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Roma, 8 de Junho de 2002 Caríssimos Missionários,
À distância de um mês do encerramento da visita à vossa Região, queremos de novo expressar nossa gratidão a Deus, que nos permitiu fazer uma prolongada imersão na vossa realidade regional e nos enriqueceu no contato com todas as comunidades. Agradecemos, além disso, a cada um de vós, por terdes querido partilhar conosco a vossa própria vida, as dificuldade e alegrias que o trabalho apostólico diariamente nos reserva. Agistes assim com sinceridade, desejando que a nossa passagem entre vós pudesse tornar-se ocasião de inspiração para a vossa vida e a missão. E isso, não tanto por aquilo que nós vos teríamos comunicado, mas principalmente por aquilo que, juntos, teríamos podido descobrir à luz do carisma IMC e com a assistência do Espírito do Senhor. Serviu-nos de inspiração a Palavra de Deus do tempo pascal, rica de muitas referências missionárias. Pudemos contemplar, de fato, dia após dia, os primeiros passos de uma Igreja que, nascida da Páscoa de Cristo, mostra-se desde o começo rica de santidade e capaz de imprimir forte impulso missionário. Eram precisamente estes os dois elementos que o Bem-aventurado Allamano queria que os seus Missionários sempre mantivessem presentes. E dizia-lhes, em suas admoestações, que transcurar um ou outro destes elementos significava pôr em risco o mesmo projeto que a Providência lhe inspirara. Pelo contrário, harmonizá-los, era e continua a ser o constante ideal e o maior desafio para cada Missionário da Consolata. Quarenta dias de viagens e de encontros Os quarenta dias de viagens e de encontros nos permitiram manter contato com todas as comunidades. Encontramos situações tanto positivas como problemáticas, que consideramos dignas de relevo e que passamos a elencar rapidamente: - Constituem uma excepção os missionários que vivem sozinhos. Todos trabalham num contexto comunitário de dois ou mais missionários. O esforço do conselho regional em atuar a orientação do Capítulo, que pedia que as comunidades locais fossem reforçadas, já começa a produzir seus frutos. - Ao invés, continuam fracas as equipes de animação missionária e vocacional. Também as equipes encarregadas da formação estão reduzidas às mínimas proporções; este fato, normalmente, acaba por prejudicar a mesma formação a ser dada aos jovens. - Embora as comunidades sejam numericamente significativas, ainda permanece a desproporção entre empenhos e pessoal. Quase todos se queixam de sobrecarga de serviço. A este respeito, julgamos oportuno chamar a atenção sobre o redimensionamento de algumas das nossas obras, especialmente quando a escassez de pessoal ou o envelhecimento do mesmo o exigem. - As medidas que a Região está tomando em favor dos coirmãos doentes são dignas de louvor. Tais medidas deverão depois ser acompanhadas por outras, em vista dos missionários anciãos que necessitam de atenções particulares. - Constatamos que todas as comunidades fazem o real esforço na elaboração do Projeto Comunitário de Vida, que imprime maior vitalidade à vida comunitária e à formação permanente dos membros. Algumas comunidades paroquiais também prepararam, juntamente com as outras forças pastorais, o Projeto Pastoral. É um esforço que ajuda a unir idéias e planos, e imprime mais clareza ao trabalho. - Reina em toda a Região o esforço de comunhão com a Igreja local e o desejo de oferecer-lhe a melhor colaboração. Enquanto a nossa contribuição pastoral está à altura das exigências diocesanas, reconhecemos, entretanto, que não somos tão eficazes assim em oferecer uma contribuição no campo específico do nosso carisma missionário. - O sentido de comunidade regional é vivo e muito caminho se fez para integrar melhor as novas aberturas da Bahia no contexto da Região. Contudo, é preciso imprimir maior impulso àquelas iniciativas que podem reforçar ainda mais a união da Região e favorecer a disponibilidade de todos os seus membros, dispondo-os a colaborar em qualquer atividade e lugar da Região. - Nossa presença na Bahia merece um comentário à parte, visto ser ela a expressão última e mais nova da nossa missão no Brasil. Com o efetivo início do Propedêutico e do Centro de AMV em Feira de Santana, os missionários que trabalham naquela região julgam ter dado importante passo à frente na realização do projeto original, a saber: trabalhar num ad gentes significativo para o Instituto e iniciar a abertura de uma nova frente vocacional. Acrescente-se, além disso, que aos coirmãos destinados a este campo de trabalho pede-se especial atenção aos fenômenos culturais, sociais e religiosos do povo (por exemplo: família, sincretismo religioso, cultura afro...). - A auto-suficiência econômica da Região torna-se, aos poucos, realidade. Uma valiosa contribuição, visando este objetivo, é dada pelas comunidades locais, que se esforçam por reduzir as próprias despesas e procuram tornar-se