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III. O PESSOAL PDF Imprimir E-mail
Por Consolata.org   
12 de March de 2006

Passemos agora à consideração de alguns aspectos referentes ao pessoal apenas para efeitos de anotação e descrição, sem pretender fazer uma análise profunda. A finalidade deste Relatório não permite mais. Mas muito embora a apresentação seja sucinta, estes aspectos permitirão lançar luz sobre a situação que o Instituto está a viver neste momento e poderão ser retomados para tratamento num segundo tempo desta Consulta, se a assembleia houver por bem fazê-lo.

1. O decréscimo do pessoal

As estatísticas dos três últimos anos mostram que estamos a passar por uma fase de decréscimo de pessoal no Instituto, embora pela brevidade do período em análise isso não possa ser tomado como indicador fiável de consistência de tendência. Ao confrontarmos os dados que se encontram no Anuário de 1999 com os do de 2002, obtemos o seguinte quadro de pessoal:


1999
2002
Bispos
9
13
Padres
739
764
Irmãos
72
70
Estudantes Professos
131
89
Noviços
36
29
Total Geral
987
965

O nosso parecer, em termos de factores deste decréscimo, é que ele se deve ao seguinte: em primeiro lugar, a adopção do ano propedêutico não deixou que o Quénia tivesse Noviciado no ano 2000-2001; em segundo lugar, nota-se que todos os anos há uma quantidade consistente de estudantes professos temporários a pedir dispensa dos votos ou a não ser admitida à respectiva renovação (cerca de 15). O primeiro factor foi apenas de conjuntura; mas o segundo preocupa-nos e dá que pensar. Voltaremos ao assunto mais abaixo neste Relatório, ao falarmos da perseverança e das desistências do pessoal em estado de formação.
O número de Irmãos, embora elevado, continua a manter-se sensivelmente constante. Os candidatos a Irmãos, neste momento, vêm principalmente da África.

2. Distribuição do pessoal

Passamos a transcrever e a comentar sucintamente aquilo que os Actos Capitulares referem sobre este assunto: "(O Capítulo Geral) como orientação e ajuda à Direcção Geral, dá as seguintes indicações:
1. Cada Circunscrição tome consciência de que é já impossível à Direcção Geral fazer uma distribuição do pessoal segundo o critério da "substituição", no que diz respeito ao número e qualidade dos Missionários.
2. A Direcção Geral destine o pessoal disponível, segundo as prioridades:
- Às novas aberturas ad gentes programadas pelo Capítulo;
- À formação de base
- À animação missionária e vocacional;
- À qualificação de acordo com as exigências destes sectores" (pp. 85-86).
Temos de confessar com toda a sinceridade que nem a Direcção Geral nem as Direcções de Circunscrição tomaram consciência até agora de que a disponibilidade de pessoal já não é o que era. De facto, ao distribuir o pessoal, ainda se procura fazê-lo com base no princípio da "justa distribuição" e, no caso das substituições, com base no da justa "substituição".
E no entanto, o que se encontra apresentado, de modo algo impiedoso, embora exacto, na Programação para 1999-2005 (pp. 40-41), corresponde a um critério realista. Pensamos outrossim que, mais cedo ou mais tarde, será este o único caminho a seguir se quisermos ser fiéis ao espírito do XCG.
Ao que nos parece, existe a impressão de que a América Latina e a Europa ainda não se integraram na óptica do redimensionamento. Nestas Regiões, procurámos redefinir as nossas fundações, de forma que, quando se elimina uma, logo se faz outra. Ora esta prática, sobretudo na América Latina, começa a penalizar seriamente a animação missionária e vocacional, infelizmente.
Por outro lado tornou-se mais fácil encontrar pessoal para as novas fundações servindo-nos do pessoal de primeira destinação; e também conseguimos aumentar um pouco o número de Missionários nas Delegações (cfr. Costa do Marfim, Venezuela e África do Sul).

2. Pessoal em situações especiais

O Relatório do Vice Superior Geral revela que nada menos de 17 Missionários foram encaminhados, nestes três últimos anos, a fazer cursos de recuperação em centros especializados. As situações que eram problemáticas tiveram muito a ver com a área psicossexual. Nalguns casos, tratou-se de problemas de alcoolismo. A avaliação que fazemos destes cursos mostra-se geralmente positiva. O motivo da sua eventual ineficácia - coisa que aconteceu nalguns casos - deveu-se quase sempre ao facto de o indivíduo não admitir ter necessidade de tratamento sério e, por isso, não colaborar com o pessoal terapêutico. Portanto, importa recordar que, antes de se enviar um confrade para cursos deste tipo, é absolutamente necessário dialogar sincera e fraternalmente com ele. A pessoa deve saber de que se está a tratar, em que é que o curso consiste, e qual é o seu objectivo.
Até agora, a Direcção Geral sempre assumiu as despesas com estas terapias que, por sinal, até foram bastante onerosas. O Secretariado Geral recolheu informações sobre bastantes centros deste tipo que funcionam nos vários Continentes e que coloca à disposição dos Superiores Regionais que lhe fizerem pedido.

3. Colaboração com as Missionárias da Consolata

Ela foi desejada e determinada pelos nossos Capítulos mais recentes e parece que, finalmente, entrou pelo caminho certo. As Direcções Gerais, tal como muitas Direcções Regionais, estão agora a estudar em conjunto temas de mútuo interesse, bem como a planificar actividades conjuntas para formação do pessoal. Parece que em toda a parte se está a descobrir a sensatez de colaborarmos juntos em espírito de respeito mútuo e de comunhão, tal como queria o Beato Fundador.
A este respeito tornou-se um caso emblemático a caminhada que os Missionários da Consolata e as Missionárias da Consolata empreenderam juntos em relação à próxima fundação na Ásia. Ora, precisamente em vista de novas fundações, mesmo no contexto das Regiões, deve haver mútua colaboração logo desde o nascimento do projecto e, a seguir, durante o seu desenvolvimento até à sua realização. A este respeito recordemos a nova experiência da Região da Etiópia, especificamente no caso de Shambo, e a da Colômbia, no caso La Tagua.

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