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Padre João De Marchi PDF Imprimir E-mail
Por Padre Giovanni Tebaldi   
12 de Março de 2006

Padre

JOÃO DE MARCHI

(1914-2003)

Falecera ainda há pouco o Fundador Beato José Allamano quando João De Marchi entrou no seminário menor de Camerletto, a 15 de Novembro de 1926.

A sua vida seria um cruzamento de coincidências e de encontros. Vinha duma pequena aldeia da área de Belluno, de nome Riva d’Arsiè, na diocese de Pádua, onde nascera a 21 de Julho de 1914. Frequentou a escola primária de Casale sul Sile, na área de Treviso. Iniciou os estudos seguintes em Camerletto e continuou-os em Turim até 1932. Fez o Noviciado em Rosignano (1932-1933) e foi para Roma frequentar os cursos de filosofia e de teologia no Pontifício Instituto da Propaganda Fide, licenciando-se em Sagrada Escritura no Pontifício Instituto Bíblico (1933-1942). Foi ordenado sacerdote em Roma a 13 de Março de 1937. Durante a Guerra foi Director do Seminário Teológico de Turim e, a seguir, foi Director da Casa de Roma. Durante os anos que vão de 1943 a 1951 foi Superior e Director em Portugal e, depois, nos Estados Unidos. Desde 1963 até 1970 trabalhou na Diocese de Nyeri como Secretário do Bispo Dom Carlos Cavallera; de 1970 a 1982 tornou-se o primeiro Missionário da Consolata a regressar à Etiópia depois da expulsão dos nossos.

À primeira vista apresenta-se-nos como um vadio, se não contasse com sólidas garantias, que aliás se concretizariam ponto por ponto nos anos futuros. Numa avaliação que lhe foi feita antes da ordenação sacerdotal, aparece como «Óptimo em tudo: pontual, exacto, do tipo verdadeiramente estudioso, adaptando-se a qualquer encargo ou dever; no estudo das línguas poderá trazer honras ao Instituto. É um tanto distraído e não nota que tem excelentes capacidades intelectuais. É pobre; não tem cheta; contenta-se com tudo; tudo lhe serve». Mas não é cobarde: aceita os desafios da vida e enfrenta-os com grande intensidade e coragem, com naturalidade, sem fazer cálculos, sem ansiedade, na certeza de que há sempre uma solução para cada eventualidade.

O Padre De Marchi e a fundação do IMC em Portuga

Foi o que aconteceu no caso de Portugal: tratava-se dum país que os Missionários da Consolata conheciam indirectamente a partir de Moçambique e que teria podido tornar-se um campo de grandes esperanças.

O boletim oficial do ano 1943 relata-nos, entre os actos do Conselho, a notícia da fundação de uma casa em Portugal nestes termos: «Como resultado das transacções que tiveram início em 1942 através da Santa Sé, no sentido de se abrir uma casa do Instituto em Portugal, o Padre João De Marchi foi mandado pelo Instituto para fazer os primeiros contactos com os bispos daquele país…».

A 10 de Junho de 1943, fez uma visita de cortesia ao Bispo de Aveiro, Dom João Evangelista de Lima Vidal, que manifestou o seu contentamento em se erigir na sua Diocese um seminário missionário.

Mas encontrou a mesma disponibilidade na conversa que teve com o Bispo de Leiria, Dom José Alves Correia da Silva. João De Marchi chegou à pequena aldeia de Fátima como um peregrino solitário. Ficou hospedado na casa de duas irmãs de nome Soledade e Rosinha Freitas, que começaram a ensinar-lhe português. Nos momentos de maior calma, dedicou-se a escrever duas historietas românticas, uma de nome “Titíri” (1945) e outra de nome “A Filha do Brâmane” (1946). O Padre Aventino de Oliveira, que esteve a seu lado logo desde os primeiros dias, lembra-se vivamente como o povo de Fátima seguia aquele jovem sacerdote de barba preta a percorrer os caminhos das terras mais próximas numa velha bicicleta, para chegar todas as manhãs às várias capelas para celebrar missa e para se encontrar com amigos que estivessem dispostos a contribuir para a compra dum terreno. Esses contactos, a princípio silenciosos, logo se transformaram em conversas entre amigos.