auto-suficientes. O apelo que os Ordinários das nossas Igrejas fizeram aos Pastores, no sentido de despertarem nos fiéis maior consciência na colaboração administrativa, a fim de tonar as próprias comunidades cristãs economicamente auto-suficientes, foi recebido positivamente pelos missionários. É preciso, contudo, dar ulteriores passos, para evitar a tentação de confiar demais na ajuda de benfeitores estrangeiros. Para formar um juízo objetivo acerca da nossa realidade regional, é preciso lançar um olhar mais amplo sobre a situação complexa do País. Há dois anos, a Conferência Regional, em sintonia com a metodologia do Capítulo, procurou descrever os contextos que desafiam a nossa missão no Brasil. O resultado foi uma apresentação clara e completa da situação do País, sob o ponto de vista cultural, político, socioeconômico, religioso e eclesial. Tendo presente o trabalho realizado na Conferência Regional e alguns recentes estudos da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), procuraremos apresentar algumas mudanças que condicionam a nossa missão, visando com isso ajudar os coirmãos de outras Regiões a entenderem mais facilmente o trabalho IMC realizado neste País. Uma realidade complexa Quem deseja conhecer de perto o Brasil, defronta-se com uma realidade complexa. São muitos os fatores que contribuem na criação deste cenário pluriforme. Limitar-nos-emos a acenar a algumas mudanças que exerceram ou exercem impacto sobre o trabalho missionário. 1. As mudanças socioeconômicas são as mais evidentes. Não se pode partir da globalização que, embora tenha conotações ao nível mundial, no Brasil teve um desenvolvimento peculiar. Se, há trinta anos, falava-se de dependência ou desenvolvimento, agora, depois do crescimento da globalização, é preferível acenar a alguns fenômenos, tais como: - concentração sempre mais acentuada da riqueza nas mãos de poucos e exclusão total de massas humanas e de inteiras povoações dos bens de consumo; - o "livre mercado" acaba por ficar nas mãos de um número limitado de pessoas, com exclusão dos pequenos e médios empresários; - diminuição da oferta de trabalho, em razão da automatização, com o consequente aumento de desempregados e de trabalho; - crescimento da dívida externa do País; - crescimento da violência, em consequência do aumento de consumo de droga e do seu comércio. Em razão dos fenômenos acima elencados, hoje prefere-se falar não de "pobres", mas de "excluídos" e de "massas inúteis". Surgem, enquanto isso, movimentos ativos que procuram inverter um caminho que parece impossível de interrupção. São os movimentos que contestam o "livre mercado" (ALCA: Associação Livre Comércio da América) e que lutam pela reforma agrária. A ação da Igreja também se faz presente através das semanas sociais, dias de sensibilização (o "grito dos excluídos") e outras iniciativas que favorecem, reforçam e desenvolvem o assim chamado "profetismo coletivo". O missionário, perante este horizonte sempre mais escuro, não pode deixar de solidarizar-se com a Igreja e procurar tornar-se voz profética das massas pobres, que continuam a ser cada vez mais atingidas em seus direitos humanos fundamentais. 2. As mudanças mais substanciais, porém, que ultimamente surgiram no Brasil e em todo o Continente, atingem a área cultural. Há alguns decênios, toda a América Latina caracterizava-se por sua efervescência cultural, geradora de esperanças utópicas e de militância revolucionária. Com a queda do muro de Berlim, o cenário cultural foi mudando radicalmente, criando a assim chamada "depressão psicológica coletiva", que gera desencanto, cepticismo e incredulidade perante qualquer utopia. O pensamento dominante inculca a convicção de que é impossível realizar qualquer mudança ou propor uma alternativa à ordem mundial atual. No entanto, a missão cristã, se não quiser pactuar com este modo negativo de pensar, deve sempre ser utopia e projeto, paixão e contemplação, empenho e gratuidade. 3. Muda também a religiosidade do povo em razão do crescimento da urbanização, da hegemonia cultural do neoliberalismo e, principalmente, por causa da revolução das comunicações que atinge todos os recantos do País. A prática religiosa do mundo rural e a religiosidade popular retrocedem inexoravelmente, sendo substituídas por um tipo de religiosidade que traz as marcas características de todo o mundo pós-moderno: o individualismo religioso, o primado dado à subjetividade e à emotividade, a pertença flexível às Igrejas com o consequente pluralismo de Igrejas cristãs, o indiferentismo religioso, a moral considerada assunto pessoal, o ecletismo de tradições e de práticas, o despontar de novas problemáticas como a ecologia... Não podemos continuar o nosso serviço missionário como se nada estivesse acontecendo no campo religioso. As grandes mudanças do nosso tempo nos devem encontrar atentos e vigilantes, mesmo quando as respostas não são simples. 