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| Protector para o ano 2004 |
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| Por P. Piero Trabucco, imc | |
| 12 de Março de 2006 | |
Santa Catarina Drexel1 de Outubro de 2003 Caríssimos Missionários, No dia primeiro de Outubro do ano santo 2000, precisamente há três anos, num Domingo de grandes chuvas, reunia-se na Praça de São Pedro, em Roma, uma grande multidão de peregrinos. Tinham vindo de todas as partes do mundo para assistir à canonização dos cento e vinte Mártires Chineses, de Bakhita, de Maria Josefa do Coração de Jesus e de Katharine Drexel. O Santo Padre, durante a homilia, apresentou de maneira incisiva o perfil da vida e as características da santidade de Katharine Drexel: «A Madre Katharine Drexel nasceu de família abastada em Filadélfia, nos Estados Unidos. No entanto, aprendeu de seus pais que as posses da família não eram apenas para si, mas que tinham de ser partilhadas com os mais fracos. Já como jovem mulher, ela aparecia profundamente perturbada com a pobreza e as condições inumanas em que viviam muitos índios americanos e afro-americanos. Começou então a reencaminhar os seus haveres para obras missionárias e pedagógicas ao serviço dos membros mais pobres da sociedade. De seguida, entendeu que era preciso fazer ainda mais. Assim, com coragem e confiança na graça de Deus, optou por dedicar ao Senhor não apenas os seus haveres como também toda a sua vida. Ensinou à sua comunidade religiosa, que era a das Irmãs do Santíssimo Sacramento, uma espiritualidade baseada na união de oração com Jesus Eucarístico e o serviço de dedicação aos pobres e às vítimas da discriminação racial. O seu apostolado contribuiu para o aumento da consciência da necessidade de combater todas as formas de racismo através da educação e de serviços sociais. Katharine Drexel é um excelente exemplo da caridade prática e da solidariedade generosa para com os mais fracos que, desde há muito, é o sinal característico dos católicos da América. Que o seu exemplo ajude, principalmente os jovens, a compreender que neste mundo não há tesouro maior que o do seguimento de Cristo com um coração íntegro e o do uso generoso dos dons que recebemos para servir os outros e para construir um mundo mais justo e mais fraterno». As Direcções Gerais de ambos os nossos Institutos optaram por escolher para Protectora do ano de 2004 Santa Katharine Drexel por, durante a sua vida, ter dado um testemunho de extraordinário e profético zelo missionário em prol de todos os que sofrem qualquer tipo de discriminação. Além disso, ela ensina a cada missionário que só uma espiritualidade sólida pode fazer aguentar com as canseiras da missão e tornar transparente o testemunho que deve dar dos valores que o Evangelho anuncia. Passo agora a traçar algumas linhas biográficas desta nossa Santa[1], avançando depois para a apresentação dos elementos da sua espiritualidade que mais nos possam inspirar enquanto Missionários da Consolata. 1. Santa Katharine Drexel – “amiga dos oprimidos” Esta definição, que serve de título a uma sua biografia recente[2], encerra em três simples palavras toda a sua vida, ou seja, a santidade como ideal supremo da sua vida; a carga humana e apostólica da sua acção missionária; a população afro-americana e os nativos da América do Norte – que escolheu por mais marginalizados se encontrarem na sociedade do seu tempo. Katharine nasceu em Filadélfia (EUA) a 26 de Novembro de 1858 na família de um rico banqueiro. A sua mãe morreu a apenas 5 semanas do parto que a trouxe ao mundo. Passados dois anos, Francisco, seu pai, celebrou segundas núpcias com Emma Bouvier, que acabou por se tornar uma verdadeira mãe para Katharine. O Senhor Francisco e a Senhora Emma, que eram profundamente religiosos, entenderam que o seu casamento era uma oportunidade para se ajudarem mutuamente a viver a fé cristã e a educarem a família nesses mesmos princípios. Mandaram construir uma pequena capela na sua casa, que serviu como ponto de encontro diário para a oração. Foi daí que nasceu o forte empenho da família