Jesus, por meio de Jesus, em Jesus e por Jesus». Tendo recolhido ao hospital devido a uma disfunção hepática, foi operado; em seguida, devido a uma hemorragia gástrica, foi para o Pai no dia 17 de Janeiro de 2001. A 19 de Janeiro, o Padre Orazio Anselmi, que diz dever-lhe a sua própria vocação missionária, presidiu à missa de exéquias. Na altura da homilia, fez memória da sua grande pobreza e da sua grande generosidade para com os pobres Concelebraram com ele o superior regional, o pároco, o Padre Lucio Abrami, os sacerdotes do centro missionário de Génova e alguns confrades. Também participaram as Irmãs das comunidades mais próximas e numerosos conhecidos da paróquia. Nem faltaram os soldados Alpinos com o seu estandarte e com a “Oração do Alpino” que fizeram questão de recitar. O seus restos mortais foram sepultados no cemitério de Alpignano. P. Giuseppe Villa e Redacção de Da Casa Madre |
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