4. Um aceno às mudanças no campo teológico. Estudos recentes mostram que a Teologia da Libertação não acabou na América Latina, nem foi suplantada pela Teologia das Religiões, que hoje é atentamente estudada em toda parte. Para além dos juízos e das interpretações que se possam dar a respeito destes dois caminhos teológicos, eles permanecem, sem dúvida, como um ponto de referência que não pode ser ignorado. As interrogações que eles fizeram e continuam a fazer à evangelização, impelem os missionários a refletir sobre o significado de: "viver e lutar pela causa de Jesus" e "colocar a Igreja ao serviço do Reino". A causa dos pobres deve ser posta, hoje, mais que nunca, no centro da pregação da Boa-nova, embora já não conte com o apoio das massas militantes dos decênios passados. A um profeta dos pobres foi perguntado recentemente o que sobra da opção pelos pobres no Brasil, tão viva até pouco tempo faz... Respondeu: Sobra Deus e sobram os pobres! Enquanto há Deus e pobres, haverá também uma Boa-nova a ser proclamada pelos missionários que trabalham no Continente. 5. A Igreja no Brasil tem plena consciência destes desafios que acabamos de lembrar resumidamente. Em sintonia com a caminhada corajosa dos decênios passados, embora não sempre isenta de conflitos e tensões, as orientações atuais do episcopado continuam pontuais e claras. As assembléias anuais da CNBB constituem um momento irrenunciável de reflexão, de avaliação e de planejamento. Em todos os campos (institucional, carismático, evangelizador e da praxe de libertação), nota-se um duplo movimento: ad intra e ad extra. O movimento ad intra se expressa no esforço de organizar e acompanhar com atenção os aspectos tão variegados da vida interna, como: os seminários, a caminhada dos movimentos, os centros de estudos teológicos, o papel dos leigos. No movimento ad extra, podem ser lembrados, embora com acentuações diferentes: o papel ativo dos movimentos, sobretudo dos movimentos carismáticos, o uso frequente dos meios de comunicação social, leituras atualizadas da situação do País, o esforço de resposta aos desafios da modernidade, do sincretismo religioso e da necessidade de uma evangelização inculturada. Estes rápidos acenos às mudanças que estão acontecendo no Brasil e no Continente, podem acompanhar-nos nas reflexões que faremos em seguida, de caráter mais doméstico, mas não menos exigentes para nós. Antes, mesmo sem perder de vista os vastos horizontes da missão, será mais fácil enfrentar o nosso horizonte e do nosso pessoal, com respostas corajosas e atuais. DOIS ELEMENTOS Segundo o nosso modo de ver, dois elementos revelam a verdadeira fisionomia de uma Região: a qualidade do trabalho apostólico e o estilo de vida do seu pessoal. São elementos inseparáveis um do outro e se influenciam reciprocamente. Foram vigorosamente sublinhados pelo X Capítulo Geral (XCG), sendo, depois, retomados pela IX Conferência e concretizados em orientações operativas aptas à situação regional. Em torno destas duas componentes queremos agora, no encerramento da visita, recolher as nossas reflexões e, ao mesmo tempo, oferecer também algumas sugestões que nasceram no decorrer dos diálogos pessoais, nos encontros com as comunidades locais e com o conselho regional. Temos plena consciência de não estarmos oferecendo receitas milagrosas. Pelo contrário, cremos no espírito de uma visita de irmãos a outros irmãos, cremos na importância de sublinhar urgências e desafios, de reforçar convicções, retomar orientações e de prospectar eventuais caminhos novos... A. A qualidade do nosso trabalho no Brasil Já falamos do espírito de vizinhança que caracteriza o nosso trabalho no Brasil, em relação à Igreja local, e do espírito de consonância às suas diretrizes pastorais. O último Capítulo Geral, enquanto reafirma a importância da nossa sintonia com a Igreja local, declara com certa firmeza: "Hoje há uma imperiosa necessidade de encontrar formas novas de estar presentes na Igrejas locais com o nosso específico carisma missionário" (XCG 14). Depois, ao tratar do carisma do Fundador e do Instituto, os mesmos Atos Capitulares voltam a frisar o mesmo conceito: "O Instituto deve, de algum modo, repensar a sua presença nas Igrejas locais, mantendo viva a especificidade do carisma ad gentes, com suas características próprias" (XCG 22). Este claro mandato capitular nos orientou no confronto e no discernimento com as comunidades locais. Perguntamo-nos se as nossas paróquias, no seio das Igrejas locais, apresentam uma fisionomia própria e qual seja essa fisionomia; ou se, pelo contrário, nada mais fazem que repetir os esquemas costumeiros de toda comunidade paroquial. Individualizamos deste modo algumas linhas de ação que, embora já tivessem sido expostas em outros momentos e contextos da vida da Região e do Instituto, podem agora oferecer à Região do Brasil uma ocasião para rever sua capacidade de resposta aos desafios do X Capítulo Geral. 