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Nasceu de Giuseppe e Eva Oldani a 27-003-1935 em Ossona (MI). Em 1955, aos vinte anos, ingressou no Instituto pela casa de Rosignano Monferrato. Consagrou-se a Deus em 1961 com a profissão religiosa, tornando-se sacerdote em 1966. Em 1948 partiu para a Argentina, onde trabalhou até 1976, entregue à pastoral na qualidade de coadjutor da paróquia de Paso del Rey e de Rosario; e como Pároco de Cordoba desde 1973 até 1976. Entretanto foi estudar e, em 1969, obteve o diploma em catequese de adolescentes; em 1974 diplomou-se em psicopedagogia. Em 1976 foi enviado para a Região da Itália, onde trabalhou na animação missionária e na promoção vocacional até ao fim da vida. Entre 1976 e 1985 trabalhou sucessivamente nas casas de Bedizzole, Milão e Bevera, onde também ensinou religião nas escolas públicas. A seguir, foi superior da casa de Gambettola por dois anos. O serviço que prestou abrangeu numerosas actividades, todas elas orientadas para dar a conhecer e amar o Instituto, e a motivar jovens para a missão. Em 14-05-1986, o padre Giuseppe Villa, superior regional, dirigia-se a ele nestes termos: "as notícias que de vários lados me têm chegado sobre as tuas actividades e o teu zelo merecem os nossos parabéns: o raid dos jovens sobre Turim, a peregrinação a Rovereto, as actividades na diocese, o 60.º aniversário do Fundador com o Bispo e o clero… Também tem sido bom o empenho na governação da casa, no esmero e no decoro das funções religiosas". O povo de Gambettola também deu por isso e, na altura de ele sair desta casa para ir para Roma, como a obediência lhe tinha pedido, assim se dirigiu aos seus superiores: "O padre Rossi, durante a sua missão em Gambettola, conseguiu, não obstante as dificuldades, atrair a Cristo e à Igreja uma grande parte do povo que até hoje se tinha mantido indiferente, sendo objecto de admiração não só como sacerdote mas também como amigo e confidente a quem as pessoas se podiam dirigir de coração aberto e cheio de confiança". O padre Enrico ficou em Roma 6 anos. Lá participou num curso de actualização, licenciou-se em Ciências da Educação pela UPS, formou-se em pastoral na Universidade Lateranense, e trabalhou como director do Centro de Serviço Missionário da Casa Geral. Entre 1994 e 2001 trabalhou como superior e animador missionário na casa de Cavi di Lavagna, mas os planos de Deus eram outros e, a 20 de Dezembro de 2002, uma Quinta-feira, foi para o Pai. Redacção de Da Casa Madre Crónica da sua partida… - 18 de Dezembro, Terça-feira: o padre Enrico queixa-se de um certo mal-estar, com um formigueiro no braço e na perna esquerda, acompanhado de endurecimento da parte esquerda do rosto. Chamou-se o médico, que mandou interná-lo imediatamente no pronto-socorro de Lavagna. O TAC diagnosticou-lhe princípios de embolia cerebral, levando ao seu internamento no hospital de Sestri Levante. Note-se que na Segunda-feira, dia 17, tinha começado a novena de Natal na paróquia de Santo António de Sestri Levante. Na Terça-feira, fui substitui-lo, indo também visitá-lo ao hospital: estava sereno e bem animado. - 19 de Dezembro, Quarta-feira: pela tarde, o Bispo de Chiavari veio benzer o novo departamento de pneumologia do hospital de Sestri. Entretanto, o padre Enrico estava a conversar sobre a sua missão na Argentina e sobre o seu trabalho de animador com os doentes do seu quarto e com as enfermeiras quando, de repente, se lhe obscureceu a visão e se lhe estropiou a palavra. Foi socorrido pelo médico; o Bispo e o capelão desceram até ao quarto e deram-lhe a Unção dos Doentes, com a bênção papal do costume. Já em estado de coma, foi transferido para Lavagna para refazer o TAC, mas já não havia remédio. - 20 de Dezembro, Quinta-feira: chegam os parentes vindos de Ossona e o Superior Regional, de Turim. Às 17:30, o padre Enrico chegava à casa do Pai. Encontrava-se sobre a sua mesa todo o material dos Exercícios Espirituais que ele tinha preparado para as Irmãs da Apresentação, onde celebrava missa muitas vezes. Mas Deus tinha-o destinado para celebrar o seu Natal nem em Belém, nem em Cavi, mas no céu. Na Quinta-feira, ao anoitecer, acompanhados