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RELATÓRIO DA DIRECÇÃO GERAL PDF Imprimir E-mail
Por Consolata.org   
12 de Março de 2006

INTRODUÇÃO

A Carta Apostólica Novo Millenio Ineunte (NMI) de João Paulo II é um presente documental de enorme valor: integra uma colecção de orientações espirituais e linhas de acção pastoral que amadureceram durante o Grande Jubileu da Redenção e que ele apresenta à Igreja na óptica duma evangelização renovada logo no início dum novo milénio. Cada página deste documento respira missão e dinamismo apostólico. Saltam à vista indicações preciosas como, por exemplo:
- "Importa reavivar em nós o ímpeto das origens, deixando-nos invadir pelo zelo da pregação evangélica que se seguiu ao Pentecostes" (40);
- "Tal como os peregrinos de há dois mil anos, os homens do nosso tempo, porventura sem o saberem, pedem aos crentes de hoje que não só falem de Cristo mas que, de certo modo, também lhO façam ver" (16);
- "Hoje, o Cristo que contemplamos e amamos convida-nos outra vez a que nos metamos a caminho "ide, pois, e ensinai todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28, 19)" (58).
De igual modo, o nosso Instituto também já chegou ao fim do seu duplo jubileu: de cem anos de vida e de cem anos de evangelização ad gentes. As actividades que realizámos não tiveram por objectivo apenas "festejar" uma data importante para a vida da Família mas, e principalmente, "reavivar em nós o ímpeto das origens". Todas as celebrações foram ocasião de animação e anúncio em toda a parte, com partilha do nosso carisma e com a proposta vocacional.
Quisemos, de propósito, fazer a abertura deste Relatório lembrando estes acontecimentos jubilares que marcaram a nossa vida neste últimos três anos. E fizemo-lo para que a "onda comprida" destes acontecimentos chegue a marcar também este momento de assembleia que, naturalmente, temos por relevante na cami-nhada que o Instituto está a fazer. Assim, fazemos votos por que vivamos estes dias em espírito de auscultação fraterna e de amplo diálogo, atentos a descobrir os sinais dos tempos que se revelam na nossa vivência missionária e a dar ouvidos, uma vez mais, às orientações, aliás sempre pontuais, que nos vêm da Igreja .
Além disso, temos sempre à mão os Actos do Décimo Capítulo Geral (XCG), que nos mostram a tentativa feita pelo Instituto para descobrir o significado actual do que é encontrar Cristo e anunciá-lO a quem ainda O não conhece. Os votos que fazemos são os de que consigamos avaliar a caminhada pós-capitular, confirmar as opções que se fizeram ou, então, fazer correcções e emendas de navegação onde quer que tenham aparecido dificuldades ou incertezas. Não há falta de "vinho novo"; mas serão as nossas comunidades missionárias "odres novos" com capacidade para receber e valorizar a novidade? Também fazemos votos por que este facto de nos encontrarmos todos juntos durante três semanas consiga reforçar não só a nossa amizade e a nossa colaboração de irmãos, como também a indispensável unidade entre a Direcção Geral e todas as Circunscrições que representais. Oxalá nos acompanhem nestas tarefas a intercessão materna da Senhora da Consolata e a presença paterna do nosso Fundador.

Este Relatório é de carácter colegial e reflecte a posição de toda a Direcção Geral no seu conjunto. Embora tenha sido escrito por uma só pessoa, ele foi estudado e aprovado pelo Conselho na sua totalidade. Em suprimento da sua necessária brevidade no tratamento dos vários assuntos, os membros da Direcção Geral e os chefes dos Secretariados prepararam outros materiais para ilustração do trabalho que realizaram. Eles estão à vossa disposição para consulta. Os pontos de referência e orientação que foram utilizados na redacção deste Relatório foram: os Actos do XCG e o "Programação da Direcção Geral para 1999-2005" - que apareceu no número 88 do Boletim do IMC.

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