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Padre PAGLIAI INO GIUSEPPE LUIGI (1923-2002) PDF Imprimir E-mail
Por P. Giovanni Tebaldi   
12 de March de 2006

A sua vida no Instituto começou no dia 14 de Novembro de 1936, dia da sua entrada para o Seminário de Montevecchia, de que era director o Padre Francesco Grosso, que se fazia assistir pelos Padres Luigi Bosio, Sisino Visentin e Giuseppe Incicco. Os alunos do ensino médio eram 37. O Ino – como lhe chamavam os colegas – era de Montepulciano (Siena), onde nascera a 1 de Janeiro de 1923, filho de Bruno e Galli Eletta. Em 1929 morreu-lhe a mãe e o Ino foi com o pai, que era polícia reformado, para Alba. Foi dali que passou para o Instituto. O Da Casa Madre do mês de Dezembro faz-nos o seguinte relato: «O Seminário Menor de Cernusco-Montevecchia, embora actualmente seja mais centro que fonte de vocações, por acolher os seminaristas de outras casas mais do que propriamente os fornecer… foi aumentada de mais um andar, dotada das comodidades mais necessárias, e viu a sua capela receber nova decoração: este complexo tem agora um aspecto elegante e arejado».
O Ino frequentou os dois primeiros anos da escola média em Montevecchia e em Varallo Sesia (1938-1941) e o Secundário em Cereseto Monferrato (1941-1944). Fez o Noviciado em Varallo (2 de Outubro de 1944 a 2 de Outubro de 1945); e cursou teologia na Certosa di Pesio e em Rosignano (1945-1949). Os relatórios que os formadores nos legaram daqueles anos sublinham a sua personalidade afável: de piedade constante e grande dedicação; muito estimado pelos colegas, de carácter dócil, engenhoso, generoso e aventureiro, fácil de contentar. Mas também era «tenaz nos debates. Fala de política de boamente…» E foi declarado “Não idóneo para as missões por problemas de audição”.
No dia 19 de Junho de 1949 foi ordenado sacerdote em Rosignano Monferrato por Mons. Bottino. «Depois de ter levado para casa as primícias do meu sacerdócio – escrevia ele num relatório pessoal – e depois de um período de férias no seminário teológico da Certosa, fui para Turim dar início ao trabalho que me foi confiado no Gabinete da Administração Geral, ajudando o Padre Livio Guerreschi. E entretanto, assisti durante um mês às lições de contabilidade com o Padre Giacomo Racca». Mas a perda da audição foi piorando, causando-lhe bastantes sofrimentos.
Como não podia ser destacado para a missão, traduziu esta vocação numa «generosidade absoluta para com os seus colegas». O que não impediu que fosse «bastante rigoroso para consigo próprio e às vezes, também para com os outros».
Levou uma vida normal, ao ritmo do trabalho e da oração, encontros com a comunidade e com os missionários retornados. O serviço que oferecia aos missionários ocorreu num período de intensa actividade na África, na América latina e na Europa.
O Padre Silvano Cacciari, que o conheceu e com ele partilhou trabalhos e sofrimentos, dá o seguinte testemunho: «Trabalhámos ao lado um do outro durante uns bons 11 anos (1974-1984). Era alegre, sempre à disposição, nada de queixas ou recriminações, sem a mínima impaciência mesmo quando eu o incomodava fora do horário do escritório. Trabalhávamos habitualmente de porta aberta; e quando eu precisava de alguma coisa, nem me levantava da cadeira. Bastava gritar “Pagliaiooo...” e ele respondia prontamente “Cá está ele!”. A sua surdez quase completa, talvez congénita, não lhe trazia problemas. A dizer a verdade, se não fossem os visíveis aparelhos auditivos, nunca ninguém se daria conta da sua deficiência. Nunca faltava aos actos comunitários. Dirigia, com a máxima pontualidade, os tempos de oração em comum. Foi para mim um exemplo de fidelidade, de laboriosidade e de serenidade – poder vê-lo sempre em casa, sempre no seu lugar, e sempre a trabalhar… causava-me enorme admiração…».
Por vezes, porém, a vida reserva-se o direito de funcionar como uma cruz e de manter a pessoa crucificada nela. O Padre Pagliai também passou pela crucifixão. E não foi nada leve. O Padre Giuseppe Mina, que o conhecera na Casa Mãe e, anos mais tarde, em Alpignano, dele escreve: «Foi bem diferente o Pagliai com que partilhei os dias desta Casa Giuseppe Allamano. Os sofrimentos, ou talvez outras conjunturas, tinham-no fechado dentro de si mesmo, passando o dia em meditação totalmente muda. Procurei fazer-lhe companhia como se costuma fazer a um irmão. Recordo-o com afecto, como sacerdote de Deus e como Missionário da Consolata. Para ele vão as minhas afectuosas despedidas».
Faleceu em Alpignano no dia 3 de Dezembro de 2002, com 79 anos de idade, 57 de profissão e 53 de sacerdócio.

P. Giovanni Tebaldi

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