pelo bem-estar dos pobres que, naquela época, abundavam na sociedade americana. O exemplo dos pais teve um bom e profundo efeito nas três filhas do casal, especialmente no caso de Katharine, que era a segunda, e se sentia instintivamente levada à solidariedade humana e ao amor de Deus. O seu empenho religioso e social não lhe impediu, no entanto, de se dedicar às diversões a que a família Drexel podia aceder sem dificuldade, como por exemplo, visitas ao estrangeiro, uma casa no campo e amizades entre as pessoas da classe alta. Quando os pais morreram, as filhas herdaram uma fortuna enorme em dinheiro. Sob a orientação do seu Director Espiritual, o Padre James O’Connor, mais tarde Bispo, Katharine desenvolveu um interesse ainda maior pela causa dos pobres e a convicção de que Deus a chamava à vida religiosa. Certo dia, enquanto se preparava para entrar para um convento, eis que lhe apareceu a proposta inesperada de Mons. O’Connor: «Quanto mais penso no teu caso, mais fico convencido de que Deus te chamou a fundar uma Congregação para os índios e para os afro-americanos». Katharine começou por resistir ao projecto: sentia-se inadequada; não conseguia descobrir em si mesma o carisma duma fundadora; teve medo da oposição que poderia encontrar… Por fim, depois de muita oração, decidiu escrever ao Bispo: «A Festa de São José deu-me a graça… de entrar em cheio e por completo no pensamento de V. E. Reverendíssima». Era o dia 19 de Março de 1889. Doravante a vida de Katharine rodará em torno de um único objectivo: o de cumprir em pleno o plano que Deus lhe reservara em prol dos mais pobres, fundando a Congregação das Irmãs do Santíssimo Sacramento. Por amor da sua Congregação, pelos índios do West e pelos “afros” do Sul, ela gastará tudo o que tem (e que era muito), tal como todas as suas energias (que pareciam inesgotáveis): fundou casas, escolas e missões; e lutou contra as contínuas dificuldades provenientes principalmente do seu ambiente social, que era muito hostil à população negra e aos índios. Mas esta actividade apostólica incessante não conseguiu distraí-la daquilo que considerava especialmente importante na sua vida, ou seja, o compromisso com a santidade e com o bem-estar das suas Irmãs. Ensinava, escrevia, exortava, e encorajava os outros, mas desta vez, acompanhada pela orientação incomparável do Arcebispo de Filadélfia, Mons. Patrick J. Ryan, que substituíra Mons. O’Connor como Director Espiritual – e que falecera repentinamente em 1890. Mas em 1935, a sólida constituição da Madre cedia ao peso dos anos, obrigando-a a retirar-se para a Casa Mãe a fim de se poder dedicar principalmente à oração e à adoração do Santíssimo Sacramento. Foi acompanhando, através do aconselhamento, as suas filhas que iam aumentando em quantidade e na actividade apostólica. Terminou a sua jornada terrena a 3 de Março de 1955, aos 97 anos. 2. “Porque não te fazes missionária?” A paixão missionária foi a marca da vida de Katharine Drexel. Já desde rapariga, ela não tinha outros interesses ou outros sonhos senão o de socorrer os que sofriam da falta dos meios mais básicos e indispensáveis para viver uma vida digna, que é o direito de qualquer pessoa. O acesso aos meios financeiros proporcionados pelos bens da família levaram Katharine a dedicar todas as suas forças da juventude a socorrer os órfãos, a sustentar as missões entre os índios através da construção de escolas e centros de saúde, a dar alimento e roupas às famílias pobres da periferia de Filadélfia, sua cidade natal. Mas bem cedo veio a descobrir que isso não era suficiente: as leis racistas ainda se mantinham apesar da abolição da escravatura e largas fatias da sociedade continuavam excluídas de qualquer tipo de desenvolvimento e benefício social. Guiada pelo seu Director Espiritual, o Bispo James O’Connor, ela foi em peregrinação a Roma para pedir ao Papa o envio de Missionários aos índios e aos afro-americanos. E foi com grande surpresa que ouviu o Papa dizer-lhe: «Minha filha, porque não te fazes missionária tu própria?». Era a grande reviravolta: já não seriam apenas os seus bens que ela daria aos pobres; ela dar-lhes-ia toda a sua vida. A paixão pelos pobres e pelos marginalizados caminharia então de mãos dadas com a sua opção de vida. Ela sentirá de maneira cada vez mais clara que a obra humanitária com que se tinha comprometido até então exigia uma decisão adicional e decisiva. Assim escreveu ela ao seu Director Espiritual: «Sinto um vazio no coração – que só Deus poderá preencher». Era Jesus a convidá-la com o Seu “vem e segue-me!”