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A Consulta aos Superiores de Circunscrição inspira-se no último Capítulo Geral, tanto quanto ao seu espírito como quanto às suas orientações. Cremos, por isso, que é oportuno relembrar, rapidamente, a finalidade que ele tinha definido e que, afinal, cumpriu nos respectivos Actos. Essa finalidade era tripartida: a. Ele ensinou-nos a interpretar as situações E fê-lo apresentando-nos seis contextos que constituem um desafio à nossa missão, a saber: a cultura dominante pós-moderna e globalizada; a situação política e económica que tantos desafios coloca à prática da justiça e da paz; o contexto religioso actual, que se caracteriza pelo fundamentalismo islâmico, pela proliferação das seitas, pela fraca prática religiosa, sobretudo no mundo ocidental; as rápidas mudanças que estão a acontecer tanto nas Igrejas de fundação antiga como nas jovens Igrejas de missão e a posição do nosso serviço missionário no seu seio; as profundas mudanças que estão a afectar o nosso Instituto no momento actual e as respostas que ele está a dar aos inúmeros desafios que o interpelam, sobretudo na área da formação e do carisma. O Capítulo ensinou-nos a estarmos alerta para todos os sinais dos tempos, de olhar atento e de coração aberto à esperança. Sugeriu-nos também que cada um de nós, tal como as Circunscrições, não devemos deixar de lado a prática de marcar momentos periódicos de reflexão sobre a realidade envolvente, com predilecção pelas áreas mais condizentes com a nossa vocação. Só desta maneira é que a nossa prática missionária se distanciará do perigo de se meter a " patinar". b. Reafirmou que não somos apenas "Missionários", mas sim "Missionários ad gentes". O ad gentes foi exactamente o primeiro tópico do Capítulo: "Com a expressão ad gentes, entretanto consagrada pelo uso, chegamos ao âmago da inspiração originária do Fundador, do nosso carisma e também deste Capítulo Geral. Tanto aquilo que precede como aquilo que se segue encontra aqui o seu fulcro e ponto de convergência" (p. 39). Concentrando toda a sua atenção neste conceito, os capitulares decidiram levar-nos para o lugar mais íntimo da nossa vocação, precisamente porque é o ad gentes que nos especifica enquanto Missionários e nos dá uma fisionomia. Em sintonia com a orientação capitular que optou por especificar os âmbitos próprios do nosso ad gentes, todas as Circunscrições se lançaram a estudar com afinco o estilo e os elementos específicos da sua missão. A caminhada começou; e este momento de consulta será propício para sabermos se já vamos pelo caminho certo. c. Lembrou que a espiritualidade é o elemento fundamental da vida do Missionário da Consolata. Sob a designação "espiritualidade", o XCG reuniu todos os elementos que compõem o projecto de santidade que José Allamano queria para o Missionário da Consolata, bem como aqueles que a pedagogia da Igreja, nossa Mãe e Mestra, tem sugerido. Recordemos alguns deles: o uso da Palavra de Deus; a necessidade da formação contínua como "acção enérgica de renovação de todos os Missionários"; a reflexão sobre o plano de salvação de Deus para o mundo, de que somos despenseiros; a recuperação da dimensão da consolação como elemento carismático do nosso Instituto; Nossa Senhora da Consolata, que é, na vida pessoal do Missionário e na sua acção apostólica, "modelo e guia, inspiradora e Mãe"; a comunhão, enquanto capacidade de viver alegremente com os irmãos, em colaboração com todas as forças vivas da Igreja, e orientados a ver Cristo na face de cada pessoa. Se tal foi a intenção do Capítulo, qual tem sido, então, o seu impacto concreto sobre a vida dos nossos Missionários e sobre os compromissos das Circunscrições durante estes três anos? Apesar da dificuldade em quantificar os resultados, ousamos exprimir um parecer, que afinal provém do nosso observatório como Direcção Geral. Estas nossas percepções assentam sobre dados colhidos durante as visitas às Regiões e também nas iniciativas que foram implementadas a nível geral e a nível dos vários continentes. Eis algumas áreas em que, ao que nos parece, foi maior o impacto em termos operacionais: - Tentativa de analisar, sobretudo durante as conferências regionais, a situação da Região e do País, confrontando-a com os critérios de interpretação apresentados pelo Capítulo. - Reflexão sobre a autenticidade do nosso ad gentes e a procura de novos caminhos. Talvez tenha sido esta a interpelação mais pesada que o XCG fez às Circunscrições e a cada um dos Missionários. - Acolhimento positivo do projecto de uma nova fundação na Ásia. As manifestações em contrário foram bastante reduzidas, quando comparadas com as que surgiram por ocasião da fundação na Coreia. - Começo de eficaz e produtivo intercâmbio com as Missionárias da Consolata e realização de iniciativas de comum interesse. - Exigência de constituir comunidades numérica e qualitativamente significativas. Já não se afigura escandaloso que haja três missionários por comunidade! - Cordial aceitação das iniciativas de renovação sincronizadas principalmente com os três momentos da nossa vida: juventude, idade adulta, terceira idade. E desejo de períodos sabáticos por parte de confrades que não podem usufruir das iniciativas organizadas pelo Instituto. - Apreço pelo papel do Conselheiro Continental e adesão às iniciativas que foram lançadas a nível de continente. - A Justiça-e-Paz foi acolhida quase em toda a parte com interesse e penetra no próprio tecido da missão. - Interesse renovado pela realidade dos Leigos Missionários. Claro que o que foi dito é apenas uma listagem, porventura incompleta. Os relatórios regionais que seguem completarão este esboço e poderão mostrar como é que o Instituto está a responder aos desafios do XCG.
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