1. Animação Missionária O Capítulo classifica a animação missionária "como o serviço mais qualificado e específico que o Instituto oferece às Igrejas" (XCG 45). É mister, portanto, que todos cresçamos na sensibilidade de entender que a animação missionária é um autêntico trabalho ad gentes, e que o pessoal que se dedica a ela realiza um trabalho missionário de primeira ordem numa das fronteiras mais empenhativas para o Instituto. Queremos, a este respeito, sugerir algumas orientações práticas: - É oportuno dar maior impulso à Secretaria da Missão, para que possa incidir positivamente sobre a Região. Que ela seja, na medida do possível, um organismo de reflexão sobre a missão, de sensibilização da comunidade regional e de acompanhamento das comunidades locais. - Os três centros de AMV da Região (Cascavel, São Paulo, Feira de Santana) sejam habilitados para poderem desenvolver um serviço eficaz, destacando para isso pessoal capacitado e suficiente. O Centro de Feira de Santana está ensaiando os primeiros passos: trabalhe em íntima união com os coirmãos da Bahia e com eles trace linhas de orientação que facilitem o trabalho de AMV no Nordeste do País. - Todas as paróquias organizem o grupo missionário, para encorajar a comunidade cristã a abrir-se à missão ad gentes, tanto no seio da própria comunidade como também em relação a horizontes mais amplos. Haja um coirmão encarregado de acompanhar tal grupo, na formação e nas atividades. - Ao elaborar o Projeto Pastoral, cada comunidade paroquial cuide de identificar com clareza os âmbitos ad gentes nos quais tenciona trabalhar. As paróquias dirigidas por pessoal IMC devem ser transformadas em centros de irradiação missionária, oferecendo também, quando solicitadas, serviços na animação de outras comunidades cristãs. - A revista Missões, que durante o ano voltará a ficar sob a completa responsabilidade do IMC, encontre a máxima difusão nas nossas paróquias e o interesse de todos em utilizá-la. A Secretaria da Missão estude e lance campanhas para incrementar o número de assinaturas. - Nas comunidades paroquiais onde trabalham três missionários, que pelo menos um se dedique especificamente às atividades de AMV, tanto no seio da paróquia como fora do contexto paroquial. 2. Pastoral juvenil e vocacional No Brasil, a juventude é uma realidade numericamente muito relevante, mas também, ao mesmo tempo, esquecida. Diversas vezes, durante a visita, os Pastores das dioceses onde trabalhamos nos indicaram o mundo juvenil como uma das opções privilegiadas para a nossa obra missionária. Ainda que alguns missionários confessem ter dificuldade em realizar uma pastoral juvenil eficaz, não podemos deixar de assumir os desafios que nos vêm do mundo dos jovens, porque o futuro do Continente, da Igreja e do Instituto depende deles. Devemos lembrar, ao mesmo tempo, que a pastoral juvenil deve desembocar, de maneira natural, na pastoral vocacional. As duas pastorais buscam-se reciprocamente. Não podemos, de fato, ajudar os jovens a crescer na vida cristã, sem cuidarmos também da dimensão vocacional. Elencamos aqui algumas possíveis iniciativas que conseguimos colher durante os diálogos com as comunidades locais: - Cada comunidade paroquial organize o grupo vocacional, com o objetivo de manter viva a temática vocacional através da catequese, da oração e da preparação de subsídios. Tudo isto deverá ser feito em sintonia com as diretrizes das dioceses. - Todo missionário ofereça de boa vontade o serviço da direção espiritual aos jovens que a pedem, dando preferência aos estudantes universitários. Este missionário seja auxiliado a aperfeiçoar o seu serviço de direção espiritual através de periódicos encontros de atualização. - Ainda que cada comunidade cultive a pastoral juvenil e vocacional sob a direção de um "acompanhante", também os "animadores" devem continuar a trabalhar na Região, para que haja um serviço de reflexão, de coordenação e de apoio a todos os coirmãos. - As comunidades formativas, pela particular fisionomia que apresentam, especialmente as do Propedêutico, são lugares privilegiados de pastoral vocacional, onde o "vem e vê" pode ser posto em prática com facilidade e eficácia. - A comunidade de Cascavel e o Conselho Regional estão oportunamente revendo os critérios a serem adotados na aceitação dos candidatos ao seminário. Acham que é oportuno receber candidatos que já tenham completado o 2º grau, e que possam iniciar o Propedêutico, já a partir do próximo ano. Tal critério poderá também oferecer à AMV uma colaboração mais eficaz e constante. - O site web da Região seja zelado com a ajuda dos próprios jovens e enriquecido com rubricas formativas, de conteúdo missionário e vocacional. Estes meios modernos de comunicação são particularmente úteis para dialogar com os jovens e oferecer-lhes material para reflexão. - No contexto da pastoral juvenil e vocacional queremos acenar aos Leigos Missionários da Consolata (LMC). O Instituto, em colaboração com os próprios leigos, está estudando o espírito, a organização e o serviço missionário da associação LMC. O Brasil, pela diversidade e variedade dos campos de trabalho, pode dar uma boa contribuição a esta associação. Haja interesse e participação por parte de todos os missionários, para favorecer a expressão missionária dos leigos, seguindo com atenção as linhas aprovadas pela IX Conferência Regional (página 31) e as que serão emanadas pela Direção Geral. 