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PADRE RASETTO BARTOLOMEO 1925-2001 PDF Imprimir E-mail
Por P. José Jesús Giraldo Ospina   
12 de March de 2006

Nasceu a 26 de Fevereiro de 1925 em Carignano (Turim), de Giovanni Battista e Pautasso Margherita. Entrou no Instituto em 1942, em plena guerra mundial, vindo do Seminário de Giaveno, onde tinha frequentado o 5.º ano do “Ginnasio”. Ao escrever ao Senhor Reitor, a 20.07.1942, pedindo admissão, garantia que a sua maior preocupação era «salvar uma alma, fazer uma pessoa eternamente feliz…atrair muitas almas que ainda vivem as trevas do paganismo…para as conquistar para Jesus».

Em 1946, consagrou-se a Deus com a profissão religiosa e, em 1950, foi ordenado sacerdote por Mons. Luigi Santa.

Cumpriu a tarefa de capelão na cidade de Turim durante um ano e, depois, foi enviado para o Canadá, onde trabalhou durante 6 anos como vigário paroquial em Manitoba e em Montréal. Chegou à Colômbia em 1956, onde foi alternando a sua actividade entre o serviço pastoral no Caquetá e o serviço de formação nos nossos seminários de Bogotá, Manizales e Medellín, ora como professor ora como director espiritual.

No Caquetá, o P. Rasetto trabalhou como vigário paroquial em Florencia e em Albania, mas sobretudo como pároco de Montañita, primeiro entre 1965 e 1973; depois entre 1978 e 1985. Durante algum tempo também exerceu a função de supervisor de educação, nos tempos em que ela era gerida pela Igreja.

Do Caquetá, mandava notícias ao Superior Geral de quando em quando, sempre em tom positivo, e dizendo-se satisfeito com o seu trabalho, alimentando grandes esperanças pelo futuro do Vicariato. Havia dificuldades, mas elas “servem para fortalecer a nossa têmpera e para amar a Deus de coração sincero. A malária veio fazer-me uma visita: são visitas pouco agradáveis. Já estive às portas da morte duas vezes (uma paralisia da face e das mãos) e vi que tudo é palha e só palha, e que só a eternidade permanece. Só pode acreditar quem já por lá passou: estas provações dão mais proveito que quaisquer outros exercícios» (Carta ao P. Domenico Fiorina, Superior Geral, 9.3.1960).

Por razões de saúde, foi transferido, em 1985, para Bogotá, onde ofereceu a sua colaboração, alternadamente, nas paróquias da Consolata e dos XII Apóstolos. Quando esta foi devolvida à Arquidiocese há dois anos, o P. Bartolomeo passou para o seminário teológico como confessor.

A 2 de Outubro de 1996, fez 50 anos de profissão religiosa e, ao escrever ao P. Piero Trabucco, Padre Geral, dizia-lhe: «Até parece um sonho! Fiz oito dias de retiro em Manizales a meditar sobre as bênçãos e as graças abundantes que Deus me deu, apesar da minha falta de correspondência, dos altos e baixos e outras falhas.

Deus teve que fechar os olhos perante os meus defeitos e deu-me um empurrão para que chegasse até ao dia 2 de Outubro: curou-me da vista e de outros achaques…Graças sejam dadas também à nossa Mãe Consolata e ao beato Allamano, que sempre me assistiram».

Havia alguns dias que se não sentia bem, mas pensava que se tratasse apenas de problemas de brônquios: assim ia fazendo tratamento com as suas receitas pessoais baseadas em ervas e fruta, como era costume. Mas no Sábado, dia 19 de Maio, foi internado de urgência no hospital de Santo Inácio de Bogotá; e as suas condições de saúde logo se revelaram muito sérias. Tratava-se de problemas cardíacos, de que nunca se tinha dado conta.

Nessa noite, teve três enfartes seguidos que o enfraqueceram ainda mais e que se foram repetindo nos dias seguintes. Não havendo outra alternativa, aceitou submeter-se a uma operação de desobstrução das artérias que estavam quase totalmente bloqueadas. Sabia do risco que corria. Mas as suas forças já estavam reduzidas ao mínimo e o coração não aguentou com a operação. Assim veio a falecer na Sexta-feira de tarde, dia 25 de Maio.

Montou-se câmara ardente na capela do seminário teológico, que foi visitada durante toda a noite por pessoas da paróquia, amigos das missões e muitos religiosos e religiosas.

No dia seguinte, 26 de Maio, o corpo foi transportado privadamente para a igreja paroquial da Consolata onde, às duas da tarde, houve celebração solene das exéquias. Presidiu à Eucaristia Mons. José Luis Serna; concelebraram cerca de 20 missionários. A igreja encheu-se, vindo também da paróquia dos XII Apóstolos. Havia representantes das várias comunidades religiosas. Na altura da homilia, Mons. Serna deu realce á personalidade do P. Rasetto, vincando a sua fidelidade sacerdotal e religiosa, como pessoa muito apegada ao Instituto que era. Em breve intervenção do P. Claudio Brualdi, Superiro Regional, foram enaltecidos outros aspectos da sua personalidade: a sua sabedoria e a sua prudência, além da serenidade que se revelava em piadas brincalhonas e na calma que manteve até ao fim. Depois da missa de exéquias, o corpo foi enterrado no Cemitério do Sul, em Bogotá.

P. Claudio Brualdi

e Redacção de “Da Casa Madre”

TESTEMUNHOS

O Padre Bartolomeo foi um homem de grande fé e um grande missionário. Tive ocasião de viver com ele alguns anos na paróquia dos XII Apóstolos e, no seminário, ajudou-me muito, ajuda essa que se exprimia em pormenores, sim, mas de grande significado. Na cultura Makuwa, o Padre Bartolomeo faz parte dos “Makholos”, dos antepassados. Pedimos ao Senhor que o acolha no seu Reino.

P. Sisto Karrau

Recordo-me de que, todas as vezes que eu voltava à Colômbia, o Padre Bartolomeo me perguntava como estava a minha vista, e preocupava-se logo em me levar ao médico. Recordá-lo-ei pelas suas “dietas” e pelo seu conhecimento de ervas e plantas. Mas recordá-lo-ei principalmente pelo amor que tinha pelo povo do Caquetá e por todos os que encontrava. A sua recordação leva-me a dar graças a Deus pela sua vida e pela sua dedicação às pessoas.

P. José Jesús Giraldo Ospina

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