No dia 3 de Outubro de 1944, antes de dar início às obras, abriu o seminário menor, que dedicou a São João de Brito e guarneceu com uma dúzia de rapazes – uma casita perto da “Pensão Treze de Maio”, em recordação da aparição de Nossa Senhora aos três pastorinhos Lúcia, Jacinta e Francisco. Começou então a escrever sobre Fátima e sobre as aparições, resultando nas obras Foi aos Pastorinhos que a Virgem Falou, Seminário das Missões de Nossa Senhora de Fátima, Cova da Iria, Fátima, 1945; The Crusade of Fátima, Minnesota, 1948; Fatima, The Facts, Cork, 1950; The Shepherds of Fatima, New York, 1952; The True Story of Fatima, Minnesota, 1956; The True Story of Our Lady of Fatima, The Immaculate Heart, New York. Mas a sua obra principal intitula-se Era uma Senhora Mais Brilhante Que o Sol, que teve 18 edições em português, 15 em italiano, 13 em inglês, 11 em espanhol, 8 em francês e uma em polaco, ao cuidado do P. Witold Malej, Matka Najiswi rozmawiaa pastuskami (1988). Em Julho de 1946, o Da Casa Madre referia-se a um artigo do padre De Marchi no Osservatore Romano della Domenica em que menciona “a Casa do nosso Instituto, que é a única comunidade religiosa residente em Fátima”. Colaborou com revistas e jornais americanos e irlandeses. The Innocents of Fatima é o título dum artigo que publicou no Catholic Digest do mês de Outubro de 1952.

Em 1942, o Padre De Marchi acompanhou a Imagem Peregrina pelos Estados Unidos e, graças aos seus amigos e benfeitores, recolheu fundos para a construção do Seminário. A primeira ala desse seminário foi inaugurada pelo Arcebispo de Aveiro, Dom João Evangelista de Lima Vidal. Até de Moçambique chegaram gestos de benevolente adesão. A 6 de Janeiro de 1950, o cardeal Teodósio Clemente de Gouveia, Arcebispo de Lourenço Marques, escrevia-lhe: «Rev.mo Padre De Marchi: a si e a todos os seus queridos confrades e alunos envio uma bênção afectuosa e os meus agradecimentos. Acredite que estou a acompanhar com simpatia e com interesse os seus esforços e a sua tenacidade no sentido de dar raízes à sua Congregação em Portugal e dar missionários portugueses ao império português. Os meus sinceros parabéns!».

Entretanto, a obra vai-se alargando a outras localidades do país. O Padre De Marchi já podia contar com uma boa equipa de padres: L. Bosio, M. Bianchi, G. Bollino, P. Bonino, L. Cavallera, G. Gaudissard, F. Maggioni, A. Mongiano, G. Morando, L. Ori, F. Peirone, U. Zacchinelli e Irmão Michele Brunero.

Por esta altura, a presença do Instituto em Portugal já estava garantida: em 31 de Março de 1948, os alunos do Secundário já somavam 35. Depois de ter participado no Capítulo de 1949, o Padre De Marchi foi aos Estados Unidos; visitou a África; preparou materiais de propaganda; enviou apoios para as populações do Quénia, então sob a opressão da guerrilha dos Mau-Mau; fez conferências em Detroit, em Pittsburgh, em Boston; e fundou o boletim Rainbow Mission News. Em Março de 1950 voltou a Portugal. Assim dizia o Da Casa Madre de Abril de 1950: «Graças à obra audaciosa do Padre De Marchi nas principais metrópoles dos Estados Unidos e na Irlanda, a construção do nosso Seminário continua sem parar».