. Todas as dúvidas e perplexidade que ainda a afligiam foram desmontadas pouco a pouco, até que se deu completamente a Deus e à obra a que Ele a chamava. Os noventa e sete anos de vida da Madre Drexel foram gastos em benefício da causa missionária na América do Norte e dos mais pobres daquele povo. Percorreu o seu imenso país de lés a lés vezes sem conta; fez ouvir a sua voz contra a discriminação racial; construiu escolas e até uma universidade para ajudar na educação da população de extracção africana; e empurrou as suas Irmãs para os lugares mais recônditos e esquecidos da América. Claro que, segundo o estilo clássico da missão, não faltaram contrariedades, perseguições e até ameaças à sua vida. Mas assim teve ocasião de testemunhar que só a cruz dá credibilidade e solidez à vida apostólica. 3. A acção missionária tem que ter alma Para Katharine Drexel, a alma da missão é a santidade de vida. Se os pobres tomaram conta do centro do seu coração, a razão disso está em que era Deus quem o habitava. Só em Deus é que nós podemos amar os pobres de verdade, anunciar o Evangelho de Cristo e gastarmo-nos pelos outros sem reservas. Katharine, tal como todos os santos, tinha um caminho próprio e secreto para chegar à santidade. São os seus numerosos escritos, e sobretudo a formação que deu às suas Irmãs que no-lo revelam. Ei-lo em resumo: - A santidade de vida é um valor que se deve desejar, amar e querer com todas as forças. Foi logo desde menina que ela começou a fazer sacrifícios voluntários para corrigir o seu temperamento pouco submisso. Durante os longos meses de doença da sua mãe, aprendeu a arte da oração e do abandono em Deus. E bem cedo sentiu que só a caridade torna a fé verdadeira. Também aceitou como vontade de Deus seguir Cristo na vida consagrada e fundar uma nova Família Religiosa. - Seguir Cristo e imitá-lo tornou-se para Katharine a via larga da santidade. Mas também aqui encontrou um pequeno segredo: “Eu gosto de imaginar como era pequenino o pé de Jesus no dia do Seu nascimento. Um pé tão pequeno não poderia fazer longas caminhadas, apenas pequenas passadas. Se imitarmos o Menino Jesus, poderemos colocar os nossos pés nas suas pegadas. Assim, com a Sua graça, poderemos, pouco a pouco, aprender a dar passos mais largos e a fazer caminhadas mais longas. Se formos fiéis no pouco, alcançaremos a graça de fazer o muito”. - A vida apostólica e a contemplação são um binómio inseparável. Ambas se referem à Eucaristia como a uma fonte inesgotável de vida. É muito fácil compararmos as intuições desta santa às do nosso Pai Fundador e, assim, verificar que os santos, embora tão diferentes uns dos outros, sempre coincidem no que é fundamental! - As mil e uma facetas da santidade só se harmonizam entre si com o amor e encontram expressões sempre novas quando brotam do empenho em procurar e fazer sempre a vontade de Deus. As surpresas que Deus tem em reserva para nós são infinitas e é por isso que Katharine pede frequentemente a Deus o dom da coragem. 4. Sentada na borda da cadeira É assim que as pessoas que dela se aproximavam a descrevem: sempre atenciosa no acolhimento, a ouvir, à disposição de todos, mas sobretudo dos necessitados. Precisamente porque o grande propósito de toda a sua vida foi tornar-se sempre e para todos um dom de amor. Filha dum rico banqueiro, ela bem cedo aprendeu dos seus pais que os bens deste mundo não lhe pertenciam, mas sim que lhe tinham sido confiados pela Providência para ir ao encontro das necessidades dos outros. Descobriu os pobres; e por isso, descobriu também que cada momento do seu dia devia pertencer-lhes, para aliviar