3. Pastoral ministerial Um dos caminhos privilegiados para evangelizar e levar o primeiro anúncio a quem não o recebeu é fazer com que todas as nossas paróquias se transformem em verdadeiras "comunidades ministeriais". No passado, um exagerado clericalismo abafou, não poucas vezes, o surgir dos ministérios e o desejo que os leigos manifestavam de desempenhar na Igreja o papel ativo que lhes competia. Atualmente, este ministério dos leigos parece que tem mais facilidade de se expressar. Acenamos a algumas de suas modalidades: - O Conselho Pastoral Paroquial seja valorizado ao máximo. É um meio eficaz que favorece o engajamento dos leigos, gera comunhão, desperta energias novas no campo da evangelização. - Grupos e movimentos estão crescendo em toda parte, podendo desempenhar um valioso serviço em muitas áreas. Sejam, portanto, favorecidos, acompanhados e abastecidos da necessária formação, para que possam atingir seus objetivos em comunhão com as demais forças pastorais da comunidade cristã. - A dimensão cultural seja convenientemente zelada em todas as nossas comunidades e paróquias. Em nossa sociedade, caracterizada pela fragilidade do pensamento, a formação cultural tem ainda importante papel a desempenhar. Cada paróquia organize, quando for oportuno, cursos de formação, enfrentando as questões que atualmente são mais debatidas. Vimos como algo positivo o nascer de algumas bibliotecas paroquiais. 4. Consolação e pobres "Os primeiros Missionários da Consolata, desde o princípio, escolheram obras e meios que hoje chamaríamos "de consolação". Foram iluminados por Aquela que para nós é inspiradora de uma Missão que deve ser expressão de um Deus "que consola o seu povo e se compadece dos seus aflitos" (Is 49,13). "Do coração compassivo de Deus nasce a missão que traz consolação à humanidade" (XCG 49). Além disso, no que se refere a esta dimensão da nossa vocação, somos interpelados pela situação do País e do Continente, cuja descrição sumária apresentamos acima. Recordemos, neste contexto, algumas escolhas feitas pela última Conferência Regional e outras que emergiram durante a visita: - As nossas presenças entre os afro-brasileiros, os trabalhadores rurais e os sem-terra, entre os pobres das periferias das grandes cidades constituem, de longa data, alguns dos nossos campos privilegiados de trabalho. Percebemos que há o desejo de não se contentar apenas com uma simples presença em tais situações, mas que se estude e se atue nelas uma verdadeira "pastoral". Trata-se, efetivamente, não tanto de dar o peixe ao pobre, mas de ensinar-lhe a pescar. A IX Conferência Regional havia sugerido que, para cada um destes campos, fosse constituída uma equipe de estudo e de trabalho, para tornar mais eficaz a nossa obra em favor dos pobres. Parece que, até agora, tais equipes ainda não estejam agindo. - Os temas e as questões referentes à Justiça e à Paz estão penetrando cada vez mais na esfera específica da nossa vocação e da nossa praxe pastoral. A violência na cidade, os desvios da juventude, a pobreza, a corrupção nas campanhas, as novas doenças são assuntos que devem ser estudados e enfrentados com iniciativas apropriadas, capazes de formar e informar sobre estas e outras grandes questões mais sentidas e debatidas. - Sugerimos que em cada paróquia se constitua a comissão de Justiça e Paz, para sensibilizar todo o povo de Deus sobre as questões relacionadas à pobreza, à justiça e à paz. Utilize-se o precioso manual, que por iniciativa do Secretariado Geral da Missão, foi traduzido também em português. - A Região, na IX Conferência Regional, quis fazer própria a atividade relacionada aos doentes de AIDS e aos portadores do vírus HIV. Parece-nos que tal escolha feita pela Assembléia Regional não seja ainda suficientemente sentida pelos coirmãos. De fato, o trabalho de assistência ao Lar Betânia, até agora, foi levado adiante pela preocupação e interesse da Direção Regional e pela boa vontade de algum coirmão. O objetivo, ao invés, é criar em todos os que trabalham na pastoral uma sensibilidade que produza interesse ativo e operante, em favor dos que são acometidos por esta doença, ou que dela possam ser possíveis vítimas. 