O Padre De Marchi, Missionário no Quénia

Chegara entretanto a sua oportunidade de fazer missão na África. Seria o Quénia o seu campo de trabalho. Muito provavelmente, ao ter conhecimento das capacidades do Padre De Marchi, e vista a urgência em reconstruir a Diocese sobre as ruínas da guerrilha dos Mau-Mau, o Bispo Dom Carlos Cavallera se tivesse dirigido à Direcção Geral para o ter a seu lado. As dezenas de escolas “harambee” que tinham sido construídas na diocese, os postos de saúde, as “prayer houses” (casas de oração) e os centros catequéticos precisavam de ajuda e de fundos. O Padre De Marchi era a pessoa talhada para essa função, graças à ampla teia de amizades e à sua dedicação. Acabou por se tornar o ponto de referência de muitas iniciativas diocesanas tais como: igrejas, asilos, escolas, movimentos de jovens e escuteiros. Uma iniciativa que lhe foi muito querida foi a dos voluntários do Peace Corps, a precisarem da ajuda espiritual e moral para se inserirem nalguns sectores da igreja, como por exemplo o ensino e a gestão da livraria.

O sonho da Etiópia

A Diocese de Nyeri incluía então os territórios que por sua vez se tornariam autónomos: ao Norte ficava a vasta área de Marsabit a confinar com a Etiópia, a mesma que nos primeiros anos do Instituto fora teatro das expedições guiadas pelo Padre Ângelo Dal Canton. A possibilidade de levar os Missionários da Consolata de volta à Etiópia tinha uma boa base. Na sua qualidade de cidadão americano, o Padre De Marchi iria aproveitar-se dessa vantagem. Numa carta dirigida ao Superior Geral, Padre Domingos Fiorina, ele perspectivou a possibilidade duma “reentrada” dos Missionários da Consolata. Fez uma visita rápida a Addis Abeba, onde se encontrou com os responsáveis da Igreja Católica da Etiópia – que se mostraram bem dispostos ao regresso dos Missionários da Consolata, embora sob a aparência de agentes sociais. Era mais um retorno aos tempos passados da era Barlassina, quando a presença missionária teve de se camuflar de actividade mercantil. Em 1969 deu-se a mudança na Direcção, parecendo já realizável o velho sonho. O Superior Geral, Padre Mário Bianchi, informou os Missionários sobre uma breve visita que fizera à Etiópia, de onde voltara com a convicção da possibilidade de se poder voltar “ao serviço duma nobre Nação, tão querida ao coração de muitos missionários”. E assim, apareceu um “decreto” da Direcção Geral a reabrir, volvidos 30 anos de silêncio, as portas da Etiópia e a dar início à obra de intervenção nos centros para deficientes, crianças invisuais e leprosos.

Mas em tudo há um pôr-do-sol. Assim também a saúde do Padre De Marchi começou a enfraquecer. O Padre Aventino de Oliveira, num interessante artigo “in memoriam” relata-nos uma confidência que aquele fizera a um confrade: «Quando já não estiver em condições de trabalhar, tirai-me a vista, minha Mãe do Céu, - para que eu possa voltar e passar o resto da minha vida em Fátima a ouvir as confissões dos peregrinos». E assim aconteceu. E foi em Fátima, como era seu desejo, que veio a falecer no dia 1 de Janeiro de 2003, na Festa de Maria Mãe de Deus. Tinha 88 anos, 69 de profissão religiosa e 65 de sacerdócio.