por muitos amigos, rezámos o terço ao pé do seu corpo, vestido com a túnica e a casula missionárias, que guardava ciosamente para as grandes ocasiões. - 22 de Dezembro, Sábado: às 08:30 realizou-se o funeral na igreja paroquial de Cavi. Presidiu o padre Gottardo Pasqualetti, assistido pelo Pároco, don Stefano Traini, por confrades, irmãs da Consolata e amigos. O corpo ficou na capela mortuária para permitir que os parentes, ainda em viagem, lhe prestassem honras antes de se selar o caixão. Acompanhado pelo padre Fulvio Sala, este seguiu para Ossona, onde se fizeram as exéquias solenes. P. Igino Carnera Dedicado à animação
Desde que, de 1941 a 1953, fiquei no seminário de Montevecchia e, entre 1953 e 1959, no seminário de Bevera, acompanhei sempre com interesse os seminaristas do nosso Instituto na Lombardia, particularmente na Diocese de Milão. O seminário de Bevera fazia-me recordar muitos jovens, e entre eles contava-se o padre Enrico Rossi, de Ossona. O meu contacto com ele foi breve, mas foi suficiente para notar que ele era muito cumpridor e ordenado. Os nossos caminhos separaram-se bem depressa; e só depois de muitos anos é que o revi em Bevera, para onde também eu tinha sido mandado como director do seminário. A comunidade religiosa já não era tão numerosa como antes; e até o seminário já andava mais vazio. O mundo estava a mudar; a própria animação missionária tinha assumido formas novas: um padre acompanhava o "seminário da diáspora"; e o padre Enrico acompanhava, com grande empenho, os encontros com os jovens das várias paróquias. Com a experiência missionária que fizera na Argentina durante aquele período crítico da ditadura e dos "desaparecidos", ele conseguia entusiasmar os grupos de jovens. Recordo bem o interesse e o empenho com que organizava encontros de formação e retiros espirituais para muitos adolescentes e jovens. Conseguia manter uma relação de verdadeira amizade e de mútua estima com o director do Secretariado Missionário de Milão. Estava sempre pronto para solicitar e realizar jornadas missionárias, alargando-se mesmo até à diocese de Bergamo, onde também tinha amigos. Tinha um método todo seu para fazer animação, mas parecia-me ser muito eficaz em conservar um relacionamento continuado. Posso dizer que aprendi dele alguns princípios fundamentais para gerar interesse missionário entre os jovens. Por vezes, ele convidava o director do Centro Missionário, ou o seu vice, a dirigir o encontro de jovens, e eles ficavam admirados ao ver tantos jovens atentos e comprometidos. Era o padre Enrico que, como bom psicólogo - no seu dizer - sabia atrai-los e formá-los. Em seguida, foi para Roma, onde se lançou na animação missionária, incluindo a gestão da livraria e a organização de várias salas para a realização de actividades de animação. A seguir a Roma, foi para a casa missionária-paróquia de S. Valentino, entre 1994 e 1998. Também ali se dedicou com toda a energia a reorganizar a casa-paróquia, e a dirigir a catequese, estabelecendo uma boa relação com o centro missionário diocesano. Ele sabia envolver os paroquianos e outras pessoas que, em grande número, participavam nas actividades do centro, deixando ali o bem que fez para benefício de todos. Até em Gambettola, que foi a sua penúltima base de operações, o padre Rossi trabalhou intensamente, talvez prejudicando a sua saúde; e em Cavi di Lavagna, onde talvez pudesse ter-se recuperado, é que se apagou subitamente. Meu caro padre Enrico, quero agradecer-te pela tua amizade e pela confiança que tinhas em mim, falando-me por vezes das tuas dificuldades. Agradavam-te as coisas feitas com precisão pontual, coisa que por vezes nos beliscava um pouco, mas temos a certeza da tua rectidão de consciência. Obrigado pelo maravilhoso testemunho missionário que difundiste em todos os que te conheceram e amaram. A Virgem da Consolata, que te quis no Instituto, acolheu-te agora e apresentou-te a Jesus, de quem foste sacerdote missionário; e porque partiste bastante jovem, pedimos-te que continues a trabalhar também do céu, como Santa Teresinha do Menino Jesus. P. Giovanni Battista Colusso
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