5. Temporariedade dos nossos empenhos Sendo o nosso um Instituto missionário, os empenhos que assume em relação às Igrejas locais têm, necessariamente, caráter de provisoriedade. Não estamos numa Igreja local para permanecer indefinidamente, mas para oferecer-lhe uma ajuda qualificada e temporária. Feito isso, devemos partir para outros lugares. É este, talvez, o elemento que mais qualifica a nossa obra missionária, onde quer que estejamos, e ao qual devemos permanecer fiéis. Esta orientação deve, portanto, guiar toda nossa escolha e iniciativa pastoral, com o intuito de levar quanto antes a comunidade paroquial ao amadurecimento ministerial e também à auto-suficiência administrativa. Cremos, além do mais, que seja oportuno reforçar a indicação apresentada pela Direção Geral, ao traçar a programação do sexênio, onde se pede que todas as presenças IMC que tenham mais de 20 anos de duração sejam objeto de discernimento, para ver se é conveniente deixá-las, a fim de assumir trabalho em outros lugares (cf. BU port. 88, p.8). Na hora de redigir ou de renovar as convenções com os Ordinários, é oportuno não apenas combinar as modalidades do nosso serviço numa Igreja local, mas também fixar com clareza a duração dos nossos empenhos, baseando-nos principalmente nos critérios fixados pelo XCG. Na conclusão desta primeira parte, exortamos todo coirmão ao qual talvez se tenha pedido um serviço especial em determinados setores mencionados acima, a se manter aberto e disponível, de coração e mente, perante todo o conjunto da ação pastoral e evangelizadora. Não é positivo fechar-se em compartimentos estagnados, porque tal atitude, com o passar do tempo, pode tornar estéril a nossa obra. Os projetos pastorais, o diálogo fraterno, inclusive os contatos periódicos com todas as diversas pastorais, podem incentivar a criatividade e conduzir à realização de um projeto pastoral orgânico e regional. B. O estilo de vida do pessoal missionário O X Capítulo Geral deu determinação clara, tanto à Direção Geral quanto às Direções de Circunscrição, a respeito da importância básica do cuidado a ser dispensado ao pessoal. Uma ocasião tão importante como a visita canônica não poderia olvidar este empenho e responsabilidade no tocante ao pessoal missionário. Ao tratar da formação permanente, os Atos Capitulares afirmam: "A Direção Geral no seu plano de trabalho e as Circunscrições nas suas Conferências promovam uma enérgica ação de renovação de todos os missionários, através de uma formação permanente que não se limite a atualizar conhecimentos, mas sirva para motivar as pessoas a aprofundarem e assimilarem o carisma, o espírito do Fundador, os ideais da consagração, da comunhão e da missão" (XCG 47). Conscientes da importância desta enérgica ação de renovação de todos os missionários, quiséramos agora recordar alguns valores típicos da nossa vocação e do nosso carisma, que a visita mesma constatou como elementos carentes. Temos a plena convicção de que não pode haver uma autêntica renovação da nossa ação missionária se não houver um esforço "enérgico" no campo da vida interior do próprio missionário, na formação permanente do pessoal, na formação dos nossos candidatos. Cremos que é deste modo que nos mantemos no rumo traçado pelo Fundador, que nos inculcava este princípio: "Primeiramente santos e depois missionários!" Convencidos da complexidade deste argumento, focalizamos aqui apenas alguns aspectos considerados importantes e fundamentais na realização da nossa vocação. 1. Interioridade e oração Uma correta pedagogia de santidade acentua, antes de tudo, uma interioridade rica de valores e a arte da oração. A nós e ao nosso trabalho missionário não pode bastar apenas a sobrevivência espiritual, o mínimo indispensável, ou aquilo que nos pode advir do desempenho da nossa ação pastoral. João Paulo II, no encerramento do Jubileu da Redenção, coloca a Igreja em atitude de partida rumo a um novo milênio de evangelização. E pede-lhe, sem incerteza ou perplexidade, que assuma uma espiritualidade robusta, adaptada às exigências que emergem da evangelização do mundo atual. Pede que se aprenda e se siga uma eficaz pedagogia de santidade, que se aprenda e se ensine a arte da oração (cf. NMI 30-34). Coirmãos da Região do Brasil, quiséramos, nós também, na conclusão desta nossa visita e neste ano centenário da missão, dirigir-vos um apelo, para que saibais fixar o olhar na santidade de vida, cultivando uma interioridade rica, alinhada com o carisma do Allamano e a centenária tradição do Instituto. Diversos missionários confessaram escasso empenho pessoal na oração, ritmos comunitários de oração insuficientes para comunidades apostólicas. Os desafios da nossa missão são muitos; portanto, devemos ter a vontade decidida de perseguir aquela mística missionária que torna eficaz o trabalho e a nossa evangelização. Além deste apelo geral, quiséramos chamar a atenção sobre dois aspectos específicos: - A Eucaristia O Concílio Vaticano II afirma que a Eucaristia é o ponto de partida e o ponto de chegada de toda evangelização (cf. SC 10). O Fundador a considerava ponto de convergência de toda comunidade missionária, realidade à qual devemos refazer-nos frequentemente ao longo dos nossos dias carregados de