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ENCONTRO DOS ADMINISTRADORES REGIONAIS DO IMC PDF Imprimir E-mail
Por P. Marco Marini   
12 de March de 2006

 (Roma, 15-20 de Outubro de 2001)

Mensagem final

No final do encontro dos administradores regionais do IMC, que teve lugar em Roma entre 15 e 20 de Outubro de 2001, e durante o qual foram examinados vários problemas relativos à economia do Instituto, sentimos a necessidade de fazer chegar aos confrades uma mensagem.

Nestes dias tomámos maior consciência de que, como administradores, a nossa função não é apenas técnico-administrativa, mas também de manter vivo no Instituto, em que talvez convivam mentalidades e sensibilidades diversas em relação ao uso dos bens, o espírito que nasceu do coração de José Allamano e que ele transmitiu aos seus Missionários.

À luz da nossa experiência, podemos afirmar que a Providência tem ajudado, e ainda continua a assistir, o nosso trabalho apostólico e missionário. É com sentido de gratidão à Divina Providência que vimos testemunhar que a maior parte dos confrades vive a sua vocação missionária em autêntico espírito de pobreza e sabe empregar bem quanto d’Ela recebe.

Além de dar a conhecer este elemento positivo, também pensamos que é nosso dever apontar aos Superiores Maiores algumas atitudes de sinal contrário que pensamos precisarem de correcção. De facto, é necessário que certas realidades de ordem económica sejam objecto de avaliação atenta para evitar que se alarguem incorrecções ou abusos presentes e futuros:

Entendemos ser oportuno fazer presentes os seguintes aspectos que afloraram no discernimento que fizemos:

1. No período de formação básica deve haver o cuidado de ajudar os nossos jovens a aprender o espírito da pobreza religiosa e a praxe correcta quanto ao uso dos bens, sempre em linha com os compromissos por eles assumidos com a consagração ou com as Constituições.

2. Os confrades com votos perpétuos ou temporários devem ser exortados a usar de transparência na apresentação das suas contas mensais referentes ao uso de fundos, incluindo a “mesada” (pocket money / argent de poche). Essa prestação de contas, na medida do possível, deverá ser acompanhada de talões justificativos das despesas que fizeram. Este pedido não deve ser interpretado como falta de confiança nos confrades, mas tem por motivo o facto de ser esta a maneira ordinária e correcta de apresentar as contas. Além disso, isto faz parte do nosso voto de pobreza e educa para o uso responsável dos bens.

3. Também notamos que se implantou nalguns ambientes a mentalidade de considerar a “mesada” (pocket money / argent de poche) como um salário que deve ser dado ao missionário em datas fixas. A este respeito, queremos reafirmar as orientações dadas pela Direcção Geral, que foram publicadas no Boletim n.º 69, pp. 39-40. Essas orientações não se aplicam apenas aos seminários, mas também às Circunscrições onde essa praxe está em vigor.

4. Queremos lembrar que os salários e as pensões de velhice são bens que pertencem ao Instituto e não ao missionário pessoalmente. Portanto, devem ser usados segundo o espírito da comunhão de bens e segundo as normas das Constituições. Se porventura existirem exigências específicas, elas deverão ser submetidas à consideração do Superior responsável, sem por essa via criar praxes não oportunas.

5. Santas Missas: nota-se que o relatório das Santas Missas, tanto celebradas como por celebrar, chega às administrações regionais de modo nem sempre exacto ou pontual. Deve fazer-se trabalho de sensibilização sobre as ofertas para Missas: elas são uma importante fonte de sustento para os membros do Instituto e são uma responsabilidade em relação aos benfeitores.

6. Caixa Comum:  há necessidade de uniformizar mais a praxe da caixa comum no Instituto. De facto, ainda há demasiadas diferenças, que poderão causar confusão nas pessoas e falta de exactidão na contabilidade.

7. Sugerimos à Direcção Geral que se estude a possibilidade de traduzir o livro “Poveri per arrichire gli altri” pelo menos em língua inglesa.

Em conclusão, queremos ainda prestar homenagem à doutrina do Fundador sobre o espírito de pobreza. Ele afirmava com vigor: «É verdade - sabeis? - que da observância desta virtude e voto de pobreza depende o futuro da nossa comunidade na sua totalidade; e quando começamos a relaxar nisto, todo os espírito se esvai (…). E eu tenho a certeza de que se a nossa comunidade, o nosso Instituto, seguir estas normas, progredirá sempre. Ai de nós se chegar o momento em que estas regras já não forem observadas» (Poveri per arrichire gli altri, p. 64).

Ficamo-vos gratos por nos terdes ouvido e saudamo-vos em Nossa Senhora da Consolata,

P. Marco Marini (Administrador Geral)

e Administradores Regionais do IMC

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