Eis como falam dele…

O Padre Norberto Ribeiro Louro, em nome do Conselho Geral, assim escreveu ao Superior Regional de Portugal, Padre Luís Tomás: «Embora a morte do Padre De Marchi não nos tenha apanhado de surpresa, pois tínhamos em conta a sua avançada idade e o seu estado de saúde bastante precário, ela criou um impacto profundo e provocou em todos nós sentimentos genuínos. Se é verdade que a morte de cada Missionário da Consolata deixa em nós sensações semelhantes, a despedida do Padre De Marchi representa para o Instituto, para os Missionários da Consolata em Portugal e para Fátima algo de diferente e muito marcante. Trata-se da partida de um homem verdadeiramente carismático, uma figura de missionário que foi pioneiro em três continentes, capaz de avançar no meio das maiores dificuldades com naturalidade e, ao mesmo tempo, capaz de se esconder numa modéstia sem pretensões, no despojamento mais autêntico e na ingenuidade evangélica das pombas e das crianças. O muito trabalho que fez foi sempre tido por ele como pouco e insignificante. Teve razão em não querer deixar Fátima, onde ele, ao conviver com a mensagem das aparições da “Senhora mais brilhante que o sol” e com a vida transparente e simples dos pastorinhos a quem Ela falou, se deixou moldar por aquela profunda experiência; e com o nome da Senhora de Fátima no coração e nos lábios e com a simplicidade dos pastorinhos na alma e no seu modo de ser, conseguiu penetrar nos corações e nos ambientes que a outros eram proibidos. Muita razão tiveram os Missionários da Consolata em Portugal em o quererem e amarem até ao fim, sem delegar para outros os cuidados que merecia e de que tinha necessidade. Obrigados! Que o Padre De Marchi repouse na paz de Deus e que possamos tornar-nos dignos herdeiros do seu estilo de bem-fazer.

Uma dedicação total

“O Padre João De Marchi era uma pessoa profundamente identificada com a missão. Vivia a sua vocação missionária com uma dedicação radical, sem parar, sem medo, sem descanso. Tinha o dom muito especial de fazer contacto, de fazer amizade e de transformar as pessoas em benfeitoras das missões. Falava das missões a quantos encontrava. Pode dizer-se que era mediador e ponte entre os benfeitores e as missões…Falava a todos sobre a missão, a tempo e fora de tempo. As pessoas com que falava ficavam simplesmente desarmadas perante a sua simplicidade e sinceridade. Por vezes até os ricos e os poderosos deste mundo sucumbiam ao seu encantamento; e nunca havia nele artimanhas ou gestos calculados. Deixava nas pessoas uma impressão muito profunda, fazendo-as fiéis e dedicadas às causas que lhes propunha. Por detrás do seu aspecto simples escondia-se uma vontade de ferro e a indomável decisão com que realizava os seus objectivos e fazia os seus planos. Pelo muito que fez, poderia ser uma pessoa admirada e aclamada. Mas ele era uma pessoa que não tinha a mínima vaidade, era modesto e esquecido de si próprio. Não mimava a sua pessoa, nem a sua saúde nem a sua aparência. Nunca conheci um missionário da Consolata a quem foram confiadas tamanhas somas de dinheiro. E no entanto, não se deixou apegar a um cêntimo; vivia no despojamento mais autêntico e na mais rude pobreza. (…) Mas era sobretudo um homem de Deus e um grande devoto de Nossa Senhora de Fátima. Muitos são os que recordam, ano após ano e dia após dia, como ele nunca faltava à reza do terço na Capelinha das Aparições ou às procissões da Virgem. Andava sempre, e por toda a parte, de breviário e de terço na mão. (…) Estamos convencidos de que o Padre De Marchi é para nós uma verdadeira bênção. Quem deu início ao Instituto em Portugal e deixou uma quantidade enorme de amigos e benfeitores haverá de funcionar como traço de união entre nós e eles”.

P. Luís Tomás, in Boletim Encontro, Janeiro de 2003

Outros Testemunhos

“Em 1975, o Padre de Marchi disse-me que quando já não pudesse trabalhar, voltaria para Fátima porque queria morrer ao pé de Nossa Senhora de Fátima e no dia da Sua festa. E aconteceu exactamente assim. Deixou-nos muitos exemplos de vida missionária. Principalmente de desapego e de amor aos mais pequeninos” (Padre Joaquim Gonçalves).