muitos empenhos. Como pode então faltar a Eucaristia na vida pessoal do Missionário da Consolata? Se assim fosse, seus dias seriam vazios, não teriam aquela referência ideal indispensável. Que outra ação salvífica poderia substituir a Eucaristia, dar alma à missão, dar voz aos apelos de tantos irmãos que invocam luz, força e esperança? Quiséramos fazer ecoar as palavras persuasivas do Fundador, que nos pediam a todos de ser "sacramentinos", isto é, capazes de colocar a celebração eucarística no centro de todos os nossos dias e considerá-la, em nossa vida apostólica, um momento irrenunciável. Se, às vezes, não tivéssemos a possibilidade de celebrar nós mesmos para o povo, não nos deverá faltar, ao invés, a ocasião de concelebrar com outros coirmãos sacerdotes. Notamos, com satisfação, que algumas comunidades paroquiais estão introduzindo momentos de adoração eucarística para o povo, a fim de que a oração de adoração se transforme em dinamismo para o trabalho apostólico. - A Palavra de Deus Sempre na Novo millennio ineunte (NMI), lemos que o primado da santidade não é possível se faltar uma renovada acolhida e reflexão da Palavra de Deus. Um dos elementos básicos da nossa evangelização, que encontra exatamente no Continente latino-americano a expressão mais feliz, consiste em acolher, meditar e rezar a Palavra de Deus por parte dos ministros, religiosos e fiéis leigos. Ela se torna assim fonte de nutrição pessoal e meio eficaz de evangelização. A milenária tradição da Lectio Divina pode hoje em dia ser oportunamente retomada e tornar-se para nós e para os outros "a palavra que interpela, orienta e plasma a existência" (NMI 39). Somente quem se nutre dela pode tornar-se "servo" fiel e anunciador eficaz. E o dever do anúncio é fundamental em nossa vida! Para nós - Missionários da Consolata - este retorno à Palavra de Deus atende, além de tudo, a uma dupla exigência da nossa tradição espiritual: fidelidade à meditação diária e assiduidade à Liturgia das Horas. Esta última, sobretudo, foi assumida pelos Ministros ordenados, como um compromisso solene perante a comunidade cristã, no dia da ordenação diaconal. Enquanto encontramos fiéis desejosos de alimentar-se com a oração dos salmos, aprendendo a apreciá-la e a utilizá-la diariamente com fidelidade, renovemos também nós o empenho de utilizá-la todos os dias, pessoalmente e em comunidade, para transformá-la em alimento de nossa vida e meio eficaz para introduzir os fiéis na arte da oração. 2. Renovação de vida De forma sempre mais decisiva, a partir do Concílio Vaticano II, a formação permanente dos religiosos e dos sacerdotes identifica-se com o processo de renovação de vida. É este o objetivo último de toda iniciativa de formação permanente: ajudar as pessoas a se "renovarem", para que possam responder sempre mais adequadamente às exigências do ministério apostólico e da missão. A Região do Brasil não poupa esforços e empenho em zelar pela causa formativa do seu pessoal. Permiti que também nós, no tocante a isso, ofereçamos algumas sugestões: - Uma pessoa só poderá ser ajudada na atuação de uma renovação eficaz e na formação pessoal quando se abre, quando colabora e se esforça para ser protagonista de tal processo. Nada poderá substituir o esforço pessoal do indivíduo no trabalho de renovação da própria vida. O hábito de fazer o discernimento pessoal, a revisão da própria vida, o hábito de ler obras de espiritualidade religiosa e missionária faz com que se tornem mais apetecíveis os meios que visam a uma eficaz renovação. - É oportuno que cada comunidade tenha o seu próprio ritmo diário e semanal de reflexão e de leituras apropriadas. Tivemos oportunidade de constatar que várias comunidades fazem o louvável uso de textos provenientes da CNBB ou da CRB. Privilegiem-se, contudo, os textos que provêm do Instituto e os temas que o Capítulo Geral sugeriu para a reflexão bienal. - Os retiros espirituais mensais, por razões diversas, não se realizam com a regularidade que seria necessária e desejável. Quando estes retiros não pudessem ser realizados com a comunidade local ou com as comunidades IMC mais próximas, remedeie-se a isso participando das iniciativas da Igreja local, ou então, consagrando mensalmente um tempo prolongado e pessoal à oração, reflexão e avaliação da própria vida. - Um elemento sobre o qual, talvez, raramente refletimos, quando nos preocupamos com as nossas pessoas, é a nossa afetividade. A afetividade, se formada oportunamente, torna-se geradora de energias indispensáveis para a nossa vida pessoal e comunitária, como também para realizar uma atividade apostólica serena. Vivemos numa sociedade na qual, infelizmente, tudo quanto se refere a esta área é tratado de forma irreverente, para não dizer provocadora. Eis então porque é preciso utilizar os antídotos necessários, tais como: uma ascese mais atenta, vigilância e oração, relacionamento fraterno e sincero nas nossas comunidades, valorização da direção espiritual e, quando oportuno, recorrer a pessoas especializadas neste campo. 