os seus sofrimentos, intuir as suas necessidades e lutar pelos seus direitos. Quando chegou a compreender que era chamada à vida religiosa, logo reservou o centro do seu coração para Deus. E assim, no coração que só para Ele batia, nasceu uma Família Religiosa. Esta maternidade espiritual sublimará o projecto de Deus para a sua existência, já que o amor vai exigir dela não já os seus haveres, o seu tempo e os seus interesses, mas toda a sua pessoa. Os escritos da Madre Drexel revolvem sobre o tema da caridade. Ela sentia que a caridade deve ser como que o respiro da vida, tanto sua como das suas Irmãs. Ela vive-a e dela dá testemunho. Descreve-a; fala dela amiúde; propõe-na como ideal da pessoa consagrada; entrevê que ela deve tornar-se em verdadeiro impulso para a missão e a força que sustenta todo aquele que se dedica aos pobres. Assim, para que o amor cristão possa tornar-se verdadeiro, deverá possuir alguns traços indispensáveis, bem como um estilo próprio: - Nasce de Deus e a Ele deve ter referência contínua; - Deve abrir-se ao outro, evitando distâncias e anulando outras prioridades. Os privilégios são só para os pobres; - A humildade é sua companheira permanente: sem ela poderá correr o risco de se contaminar e de se corromper; - O sorriso e a alegria do coração são a marca da sua autenticidade; - Nunca teme o inimigo: as perseguições, as calúnias, e o ódio só o poderão purificar e aumentar. 5. Orientada para o Oeste e para o Sul A caridade dos Santos também tem uma “geografia” própria. A da Madre Katharine foi sobretudo a dos planaltos assoalhados do Oeste, onde os nativos da América moravam. Expulsos das suas terras pela invasão dos brancos vindos da Europa, viram-se à margem da sociedade, em risco de perder a sua cultura e valores, tornando-se presa fácil do álcool e de sucessivas epidemias. A Madre Drexel tinha a firme convicção de que não apenas os estrangeiros, mas até os próprios índios, eram o verdadeiro recurso e garantia do seu futuro. Foi por essa razão que ela fez de tudo por elevar a sua condição dando-lhes formação humana, social e religiosa. Destino bastante semelhante ao dos índios teve a numerosa população negra dos Estados Unidos, que residia nas imensas plantações do Sul por razões ocupacionais. Tendo saído duma escravidão centenária, eles ainda traziam em si as marcas da abjecção humana e social que embota ou até bloqueia qualquer aspiração de retomada e de desenvolvimento social. Também a estes a Madre Drexel haveria de dedicar as suas Irmãs, sobretudo através do ensino, chegando até a fundar uma universidade para eles. Katharine teve a coragem de levantar bem alto a bandeira dos direitos humanos em prol dos nativos americanos e da população negra, que tinham sido espezinhados durante tantos anos, e por vezes até completamente ignorados. Mesmo como religiosa e como fundadora, ela não teve medo de “sujar as mãos” entrando no debate social e na defesa das classes mais humildes, mesmo à custa da alienação da gente da alta e da gente conservadora. Além disso, fez de tudo e de muitas maneiras por conscientizar a Igreja sobre a questão social, mesmo contra a maré. Não têm conto os problemas de justiça e direitos humanos dos vários países em que, até nós Missionários da Consolata, trabalhamos. Katharine Drexel é fonte de coragem e de estímulo a que nos não deixemos atemorizar frente à complexidade dos problemas ou à hipersensibilidade que possamos encontrar nas pessoas que nos rodeiam. O destino dos pobres e dos oprimidos é que deve levar sempre a melhor. Enquanto Missionários, também temos que aguçar o nosso olhar – para que possamos projectar-nos para além da solidariedade miudinha e diária com os pobres e assim combater o mal social, a injustiça “legal” e os sistemas desumanos. Não podemos ficar insensíveis ao forte apelo do último Capítulo Geral ao proclamar: «No mundo de hoje nota-se uma convergência entre os povos para a recusa da violência e da guerra, para o respeito pela pessoa humana, pela sua dignidade e pelos seus direitos, para a realização dos ideais da liberdade, da justiça e da fraternidade, para a superação do racismo e do nacionalismo, para a sensibilidade pela salvaguarda da criação (cf. RM 86). Estas dimensões constituem a evangelização ad gentes e o nosso ministério de consolação, que implica opções e gestos concretos de solidariedade a favor dos pobres e empenho na reconciliação» (p. 46). 