“Sempre tive grande admiração e estima pelo Padre De Marchi, mas essa estima aumentou depois de eu ter feito uma pequena pesquisa sobre os primeiros anos da Consolata em Portugal. Ao fazer contacto com o nosso acervo documental, notei que ele era um homem cheio de capacidades, coisa que nunca imaginaria encontrar numa pessoa e num missionário tão simples e aparentemente ingénuo com quem eu vivera dia a dia. Que a sua memória permaneça e que a sua vida nos sirva de inspiração” (Padre Manuel Tavares).

“Temos a certeza de que o Padre João De Marchi vive agora com a Mãe Consolata e com o Beato José Allamano; e que agora poderá interceder e olhar mais facilmente por todos os seus missionários” (Teresa e Paulo, LMC na Tanzânia).

“Sinto-me emocionada, impressionada e triste ao pensar no seu desaparecimento. Há pessoas que parecem feitas para sinalizar o caminho ao mundo” (Clara, uma jovem de Alfena, Portugal).

“Via-se na fisionomia dos Missionários o amor e a ternura que todos sentiam pelo Padre De Marchi. Em alguns até vi lágrimas que brilhavam e escorriam dos seus olhos. Era uma família que se reunira para prestar a última homenagem ao pai que tanto amavam e do qual tanto tinham recebido” (Georgina Duarte, MMC, Lisboa).

“Tudo o que o Padre de Marchi fez em Portugal, nos Estados Unidos, no Quénia e na Etiópia marcou a vida de todos nós. Nos cinco anos que vivi com ele, tive ocasião de admirar o seu modo “irrequieto” de viver a missão, o seu desapego total e o seu constante pensar na missão” (Padre Fernando Carneiro).

“Como Missionários da Consolata, teremos agora mais uma data para lembrar. Em 1926, o Beato Fundador José Allamano partiu para o Pai depois de ter cumprido a sua missão. A 1 de Janeiro de 2003, aquele que cristalizou o carisma da consolação em Portugal, o Padre De Marchi, foi contemplar a face brilhante e serena de Deus. Que a semente da sua vida, que acaba de ser lançada à terra, continue a produzir frutos de novas vocações para a missão. Do Brasil, mando um abraço de solidariedade com toda a grande família IMC da Região portuguesa, incluindo amigos e benfeitores. (Padre Albino Brás).

“É motivo de luto para a vossa Região a morte do querido confrade, Padre João De Marchi. Bem sabemos o que ele significa para a nossa família missionária. Ele está entre aqueles pioneiros que tudo deram à missão” (Padre Francisco Lerma).

“Que o Padre De Marchi abençoe os caminhos, tanto velhos como novos, dos nossos Institutos e interceda a favor de novas e santas vocações missionárias” (Irmã Cesariana Corioni, MC).

“Trabalhei com ele na Etiópia. Acredito que se encontra agora no céu a organizar qualquer grupo de solidariedade para as crianças da Etiópia… Tenho a certeza de que não deixará de interceder por aqueles que tanto amava. Que a Região de Portugal, por sua intercessão, alcance aquilo de que precisa” (Padre Álvaro Palácios).

“Acabo de ler o anúncio do falecimento do Padre De Marchi… Faz-me pensar nas suas qualidades de pioneiro em Portugal, nos Estados Unidos, onde com ele vivi dois anos, e na Etiópia. E também deixou a sua marca no Quénia. Ele só se preocupava com uma coisa: a missão” (Padre G. Inverardi).

“Num período relativamente curto, em 1945, já estava pronto um livro sobre as aparições marianas de Fátima – Era uma Senhora mais Brilhante que o Sol. O Padre João revelou-se narrador de pena leve, comovido, apaixonado, brilhante. Sem a tornar pesada, essa obra resultou fiabilíssima do ponto de vista histórico. E com sucesso de best seller. Houve numerosas traduções. Os textos, que foram por ele reelaborados, fixaram de forma indelével o acontecimento de Fátima (Padre Giuseppe Mina).

(Para uma reconstrução da personalidade e obra do Padre João De Marchi são fundamentais os dois estudos que saíram em Fátima Missionária (Fevereiro de 2003) e em Encontro (Janeiro de 2003).

Padre Giovanni Tebaldi

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