3. Alguns importantes elementos no processo formativo de base A visita nos colocou em contato com todas as comunidades formativas da Região. Encontramos nelas jovens que percorrem o caminho da realização de sua vocação missionária IMC. Tivemos ocasião de colher também as suas dificuldades e seus problemas. Sem entrar difusamente nesta área, quiséramos retomar aqui, ainda que brevemente, alguns temas que desenvolvemos nos diálogos mantidos com eles, como sinal e convite a todos os coirmãos a considerarem estes jovens em formação como parte integrante da Região e objeto de primordial atenção. - Uma espiritualidade unitária A formação de base encontra aqui um dos elementos essenciais e um impulso incomparável no caminho formativo. Na verdade, ela deve procurar fornecer aos nossos jovens, que se preparam à vida missionária, os meios indispensáveis para se tornarem pessoas felizes e missionários eficientes na atividade apostólica. Os nossos jovens devem aprender a ser homens de oração, como os queria o Fundador, e de acordo com as modalidades determinadas pelas Constituições. Encontrem eles constante apoio na comunidade e uma segura referência no testemunho de seus formadores. - Tornar-se pessoas de comunhão Durante os anos de seminário o jovem em formação deve aprender a arte da vida comunitária e da comunhão fraterna. Enquanto aprende a administrar com responsabilidade os seus dias, procure sentir que o irmão que vive ao seu lado deve ser objeto de sua preocupação e cuidados. Só quando vive intensa e positivamente todas as dimensões da vida comunitária é que o jovem mostra de ter as qualidades necessárias para se tornar um Missionário da Consolata. - Carisma e senso de pertença A vida dos nossos jovens é marcada pela intensidade de muitas atividades. Contudo, não pode faltar nela o interesse pela nossa Família e o estudo do seu carisma. Os nossos jovens, além disso, sentem a necessidade de que os missionários mais anciãos fiquem perto deles; sentem a necessidade de conhecê-los e de conhecer também as suas atividades apostólicas. Haja, portanto, entre Região e Seminário um crescimento progressivo de fraternidade, de interesse, de auxílio recíproco. - Formação A formação de base será eficaz quando o jovem se deixa formar, quando se torna protagonista ativo da própria formação, quando toma a iniciativa e lança mão de todos os meios que a comunidades e os formadores colocam à sua disposição. Ser agente da própria formação não significa, entretanto: individualismo, "espontaneísmo" ou improvisação. Enquanto o jovem passa de uma fase da formação à outra, deve ser capaz de demonstrar a si mesmo e aos outros que o seu amadurecimento avança num crescendo constante. Do contrário, seria o fracasso do processo formativo e um presságio negativo para o seu futuro, como Missionário da Consolata. CONCLUSÃO As celebrações centenárias do Instituto nos convidam a lançar um olhar ao passado, para agradecer a Deus; são, ao mesmo tempo, ocasião propícia para olhar o futuro, o novo século de vida da nossa Família. Na celebração do passado, devemos encontrar a força para administrar o presente e a lucidez necessária para programar o nosso futuro. Foi no espírito do Centenário que vivemos esta visita. Nosso pensamento voltou frequentemente a considerar o serviço generoso e também heróico dos nossos missionários do passado. Por eles, louvamos e agradecemos a Deus. Induzidos por seu testemunho de vida, renovamos agora o nosso empenho de viver o "hoje" da nossa missão com aquela intensidade que nos deve caracterizar sempre, fiéis às intuições carismáticas do nosso Pai Fundador. Edificou-nos a serenidade de vida dos nossos anciãos. Os nossos jovens nos deram esperança. O zelo missionário e a dedicação apostólica de todos são garantia para a Região. O renovado desejo de caminhar em comunhão com as Missionárias da Consolata é vivamente sentido nos nossos dois Institutos. Que Deus cubra a todos e a todas com as suas bênçãos! Ao concluir, dirigimos novamente nosso particular agradecimento ao Pe. Michelangelo Piovano - Superior Regional - que nos acompanhou durante toda a visita e que, de muitas maneiras, nos ajudou a entender a realidade regional. A crônica quase que diária da visita, redigida e enviada por ele às comunidades, ajudou a criar expectativa, comunhão e um clima de oração em torno deste importante evento da Região, que acontece de seis em seis anos. À Virgem Maria Aparecida - Padroeira da Região e "estrela da nossa evangelização" - confiamos a nossa missão no Brasil. Ao Bem-aventurado José Allamano pedimos que multiplique nesta terra o número de seus filhos, herdeiros fiéis dos seus ideais apostólicos, à luz do exemplo do Padre João Batista Bísio. Pe. Piero Trabucco, IMC Pe. Aquiléo Fiorentini, IMC Padre Geral Conselheiro Continental
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