6. “Dou graças a Deus por ser filha da Igreja” Por ocasião do jubileu da sua consagração religiosa, a Madre Katherine abriu o coração às sua Irmãs, confessando: «Dou graças a Deus por ser filha da Igreja. Dou graças a Deus por ter tido o privilégio de me encontrar com grandes missionários da Igreja e de ter recebido deles o dom de tantas orações (…). Dou graças a Deus por me ter dado a graça de ter sido testemunha das suas vidas. Eles fazem parte da Igreja de Deus e eu dou graças a Deus, como fez a grande Santa Teresa, por também ser filha desta Igreja» (C. M. Duffy, Katharine Drexel: A Biography, 358). O amor e a paixão pela Igreja caracterizaram a sua vida. Nem poderia ser de outro modo, pois que essas virtudes são sempre o sinal da autenticidade dos apóstolos e dos missionários. Foi por amor da Igreja que ela colocou à disposição todas as suas forças humanas, morais e espirituais. E quando a sua saúde enfraqueceu e as forças se foram, a sua oração de intercessão pela Igreja aumentou na quantidade e na intensidade. A Madre Katharine Drexel sonhou uma Igreja à escala de uma grande família, livre de todos os preconceitos raciais e sociais que humilham as pessoas, reunida à volta da mesa da Eucaristia e a caminho pelo mundo para dar testemunho dos valores do Evangelho a todos. Como filhos do Beato Allamano que somos, também nós devemos estar especialmente abertos a este tema que o documento Vita Consecrata ilustra magistralmente no capítulo Sentire cum Ecclesia. Para lembrar apenas algumas passagens…: «Pede-se às pessoas consagradas que sejam verdadeiramente especialistas na comunhão e na prática da espiritualidade da comunhão, como “testemunhas e artífices daquele projecto de comunhão que está no cume da história do homem segundo Deus”. O ‘senso’ da comunhão eclesial, ao evoluir para a espiritualidade da comunhão, promove um modo de pensar, de falar e de agir que faz a Igreja crescer em profundidade e em extensão. De facto, a vida de comunhão “torna-se um sinal para o mundo e uma força de atracção que leva a crescer em Cristo (…). Desta forma, a comunhão abre-se à missão e torna-se missão”; mais – “a comunhão gera comunhão e configura-se essencialmente como comunhão missionária”» (46). ConclusãoTodas as dimensões da vida de Santa Katharine Drexel, tal como a sua intensa actividade apostólica e missionária, e as suas corajosas e proféticas decisões surgem e convergem ultimamente no mistério da Eucaristia. Jesus Eucarístico é, na verdade, o seu grande tesouro. A oração-colecta da Missa desta Santa, cuja festa litúrgica se celebra a 2 de Março, exprime eficazmente este conceito, ao rezar: Ó Deus de todo o amor, Vós chamastes Santa Katharine Drexel a ensinar a mensagem do Evangelho e a levar a vida da Eucaristia às populações negras e nativas da América. Pelas suas orações e pelo seu exemplo, tornai-nos capazes de trabalhar pela justiça entre os pobres e os oprimidos. Atraí a todos para a comunidade eucarística da Vossa Igreja, para que todos possamos ser um só em Vós. Ámen!Oxalá a santidade de vida e o zelo apostólico de Santa Katharine Drexel, juntos com a paterna intercessão do nosso Pai Fundador, possam estimular o nosso empenho em viver plenamente aquilo que as nossas Constituições proclamam: « Seguimos de um modo especial a Cristo, imitando a vida obediente, casta e pobre que Ele escolheu e propôs aos seus discípulos. Totalmente disponíveis para Deus, para a Igreja e para os irmãos, partimos para anunciar o Evangelho em todas as partes do mundo e testemunhamos com a vida o infinito poder do Espírito (cfr. Actos, 2, 4)» (20). Que Maria Consolata e o Beato José Alllamano vos abençoem. Cordiais e fraternas saudações! P. Piero Trabucco, imc (Padre Geral)
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